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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

José in TV



Não sou fã desta guerra e Record. Quem me conhece sabe disto. Mas em tempos de BBB's sem limites, e férias escolares, ficamos sem a mínima opção de entretenimento na TV aberta. É neste ponto que sou forçado a louvar a Record pela sua estratégia. Me lembro claramente que nas férias do ano de 2012, tivemos a excelente opção de ver Rei Davi, quando a emissora do plin plin estava com o seu BBB 11. Mas Rei Davi pecou enquanto produção. Um dos problemas foi a música constantemente alta, que indicava uma constante tenção, ao meu ver um exagero, mas que passa. Apesar dos erros de produção, nossos filhos aprendem com estas séries que existe algo melhor do que ver as baixarias cometidas pelos outros. Se não quisermos ler um livro, podemos, ao menos, nos ocupar com histórias que produzem crescimento.
Assim, a despeito dos erros bíblicos e das informações cujas fontes são no mínimo dúbias, estas produções cumprem uma importante função pedagógica. Estas minisséries servem, por exemplo, para alcançar crianças espertas e inteligentes, como os nossos filhos, que nasceram na era digital, e preferem ver a ler. Elas servem de iniciação ao tema, à leitura da história dos personagens, que apesar dos seus erros nos servem de inspiração. Volto a dizer que precisamos muito mais disto do que de "lindas garotas que apenas mostrem suas curvas sensuais em um programa de TV, para depois saírem nuas em uma revista masculina".
Nossa vida não é um BBB no sentido que a Globo mostra. Ela está mais para o terreno inóspito do deserto no qual peregrinaram Abraão, Isaque, Jacó e José. Pior, se vivemos um BBB, este está muito mais para a distopia de Orwell do que para a fantasia do Bial. No nosso mundo as escolhas morais e os danos que sofremos das pessoas de quem deveríamos esperar amor, acolhimento e respeito, são mais parecidas com a história de José. É neste ponto, que o livro que muitos querem, porque querem fazer ser ultrpapssado tem mais a ensinar do que o BBB, que já apresenta cenilidade.
Agora enquanto o BBB parece agonizar, por sua fórmula esgotada, pela necessidade de colocar antigos participantes, ao lado dos novos e pelas suspeitas que levanta quanto a isenção e transparência nas votações, ou seja, no processo como um todo, a Record em mais uma jogada de mestre lança José do Egito. A fórmula parece ser boa. Bons atores, uma história bíblica muito boa, bom cenário, e posso crer que o que vem por aí, é um baita sucesso. Só não vai desbancar o BBBesta porque, ao contrário da xaropada, a série apenas passa às quartas-feiras, o suficiente para dividir sim público e para cativar quem não tem o mínimo interesse em futebol.
 
Pr Marcelo Medeiros

Um homem de Deus em depressão





O tema mais do que nunca é atual e necessário, visto que no nosso meio, o evangélico, as doenças de cunho emocional (psicológico), não são levadas à sério. Assim, graças a Deus que a lição de EBD, comentada por José Gonçalves traz o assunto á tona. O exemplo não é de qualquer homem, mas simplesmente daquele que veio, ao lado de Moisés, a ser um grande marco do profetismo, Elias. Elqe é descrito pelas Escrituras Sagradas como um homem possuidor das mesmas paixões que nós e cuja vida se distinguiu de tantos do seu tempo em razão da seriedade na oração e dos sinais que acompanharam o seu ministério.

O contexto

Recapitulando o que temos aprendido até o momento percebemos que:

