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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ignorancia ignorada



Tenho visto com frequência a insistência de néo ateístas na contradição entre ciência e fé, e pasmo, por perceber que esta não é a única forma de abordar o tema. Meu remédio contra tamanha idiossincrasia é nada maia, nada menos do que Pascal.

Para este filósofo, todos nascemos no estado de ignorância, os que estudam e se aprofundam chegam ao conhecimento desta ignorância, mas que é uma ignorância sabida. Os que não estudam percebem esta ignorância, ainda que não de forma tão contundente quanto os que estudam. O problema prossegue Pascal, são os que estão no meio do caminho. São estes que agitam o mundo.

Me perdoem os novos ateus, mas é desta forma que vejo, e não me venham com o papo de que Nietzsche afirmou que deus está morto, pois quem leu o que ele escreveu sabe e bem que a morte de deus é morte de toda cultura judaico cristã, inclusive a que permitiu a formulação do método cientifico, tanto que ele propõe que a ciência seja vista sob a ótica de constante suspeita, pois ele sabia muito que Deus morto = não dogmatização da ciência.

Diante do exposto a alternativa que existe é a confissão de que se não crês em Deus é porque não foste agraciado para tal, e só, ou que o substituístes por algo do tipo progresso, ciência, historia, ideologia politica, vida, prazer, ou qualquer coisa. Mas este é um outro assunto, e agente fala dele em outro post.

Um exemplo claro, são as construções utópicas da modernidade, a Utopia, Nova Atlântida, As utopias Socialistas, são, de certa forma construções baseadas no antigo ideal religioso de um paraíso na terra (as visões do paraíso são o mais flagrante caso deste tipo de transposição). Então, meu caro só lamento por você, que acha que pode pensar e viver sem o arquétipo cristão.
Abraços, Marcelo Medeiros.

lei da palmada, e agora José?


De acordo com o jornal Estadão (aqui), após intensa negociação com a bancada evangélica a lei da palmada, posteriormente lei garoto Bernardo Boldrini, foi aprovada como emenda ao ECA. A julgar pelo teor da matéria, o médico da imagem acima pode ficar tranquilo, afinal a lei pretende coibir o uso da violência na educação das crianças. Já falei sobre o assunto (aqui), mas a provocação crítica sempre é bem vinda, visto que a lei nasce sob o prisma de um artificio ao equiparar a palmada, com a agressão deliberada. Minha curiosidade é : quais os critérios para definir, caracterizar a violência contra acriança? E quais os termos da negociação feita com os evangélicos, para abandonarem a luta tão cedo? São apenas perguntas. 
Marcelo Medeirosmaterial jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,comissao-do-senado-aprova-lei-da-palmada,1505531O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,comissao-do-senado-aprova-lei-da-palmada,1505531O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,comissao-do-senado-aprova-lei-da-palmada,1505531O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,comissao-do-senado-aprova-lei-da-palmada,1505531O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,comissao-do-senado-aprova-lei-da-palmada,1505531O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,comissao-do-senado-aprova-lei-da-palmada,1505531

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Eu não sou de Paulo, mas sou mais ele




Tenho percebido o quanto tem sido comum levantar bandeiras deste, ou daqueles líderes, independente dos erros comprometedores dos mesmos (tipo falácia exegética, heresia, adulteração da mensagem bíblica, entre outros), e tudo motivado pela simpatia pessoal. Gostaria de agradecer a estes fervorosos crentes, porque os tenho como um dom para mim. Eles me dão matéria para escrever. Assim, resolvi entrar nesta onda também. Mas minha defesa vai para Paulo, o apostolo, ou Paulão, para os íntimos.

Não importa o quanto ele seria considerado inadequado para a época atual. Sim, sou forçado a admitir, que um homem que amaldiçoou quaisquer pregadores que não pregassem o Evangelho conforme ele havia recebido de Deus seria taxado em nossos dias de fundamentalista, extremista, e coisas do tipo. Em uma época de frouxidão moral, a exclusão daquele pobre jovem que no ímpeto e arroubo de sua juventude copulou com a madrasta seria visto como o ápice do moralismo (quem sabe ele não seria chamado de legalista?).

Em tempos de relativismo doutrinário seu apego às Escrituras seria no mínimo indigesto. Ele não foi e nem seria complacente com quem distorce suas palavras no tempo presente, e creio que teria o apoio de Pedro, como teve naquela época. Ele não seria corporativista com os pastores atuais. Não foi com Pedro, a quem reconheceu como apostolo da circuncisão! Seria com os pastores atuais? Não, com certeza se ele ousasse chamar a atenção de um líder atual, da mesma forma que o fez com Cefas, seria taxado como rebelde, subversivo e coisas do gênero. A independência dele em relação aos doze apóstolos não seria bem vista.

Mas sou mais Paulo, afinal, ninguém sofreu o que ele sofreu (depois de Cristo, é claro), ninguém produziu o que ele produziu, ninguém promoveu tanto o avanço do evangelho, quanto ele, e depois de Cristo é o maior legado da fé Cristã com as suas treze cartas, que ainda hoje servem de fonte de reflexão. Caso ache pouco, considere os recursos materiais escassos da época, e as constantes oposições sofridas por ele.

Paulo tem a seu favor, o fato de não ser bem falado, mas mesmo assim, nunca ter recorrido ao expediente de ungido do Senhor, para lhe garantir alguma imunidade espiritual. Não! Ele apresentou o seu exemplo e testemunho de vida, e só. Os místicos da época afirmavam que a despeito da gravidade de suas cartas, sua palavra era fraca e desprezível, mas ele apenas reafirmou que pela graça de Cristo trabalhou mais do que todos os demais apóstolos.

Daí que falem o que quiserem, mais exalto e glorifico a Cristo Jesus, pela vida de Paulo, que cumpriu com a vocação que Deus lhe deu, e com isto fez com que o Evangelho saísse das fronteiras da palestina e da Ásia, chegando a Europa. E isto, sem facebook, sem um suporte midiático como este blog, que você está lendo, sem o fã clube que muitos pastores da atualidade possuem, sem salario, sem nada do que possuímos hoje, e pode dizer como ninguém, que não andava por aí adulterando a palavra de Deus.
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.
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