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terça-feira, 21 de junho de 2016

A Cultura da Histeria




Ainda estou acompanhando de perto o debate a respeito de um outdoor em que Silas Malafaia aparece defendendo a preservação da raça humana e da família nuclear. Curiosamente alguém apareceu no Facebook afirmando que a fala do mesmo consiste em discurso de ódio e que revela um extremismo similar ao dos muçulmanos (caso tenha perfil na rede social mencionada, ver aqui). Este tipo de associação entre Cristianismo institucional e extremismo não é novo. Há tempos um certo deputado BBB tem defendido que o discurso cristão é uma das maiores causas da morte de homossexuais. 

Discordo em muito aspectos da atuação de Silas Malafaia como pastor, e não ma alinho com a Teologia do mesmo em quase que nenhum ponto. Mas confiro sim valor às intervenções políticas do mesmo no congresso, uma vez que no afã de naturalizar o comportamento homossexual tem se apelado a tudo, desde a estereotipia aos cristãos até a adoção de cartilhas e livros didáticos que ensinam que tal comportamento é normal. 

A palavra normal vem de norma e sob este prisma é complicado dizer que qualquer coisa que seja referente ao ser humano seja normal. Mas o meu foco aqui não é este. Insisto que cabe o Estado punir o comportamento homofóbico desrespeitoso, mas não cabe ao mesmo legislar sobre minha opinião. E minha opinião é a de que a sexualidade humana é de foro íntimo da pessoa. Melhor, pertence à vida privada da mesma. 

A raiz do problema é que tem sido um costume cada vez mais comum a publicização da vida privada. Artistas têm trazido sua intimidade à tona e este hábito tem sido o catalizador de uma cultura em que as pessoas se acham no direito de virarem celebridade por conta do número de pessoas com quem saem. Admiro a vida de artistas cuja sexualidade não foi publicada. Eles vieram a ser o que foram e são em razão da primorosidade em suas respectivas artes. 

A cultura da histeria é uma cultura de egos cujas falas não se dão por meio de palavras e axiomas inteligíveis, mas em berro e grito. Veja de perto uma discussão e entenda como se dá o processo. Na ausência de audição ao outro, surge o berro e depois deste a acusação mútua. é isto que se tem visto no debate entre a naturalização do comportamento homossexual e a limitação na concessão de direitos aos mesmos. Lembrando que o debate se dá em decorrência do direito que cristãos arrogam para si de manterem suas consciência e o dogma de que o comportamento em apreço é pecaminoso. 

A histeria se vê na ligação entre a luta pela equiparação de direitos por parte de homossexuais, e a destruição da cultura judaico cristã. É igualmente vista na rotulação de fascista, nazista e outras falácias, aos que nao anuem à ideia de que o mundo tem de se abrir para a aceitações pública e irrestrita do comportamento homossexual (o que repito, não seria problema algum desde que para tal não fosse necessária a legislação do Estado sobre o pensamento alheio). Tocando em miúdos: não preciso achar que a homossexualidade é boa, ou normativa, para agir com justiça com um homossexual, e reconhecer os direitos civis do mesmo. 

É isto que tem de ficar claro. O fato de não suportar a fumaça do cigarro não significa que eu seja alguém devotado à morte dos fumantes. Simples assim. Mas um fator do extremismo é a incapacidade de ouvir. E crentes e descrentes, cristãos e homossexuais precisam ouvir uns aos outros e se perguntarem o que fazer para chegar a um acordo, visto que independente de religião e convicções culturais existe a necessidade de coexistir socialmente. 

Forte Abraço, Marcelo Medeiros. 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Uma Confusão Persistente



As declaraçãoes de Edir Macedo, líder a Igreja Universal do Reio de Deus, que disse que gays são bem vindos na Igreja dele, e que não coaduna com a postura dos que militam contra a causa gay. Uma matéria tão tendenciosa quanto a fala do "Bispo" da IURD [aqui]. Vamos ver?