  1. Elias se apresenta a Acabe, e com ousadia pecualiar desafia o grande Deus do trovão, uma divindade cujo nome era Ba'al (בַּ֖עַל). A despeito do poder que lhe atribuem, ele afirma diante do rei: Juro pelo nome do Senhor, o Deus de Israel, a quem sirvo, que não cairá orvalho nem chuva nos anos seguintes, exceto mediante a minha palavra (I Rs 17. 1 NVI).
  2. Ele é orientado por Deus a ir até o ribeiro de Querite, para ai ser sustentado. Saia daqui, vá para o leste e esconda-se perto do riacho de Querite, a leste do Jordão. Você beberá do riacho, e dei ordens aos corvos para o alimentarem lá (I Rs 17. 3, 4 NVI).
  3. Quando o ribeiro se seca, por falta de chuva, ele é orientado a ir até a casa de uma  viúva, que mora em Serepta. Vá imediatamente para a cidade de Sarepta de Sidom e fique por lá. Ordenei a uma viúva daquele lugar que lhe forneça comida (I Rs 17. 9 NVI).
  4. De acordo com MacArthur, a cidade de Serepta é uma cidade litoral. A mesma faz margens com o mar Medterrâneo, ou o Grande Mar, e está situada a onze quilômetros ao sul de Sidom. Deus enviou Elias ao território controlado por Et' Ba'al (אֶת־הַבַּ֔עַל), a fim de mostrar lá a sua provisão para esta viúva, e que Ba'al não tinha sequer o poder sobre sua casa.
  5. Por útimo Deus envia Elias de volta a Israel, para que este confronte Acabe e os profetas de Ba'al, saindo vitorioso no embate com os falsos profetas.
 
A pergunta que não quer calar é: como um homem tão poderoso, em palavras e em obras, pode ter se amedrontado diante das ameaças de uma mulher como Jezabel. Minha sincera opinião, e pretendo mostrá-la, é a de que Elias estava, já há um bom tempo, sob fortes tenções, e que a ameaça da esposa de Acabe apenas foi o gatilho que colocou à mostra tal tenção. Por favor não se escandalize comigo, leia o texto até o fim.
 
Elias não era normal
 
O que é ser normal? Existe alguém que seja realmente normal? Etimologicamente normal, seria aquele que segue as regras, que é regular, comum (Maria Luíza Silveira Teles; O que é neurose). 
Este é o problema com relação a Elias, ele não seguia a norma enquanto todo o Israel, ou parte significativa do mesmo seguia aos costumes da casa real, o nosso profeta era um homem de identidade.  De acordo com o dicionário Michaellis, a identidade é o conjunto dos caracteres próprios de uma pessoa, tais como nome, profissão, sexo, impressões digitais, defeitos físicos etc., o qual é considerado exclusivo dela e, conseqüentemente, considerado, quando ela precisa ser reconhecida.
  1. Conforme temos visto ao longo desta série de estudos Elias trazia em seu nome o nome do verdadeiro Deus (YHWH - יהוה), o Deus que se revelou a Moisés na sarça ardente (Ex 3. 14, 15). Seu nome Elias אֵלִיָּ֨הוּ traz a verdade de que Jeová, ou Iahweh é Deus. E ele vive esta verdade em cada momento de sua vida.
  2. Não possui uma profissão anterior ao exercício profético, mas ele foi reconhecido em situação mais diversas como ish elohim (אִ֥ישׁ אֱלֹהִ֖ים), ou como trduzem as nossas Bíblias, homem de Deus. Elias desde cedo foi reconhecido como alguém cuja palavra de Deus, na sua boca era verdade. Aqui aparece o termo 'emet (אֱמֶֽת), cujo sentido tanto pode ser o de verdade quanto o de fidelidade (Sl 85. 11; 111. 8), quanto o de verdade (Sl 119. 142). Apenas estes fatores são o suficiente para tirar qualquer pessoa da dita normalidade. E mais, é uma loucura parecida com esta que Deus espera de nós. Não que tenhamos que realizar as mesmas proezas de Elias, mas nossa identidade tem de ser tão sólida quanto a dele.
  3. As vestimentas de Elias eram: roupas de pêlos e usava um cinto de couro  (II Rs 1. 8 NVI), o que fez com que o rei logo concluísse quem era, o portador da mensagem que seus embaixadores enviaram. Suas vestimentas, ainda que não fossem o termômetro de sua espirituailidade, eram de sua personalidade, e de seu modo de vida austero.
Com isto, provamos que em instância alguma de sua vida elias seguia a norma, daí a nossa expressão inicial neste tópico. Não, de forma alguma Elias era uma pessoa normal. Quando todo o povo estava dividido em dois pensamentos, em razão do culto a Ba'al, ele mantinha uma firma convicção de que Iahweh era o Deus verdadeiro. Isto o colocou em rota de colisão com toda a cultura de sua época.

