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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Menudos de Cristo


Extraí esta imagem de uma pagina do facebook (aqui), onde se pode ler uma exposição de ninguém mais, ninguém menos do que Augustus Nicodemos Lopes falando sobre a imunidade pastoral. Minha colocação aqui é mais extremada do que a feita pelo teólogo supra. Vou explicar. entendo que somente o falso pastor (o Menudo gospel) goza do prestigio popular e da imunidade decorrente dele. Somente este é protegido da maledicência, ao passo que o verdadeiro pastor sempre será mal falado.
Antes de abordar o tema à luz da Bíblia, preciso explicar o porquê do termo. Menudo é uma alusão a um grupo composto por rapazes porto-riquenhos que ao completarem quinze, ou dezesseis anos, não vem ao caso, saíam do grupo. alguns tiveram fama prolongada como no caso de Robby Rosa e Rick, que adotou o nome de Rick Martin, outros caíram no inteiro ostracismo. O que há em comum entre eles e um falso pastor?
Tanto os Menudos quanto os falsos pastores chegam a serem febres populares, e a despeito do trabalho que fazem em suas respectivas áreas, são considerados por seus fãs como supremos em suas áreas e por isso intocáveis. No caso do cenário gospel a situação é bem pior. Os fãs das mas variadas versões pastorais dos menudos não possuem o mínimo traquejo para a defesa de fé, por exemplo, mas quando surge alguém para apontar os erros doutrinários dos mesmos, são os primeiros a defenderem seus ídolos góspeis.
Indo direto ao ponto, creio ser necessária a lembrança das palavras de Cristo. Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos? (Mt 10. 24, 25 ACF). Em outras palavras, falaram mal de Jesus, se o seguirmos, falarão mal de nós. 
Mas Jesus também falou: Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas (Lc 6. 26 ACF). Sim, à luz da Bíblia, apenas os falsos profetas possuem ampla e irrestrita aprovação popular, enquanto os verdadeiros ministros de Deus, sempre serão mal falados em razão de sua decisão pela verdade do Evangelho. Foi assim com Jesus, com Paulo, que chegou a dizer: por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros (II Co 6. 8 ACF); com Pedro e tantos outros servos de Deus.
Meu conselho a você, verdadeiro pastor de Deus e de Cristo, é o mesmo de Pedro, se Cristo sofreu prepare-se para sofrer (I Pe 4. 1), uma vez que tanto o mundo mundano, quando o mundo eclesiástico irão se espantar pelo simples fato de você não proceder como eles procedem (I Pe 4. 4). Aos fãs inveterados dos menudinhos, deixo o conselho de João, guardem-se dos ídolos (I Jo 5. 21). Forte abraço em Cristo Jesus.
 
Marcelo Medeiros.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Fora PT?!?!?!?!?!


Ao longo dos dois últimos anos tenho visto um estranho surto de cidadania no país. Claro que na minha opinião o que vem acontecendo é infinitamente melhor do que a antiga inercia política. Mas alto lá! De nada adianta substituir o mensalão do PT pelo do PSDB. O que quero dizer é que são farinha do mesmo saco! É preciso que se substitua a descrença pela crença ousada de que algo novo pode ser feito no cenário politico. O cartaz acima traz uma mensagem bem clara. No atual momento é preciso que o povo, devidamente representado, repita o que ocorreu nas diretas já, sendo que com vistas discutir um programa de governo para o nosso país. Do contrário, teremos um infeliz retorno ao que já está e apenas com uma sigla diferente.

O valor da educação em nosso país



Tenho sido insistente, para não dizer impertinente, em falar de educação neste espaço. O faço, mais em razão das cobranças que tem sido feitas aos professores, algumas justas, outras injustificáveis. neste post gostaria de ressaltar uma colocação que já tem sido lugar comum na Educação, a de que esta não ocorre somente na Escola. Desde cedo suspeitava o papel da mídia no ato de educar, mas somente ao ler o livro O que é Educação? de Carlos Rodrigues Brandão, salvo engano (coleção primeiros passos), que tive condições de formular a ideia com maior clareza.
Um papel imprescindível da mídia consiste na formulação de modelos humanos. Em nosso país, recebe destaque o jovem marombado, sarado, bonito, a menina magérrima, esbelta, mas o jovem estudioso, jamais. Até nos reality shows, as pessoas são mostradas correndo, se exercitando, em noitadas regadas à muito álcool, mas jamais lendo, para não falar que de um famoso programa desta modalidade apenas um pseudo intelectual ganhou.
O resultado: o Brasil segue como um país em que o estudo tem a sua única razão de ser no mais puro pragmatismo. Educação de qualidade é a que prepara pessoas para o mercado de trabalho (leia-se colocar, no lugar de preparar). Mas e a formação humana? Deixa para lá! Preparo para o vestibular é sinônimo de passar em um. E neste contexto, fazer uma graduação justifica-se única e exclusivamente em razão de uma ascensão social (detalhe isto é histórico).
É neste país, que uma flatulência soltada por um artista vazio ganha páginas e mais páginas, que a vida sexual de atrizes (via de regra nada exemplar) é pública; ao passo que ainda que um jovem brasileiro viesse a realizar a façanha de ser ganhador de prêmios em uma, ou mais área cientifica, não teria tamanho espaço, incentivo, e patrocínio.
Enquanto isto, nossos talentos intelectuais se sentem verdadeiros ET's em um país que consolida a cultura de que a educação, a erudição intelectual, são luxos, ou algo que deve de ser cada vez mais reservado à elite. É assim que o Brasil se consolida como o país do futebol (coisa, que ao meu ver se fosse verdade, não teríamos tantos talentos jogando lá fora, por melhores salários), mas que às escondidas exporta o melhor da área intelectual para outros países (aqui). Pífio.
 
Marcelo Medeiros.
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