  1. Pastor algum prega a cura de gays, eles pregam salvação e libertação do pecado (coisa que até mesmo Macedo admite em relação à homossexualidade). 
  2. Jesus não levantou bandeira contra prostitutas, publicanos, adulteras, apenas confrontou as pessoas a que abandonassem seu pecado. Não é este o carro chefe desta denominação, cujas pretensões consiste em atrair um público interessando em prosperidade. 
  3. Igreja alguma, incluindo a ADVEC, creio eu, hostiliza homossexuais. Em outras palavras: homossexuais são bem vindos em toda, eu disse "TODA", igreja. 
  4. É um erro crasso, ou má fé, confundir a militância evangélica contra as políticas de legalização da união civil homoafetiva com intolerância, ou ódio aos homossexuais. Há pastores que entendem claramente o dever do Estado no tocante aos direitos desta parcela da população. Apenas discordam quando o Estado, no afã de implantar tais poíticas, intervém na liberdade de opinião e de pensamento. 
Estas são minhas impressões iniciais da fala de Edir Macedo, que se mostra bem acessorado, pena que conforme dito a linha de pregação da Igreja em nada se alinha com o Evangelho de Cristo. 

Forte Abraço, Marcelo Medeiros. 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cálculo mortal



Uso o nome deste filme de forma analógica. Meu objetivo neste post é falar a respeito de erros teológicos conceituais e das tragédias que os mesmos trazem. O que me motiva a falar deste assunto?! As últimas polêmicas em torno da notícia, mais que badalada da capitulação de defensores da cura gay diante de fracassos. 

O primeiro exemplo é o ex-ativista anti-gay Jonh Smid, que confundiu conversão com uma cruzada contra gays e homossexuais e tal como o Dom Quixote (que via gigantes nos moinhos de vento) ele deu contra a sua natureza e saiu machucado. O único problema é que ao contrário da narrativa de Cervantes, a vida de Smid é real e os efeitos mais dramáticos [aqui]. 

O mesmo pode ser dito em relação em relação ao casal Robertson, que diante da condição homossexual do filho simplesmente aconselharam o mesmo a se apegar as Escrituras e a procurar uma terapia reparadora (que de acordo com a matéria trata-se de uma forma de cura gay), e conforme visto na matéria, não resolveu em nada o problema do filho, que passou a usar drogas e morreu de overdose [aqui]. 

Preciso esclarecer que ao contrário da matéria e da opinião pública, não associo o uso de drogas, por parte do filho do casal Robertson com uma possível rejeição, por parte dos pais, à condição homossexual do filho. Me preocupa o fato de que em momentos históricos mais recrudescedores do que o atual, gays vivessem em sua condição sem tamanho estardalhaço. Não vejo nos pais um único indício de rejeição à pessoa do filho, mas eles erraram em acreditar que uma terapia desse resultado. 

Um erro fatal que evangélicos tem cometido consiste em no afã de ver sua fé publicamente credibilizada, vibrar diante de qualquer testemunho miraculoso de conversão. O resultado é este descrito nas linhas anteriores. Peço ao leitor evangélico que me compreenda. Eu creio na conversão e na salvação de gays e lésbicas, o que não creio é que a mudança de orientação por parte dos mesmo, caso isto ocorra, seja algo como a tecla sap do aparelho televisor. 

Observando a fala de Smid, por exemplo, percebo o quanto este esperou que sua orientação fosse mudada. Na boa! É como eu esperar deixar de gostar de mulher, de me sentir bem em uma conversa com uma, como diria o padre Quevedo esso non ecsiste. Então como fica? Não fica. A conversão é simplesmente uma mudança de direção, por parte do indivíduo. Não é transformação na essência do mesmo. Qualquer pessoa que se converta continua a ter de lidar com seus desejos. O lance da conversão fica por conta da seguinte questão: devo atender aos meus desejos, ou devo amar a Deus sobre todas as coisas. Na verdade este é o grande desafio imposto pelo chamado ao discipulado. 

Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna (Jo 12. 25 NVI). Creio que estas sejam as palavras mais chocantes do evangelho. Hétero, ou homossexual, uma vez chamado a seguir a Jesus, chamado para desejá-lo acima de todo e qualquer objeto de desejo que se possa ter nesta vida. Somente a partir desta realidade é que se pode falar em adolescentes e jovens se preservando para o casamento, ou para o celibato e em homossexuais abandonando a homossexualidade. 

Duas verdades extremamente importantes são colocadas por C. S. Lewis. A primeira no tocante ao fato de ser Deus a fonte de todos os prazeres, mas que estes perdem o sentido quando deixam de serem visto como aquilo que são pálidos reflexos do prazer maior que estar diante de Deus e fruir de sua presença, uma vez que na sua presença há delícias e gozo perpetuamente

A segunda diz em relação ao céu. Para Lewis o sexo no céu será suplantado não por ser pecaminoso, mas porque lá os homens descobrirão um prazer maior. Alguns homens de forma sincera tem descoberto um pálido reflexo deste prazer no celibato, no ministério, no casamento (que é entendido pela Igreja católica como um sacramento), no cuidado com os filhos, mas é algo como o contemplar por um espelho, que neste caso é um pedaço de bronze que nem de longe permite a imagem como ela é. 

Já falei aqui neste espaço a respeito da tendência humana em ver nos prazeres o objeto da felicidade [aqui]. Recorro a este filósofo por saber que não há mal algum em casar e buscar a plenitude sexual (Ec 9. 7 - 9), mas sei que é grande mal o homem procurar estas como se a posse das coisas que buscam devesse torná-los felizes à perfeição, nisto sim, há motivo para classificar tal pretensão com vã; de sorte que em tudo isto, tanto os que criticam como os que são criticados não compreendem a verdadeira natureza do homem (Pascal pensamento 135). 

Voltando à conversão, ela é um ato miraculoso, tal como a criação do mundo e a ressurreição de Cristo. Sem a intervenção divina, não adiantam terapias reparativas, o que tem de ocorrer é a ação de Deus por meio de sua Palavra e de seu espírito. Da mesma forma a mortificação diária a toda forma de pecado, afinal, perdoar, não invejar, não enganar, não se irritar por qualquer coisa, não cobiçar aquela garota, ou aquele menininho que é uma gracinha, enfim, não cobiçar; tudo isto é tão difícil que matar um leão por dia seria mais fácil. 

Este é um caminho que não se faz com regras, mas com a dependência diária da graça de Deus. Vencer a própria natureza, dia após dia demanda um poder que não se encontra na vontade humana. Paulo chamou este poder de lei do Espírito que dá vida, e afirmou que por meio desta o cristão foi liberto da lei do pecado e da morte. Mas cuidado, não há aqui teclas saps, visto que em alguns momentos o crente se dizendo com Paulo: com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado (Rm 7. 25). 

Ainda que a marca do genuíno crente seja uma espiritualidade e santificação crescentes, ele ainda terá tropeços nesta vida, visto que a libertação definitiva do pecado ocorrerá no momento em que Cristo vier buscar a sua Igreja e o corpo mortal, corruptível for transformado em corpo de glória semelhante ao de Cristo, até lá, um forte abraço a todos os que perseveram em crer no Evangelho. 

Marcelo Medeiros. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Desastre à vista



Falei na semana passada a respeito da dura missão que cristãos de matriz católica, evangélica e protestante teriam ao tratar da questão homossexual, visto que teriam diante de si um paradoxo, a conciliação entre a doutrina, que afirma ser pecaminosa a condição humana em geral, o que inclui a homossexualidade. A única exceção seria excluir os homossexuais do gênero humano, mas sabemos que são humanos,  e, justamente por este motivo pecadores (aqui). 