O quadro da depressão em si

Nossos dicionários definem a depressão da seguinte forma: abatimento físico, ou moral. Por sua vez o abatimento é um estado caracterizado por desânimo, acabrunhamento, fraqueza, rebaixamento. É um períod de forte baixa. De acordo com Jeremy Holmes, uma pessoa deprimida é:
  1. Uma pessoa que oscila entre a agitação e a letargia. Esta última pode manifestar-se por meio de uma sonolência mórbida, ou, um estado de inércia ou indiferença; apatia.
  2. Falta de aceitação de si mesmo, associada a uma visão sombria do futuro.
  3. Ânsia e desejo frequene de morte.

E isto podemos ver em Elias uma vez que nos capítulos 17 e 18 de I Rs não vemos registros da rotina de sono do profeta, raramente ele é encontrado dormindo. Mas ao ouvir de Jezabel as intenções que esta tinha para a vida dele, Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo e entrou no deserto, caminhando um dia (I Rs 19. 3, 4 NVI). Aqui temos o momento de agitação.
O momento de sonolência se dá quando este persiste em dormir, mesmo quando alimento lhe é oferecido. Depois se deitou debaixo da árvore e dormiu. De repente um anjo tocou nele e disse: Levante-se e coma. Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo (I Rs 19. 5, 6 NVI).
Elias não apresenta um mínimo traço de rejeição, ou de falta de aceitação de suas fraquezas. Mas há indícios no texto de que ele tenha apresentado, uma visão pessimista de sua carreira. Ele alega que foi zeloso, mas que a despeito de seu zelo, não é melhor do que seus pais (I Rs 19. 4). Outro aspecto a ser notado é que Obadias, servo de Acabe tinha escondido cem profetas de Deus e mantido os mesmo à pão e água (I Rs 18. 4), e Elias tomou ciência de tal fato (I Rs 18. 8 - 16). A pergunta a ser feita é: como ele argumentou diante de Deus ser o único que ficou de todos os profetas? A resposta é simples: depressão.
Daí, o passo seguinte é o desejo pela morte. Ele mesmo diz ao Senhor: Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados (I Rs 19. 4). A saída do quadro, se é que possamos dizer que Elias tenha mesmo saído deste quadro de imediato, se dá quando Deus aponta novas perspectivas para o profeta.
Uma coisa temos de admitir, não foi fácil para o homem de Deus, conduzir todo este processo de reforma e não ver resposta, nem da casa real, nem por parte do po vo. O Ba'al, conforme dissemos, só foi erradicado de Israel nos dias Jeú (II Rs 10. 28). Em outras palavras Elias não viu o resultado de toda a sua campanha. Mas Deus o conduz a ver sob um novo prisma.

Novas perpectivas

O Senhor lhe disse: Volte pelo caminho por onde veio, e vá para o deserto de Damasco. Chegando lá, unja Hazael como rei da Síria. Unja também Jeú, filho de Ninsi, como rei de Israel, e unja Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, para suceder a você como profeta. Jeú matará todo aquele que escapar da espada de Hazael, e Eliseu matará todo aquele que escapar da espada de Jeú. No entanto, fiz sobrar sete mil em Israel, todos aqueles cujos joelhos não se inclinaram diante de Baal e todos aqueles cujas bocas não o beijaram (I Rs 19. 15 - 18 NVI).

Deus sinaliza para Elias, que a reforma começada por ele não terá o seu fim nos seus dias. Mas que prosseguirá para as gerações que virão. Assim uma nova  missão é apontada para Elias, a de fazer sucessão profética, e real. Cabe ao homem de Deus ungir um profeta que o suceda e mais  dois instrumentos de juízo para castigar os adoradores de Ba'al. O remédio maior para a depressão é a compreensão de que ainda temos um papel relevante a cumprir. Foi assim com o homem de Deus, é assim conosco.

Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.
 
 
 
 
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Elias e os profetas de Baal


Já foi afirmado nesta série de estudos sobre a vida de Elias e Eliseu, que o primeiro é um profeta, cujo significado do nome אֵלִיָּ֨הוּ é Jeová, ou Iahweh é Deus. Seu nome se compõe da partícula El (אֵלִ), que é o diminutivo Deus אֱלֹהִ֑ים (elohim), com a partícula Yah (יָּ֨ה), que é diminutivo de יְהוָ֥ה ou  יהוה (YHWH). O motivo do retorno a este assunto se dá pelo fato de que durante muitos anos Ba'al (ַבַּ֖עַל ou הבעל ) rivalizou com יהוה (Iahweh), e o nome do profeta é um lembrete de que o povo deveria para com a atitude sincrética de conciliar o culto de Iahweh (יְהוָ֥ה ) com Ba'al (בַּ֖עַל). Neste estudo veremos uma  desafio no monte Carmelo.
 
O contexto
 
observando o contexto no qual e dão os fatos podemos entender que:
 
  1. Após três anos de seca em Israel, um período de provisão na casa de uma viúva em Serepta, Elias retorna a Israel, e por orientação divina se apresenta a Acabe com a promessa de que virá chuva sobre a terra (I Rs 18. 1). Mas antes que tal aconteça, tem de ficar claro a Acabe, quem de fato controla o clima, se Iahweh, Deus de Israel, ou Ba'al.
  2. Daí o motivo de por mais uma orientação divina, Elias mandar Acabe reunir os profetas (ְבִיאֵ֤י [nebihuim]) de Ba'al, e de Aserá (הָֽאֲשֵׁרָה֙). Diante de todo o povo, o profeta irá propor um desafio. O Deus que responder com fogo, este sim, é o verdadeiro Deus (I Rs 18. 19, 24).
  3. Sendo Ba'al (ַבַּ֖עַל ou הבעל ), o senhor dos raios e das chuvas, é mais do que esperado que ele ao menos mande um pequeno relâmpago sobre o sacrifício.
  4. Mas a maior razão do desafio de Elias é que quando este indaga ao povo a respeito de quem servirão, eles permanecem indecisos. Elias dirigiu-se ao povo e disse: "Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no". O povo, porém, nada respondeu (I Rs 18. 21 NVI).
  5. A cultura da idolatria, começada com Jeroboão (I Rs 12. 26 - 31), estava profundamente arraigada no coração do povo. E esta talvez seja a provável causa de indecisão face ao desafio, ao apelo do profeta Elias.
 
É neste contexto que acontece uma das mais belas histórias das narrativas do Velho Testamento.
 
No monte Carmelo
 
Quando o profeta Elias diz ao povo: vocês abandonaram os mandamentos do Senhor e seguiram os baalins. Agora convoque todo o povo de Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo (I Rs 18. 18b, 19a, NVI), a primeira imagem que vem à nossa mente é a de uma reunião em monte específico, e de fato tal se deu. O problema é que ao contrário do que ocorre com nossa geografia, o Carmelo não é um único monte, mas uma cadeia montanhosa.
De acordo com o docionário Wycliffe de um único pico este nome passou a ser atribuído a um conjunto de colinas que a ele estava associado, designando assim, a cordilheira montanhosa de mais de 30quilômetros de extensão, com uma largura de 5 á 12 quilômetros para o Oeste e para o Noroeste de Esdraelon, com uma altitude de 572 metros acima do nível do mar no seu cume (pág 378).
No mesmo dicionário, obtemos a informação de que o local era bem irrigado, por causa de sua exposição aos ventos do mar. E este dado é de fundamental importância para que seja respondido o questionamento a respeito da origem da água que Elias usou para irrigar o seu sacrifício, a ponto de encher as valas que o mesmo havia cavado em torno do altar (I Rs 18. 33 - 35). É bem provável que dadas às peculiardades geográficas ali tenha se acumulado água para tal, mas que ao mesmo tempo era inacessível ao povo pela dificuldade de acesso.
Neste mesmo lugar foram construídos promotório antigos às divindades que regiam o tempo. Estes fatos reunidos tornamo Carmelo o local indicado para o desafio proposto por Elias. O nome Carmelo (כַּרְמֶ֑ל[Karmel]), significa jardim. Ao que tudo nos indica, ele aparece com esta conotação em Is 32. 17, onde o Senhor promete: até que sobre nós o Espírito seja derramado do alto, e o deserto se transforme em campo fértil, e o campo fértil pareça uma floresta (NVI). Até os dias de hoje a copa do mesmo impressiona os visitantes. Na imagem abaixo, que capturamos de um blog de arqueologia, vemos esta imagem impressionante.
 