Me permita explicar. O ponto mais duro da pregação cristã é a doutrina do pecado. Ela tem sofrido os mais cruéis ataques. Alguns alegam que sua ênfase produz, ou exacerba a culpa, provocando comportamento depressivo (como se o mecanismo da culpa estivesse atrelado exclusivamente à religião). O resultado mais funesto é que Igrejas cuja preocupação primordial é o bem estar do público que a frequenta, elas removeram definitivamente a pregação e junto com esta, a exposição do que é pecado. 

Em contrapartida os proponentes da causa homossexual foram bem eficazes em associar o discurso religioso com a depressão, mal estar e crimes (eu não quero com isto dizer que tenham sido honestos, ou verdadeiros, mas que aos poucos tem alcançado o seu objetivo em naturalizar o comportamento entre os jovens). Resultado, é mais fácil ser criminalizado por homofobia, ainda que a mesma não seja tipificada como crime, do que por racismo. 

Quando escrevi a respeito da reunião que ocorreu no vaticano, percebi uma euforia por parte imprensa e a preocupação (por parte da cúria romana) com um olhar mais misericordioso para com estes. O problema conforme dito acima é a rejeição, por parte dos mesmos, de sua condição pecadora. 

A bomba no mundo gospel veio por conta das declarações do Pr Brian Houston, que disse que as uniões entre iguais estão sendo discutidas no concílio. Para quem não o conhece, o ministro supra é líder de uma Igreja que tem figurado como ícone na música de expressão contemplativa (usualmente chamada de louvor e adoração. O assim chamado ministério, tornou-se conhecido por meio de uma das suas mais proeminentes figuras Darlene Zschech, autora de maravilhosos hits que embalaram os momentos iniciais de reuniões evangélicas, que segundo fontes deixou a igreja hillsong em 2010, e passou a integrar o ministério Unlimited (aqui). 

O problema é que lendo a matéria (aqui) percebi, que a grande preocupação do ministério é com a quantidade de jovens que lotam, ou enchem as suas reuniões, o que ao meu ver turva a percepção dos líderes a respeito do assunto. Um outro ponto de similar relevância é que mesmos os defensores da causa reconhecem a pouca relevância teológica da igreja em apreço, e veem como único ponto positivo de sua decisão, a influência que os mesmos tem junto aos milhares de jovens que são atraídos pelas canções. 

Ainda não tem nada decidido, mas começo a ver aqui a fragilidade filosófica e teológica do movimento neo pentecostal e das estratégias de marketing que o mesmo tem lançado mãos para atrair multidões. Se a finalidade é lotar as reuniões e os templos a decisão desta entidade tem de se dar em favor da cultura mesmo, jamais pelo impopular evangelho bíblico, e aqui vejo a primeira derrocada de um dos ramos do evagelicalismo. Minha pergunta é: aonde vamos parar?

Marcelo Medeiros

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vaticano se Reúne Para tratar Questão Homossexual



Confesso que recebi com extrema preocupação a notícia veiculada pela Folha on line a respeito de uma decisão do vaticano com relação a um novo olhar para com a questão da homossexualidade e das uniões homoafetiva [ver aqui]. A matéria coloca que homossexuais tem dons a oferecer à comunidade e imediatamente indaga a possibilidade de que as uniões deste gênero sejam reconhecidas. Mas a leitura do texto traz um pouco mais de tranquilidade, uma vez que ali é a questão é colocada da seguinte forma: A Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar um espaço fraternal para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio

Da minha perspectiva, não há problema algum no reconhecimento de que homossexuais tem dons e qualidades a oferecer. Já abordei este tema sob a ótica da graça comum, e que você, caro leitor, poderá conferir neste post. Todavia o grande problema é o paradoxo do olhar mais misericordioso e compassivo, sem a concessão doutrinária. Digo isto, porque sob o discurso da tolerância, o mundo atual tem sido cada vez mais hostil à concepção de pecado, ao exclusivismo cristão e à certeza. Logo, a questão vai para além do debate a respeito da homossexualidade. 