 
Resposta pelo fogo
 
A esta altura, talvez a única pergunta a ser respondida é: por que o fogo? Em primeiro lugar, já foi dito neste estudo que Ba'al (ַבַּ֖עַל ou הבעל ) é o deus dos raios, na cultura  cananéia, é claro. Aqui está sendo proposto que o rival de  יהוה (Iahweh) responda com pelo menos um dos seus raios. Fato que não ocorre.
Em segundo lugar, sucessivas vezes  יהוה (Iahweh) revindica, por meio dos profetas o poder de controlar o clima. É ele, e jamais os ídolos, o verdadeiro controlador do clima (Lv 26. 4; Dt 11. 14, 17; 28. 12, 24; I Sm 12. 17, 18; Is 30. 23; Am 4. 7). Um dos mais contundentes textos que aborda a questão é este:
Peça ao Senhor a chuva de primavera, pois, é o Senhor quem faz o trovão, quem manda a chuva e lhes dá as plantas do campo. Porque os ídolos falam mentiras, os adivinhadores têm falsas visões, e contam sonhos enganadores; o consolo que trazem é vão. Por isso o povo vagueia como ovelhas, aflitas pela falta de um pastor (Zc 10. 1, 2 NVI).
Digno de nota é a ocorrência dos termos מְטַר (mored) e גֶּ֙שֶׁם֙ (geshem), respectivamente para chuva e aguaceiro. O Deus que controla o clima tem de ter a habilidade, o poder para responder com fogo.
Por último, a história de Israel é marcada por tais respostas por meio do fogo.

  • Isto se deu na vocação de Moisés

Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro, que era sacerdote de Midiã. Um dia levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus. Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo que saía do meio de uma sarça. Moisés viu que, embora a sarça estivesse em chamas, esta não era consumida pelo fogo. "Que impressionante! ", pensou. "Por que a sarça não se queima? Vou ver isso de perto. " O Senhor viu que ele se aproximava para observar. E então, do meio da sarça Deus o chamou: "Moisés, Moisés! " "Eis-me aqui", respondeu ele. Então disse Deus: "Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa (Ex 3. 1 - 5 NVI).

  • Na inauguração do tabernáculo

Assim Moisés e Arão entraram na Tenda do Encontro. Quando saíram, abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo. Saiu fogo da presença do Senhor e consumiu o holocausto e as porções de gordura sobre o altar. E, quando todo o povo viu isso, gritou de alegria e prostrou-se rosto em terra (Lv 9. 23, 24 NVI).

  • Na  vocação de Gideão

E o Anjo de Deus lhe disse: "Apanhe a carne e os pães sem fermento, ponha-os sobre esta rocha e derrame o caldo". Gideão assim o fez. Com a ponta do cajado que estava em sua mão, o Anjo do Senhor tocou a carne e os pães sem fermento. Fogo subiu da rocha, consumindo a carne e os pães. E o Anjo do Senhor desapareceu. Quando Gideão viu que era o Anjo do Senhor, exclamou: "Ah, Senhor Soberano! Vi o Anjo do Senhor face a face! (Jz 6. 20 - 22 NVI).

  • Na inauguração do templo do Senhor

Assim que Salomão acabou de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios, e a glória do Senhor encheu o templo (II Cr 7. 1 NVI).

  • No desafio de Elias

À hora do sacrifício, o profeta Elias colocou-se à frente e orou: "Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que tu és Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz todas estas coisas por ordem tua. Responde-me, ó Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, ó Senhor, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para ti". Então o fogo do Senhor caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras e o chão, e também secou totalmente a água na valeta (I Rs 18. 36 - 38 NVI). 

Diante da ousadia de Elias, do claro sinal da parte de Deus, o povo, que dantes havia se mostrado indeciso, exclamou יְהוָ֖ה ה֥וּא הָאֱלֹהִֽים׃ יְהוָ֖ה ה֥וּא הָאֱלֹהִֽים׃ (Iahweh elohim, Iahweh elohim[Adonai Elohim, Adonai elohim]), o Senhor é Deus, o Senhor é Deus. O sinal serviu de motivação para a decisão do povo. Mas o culto a Ba'al só foi erradicado em Israel no reinado de Jeú (II Rs 10. 28). MacArthur observa, em sua Bíblia de Estudo, que tal iniciativa não fora motivada pelo zelo espiritual, mas por motivações políticas, ou seja, por acreditar que exterminando o culto a Ba'al ele estava enfrequecendo o partido de Acabe em Israel.

Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros

 
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