Já expressei aqui a minha opinião com respeito ao assunto. E confesso que mais do que a simples preocupação com a regulamentação da união civil entre iguais, ou a criminalização da homofobia, meu alerta se acende em relação à atual política de consenso, que trava o direito à qualquer opinião contrária. Um exemplo é o caso de Levy Fidelix, cujas palavras nada ofensivas foram interpretadas como homofobia, provocando ação da própria OAB [aqui]. 

No seu Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, o filósofo Luís Felipe Pondé já criticava esta tendência com o nome de praga PC (politicamente correto). O maior sinal desta infecção é o fato de as pessoas falarem de si mesmas como se fossem anjos. Neste ambiente, um grupo que esfregue na cara de todo mundo que não há ninguém que possa se dizer, ou se chamar de bom, não terá outra reação que não a rejeição. O problema, ao que tudo indica, é que em todo o mundo os homossexuais saíram na frente, assegurando para si o direito de serem intocáveis à qualquer forma de crítica. 

Tanto o Vaticano quanto os cristãos protestantes e evangelicalistas possuem um desafio à frente. O tema tem de ser seriamente debatido, e a verdade tem de sobressair e ser afirmada em amor, independente do quanto o mundo atual seja predisposto a não ouvir. O Vaticano (assim creio eu), não é unânime a respeito do problema e a proposta do Papa Francisco vai abrir brechas para que os militantes da causa gay, que lá estão infiltrados possam fazer de tudo e algo mais para  minar o que se pretende preservar, que é a doutrina tradicional a respeito da família. 

Para os protestantes, evangélicos o desafio será o de produzir uma reflexão própria a fim de sair da sombra do catolicismo e, pior, vencer a má vontade do mundo atual no tocante a qualquer possibilidade de diálogo com a doutrina cristã e, principalmente com cristãos, por mais bem intencionados que sejam. Todos os cristãos se veem diante do desafio de produzir uma prática que concilie o amor e a misericórdia com a fidelidade doutrinária. 

Forte Abraço a todos os leitores, Marcelo Medeiros

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Atriz global abandona o lesbianismo


Ao ver o meu mural no facebook, me surpreendi com estra matéria interessante. Ao acessar este link me deparei com um texto provocativo, que faz análise nua e crua de uma realidade, a de que nem toda pessoa que vive um relacionamento homossexual o faz por uma questão de um possível determinismo genético. Na verdade fatores culturais e  emocionais entram em ação. A julgar a matéria como verdadeira a atriz se sentia impedida de ter relacionamentos com homens em função de traumas de infância, visto que foi abusada, e por insegurança, visto quem em função das medidas não se sentia segura para seduzir um homem.
O mais interessante é que tão logo a atriz se separou, de sua companheira e sócia, com que morou dez anos, ela se relacionou com vários homens, mas a reorientação de Claudia, que nada tem a ver com uma possível conversão religiosa, mas com uma nova postura psíquica e cultural; não teve na mídia o mesmo espaço que o casamento gay de Daniela Mercury, por exemplo, o que aponta de forma inteligente a ditadura gay que se tenta estabelecer neste pais. Ainda no mesmo site acessamos informações em que Walcir Carrasco afirma ter sido pressionado pelo grupo LGBT, após se declarar como bissexual.
em entrevista à folha de São Paulo a atriz declarou:
Não tinha sensualidade, era muito mais gorda do que sou hoje. Não tinha forma nem vaidade. Achava que não tinha cacife para seduzir um homem. Como tinha de ser amada, me joguei nas mulheres”, declarou a atriz numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.
O que gostaria de ressaltar aqui é que atualmente a terminologia opção sexual, tem sido substituída por orientação sexual. Não se trata de uma questão semântica apenas, mas de questão de ideologia sexista, visto que o grupo LGBT tem como principal justificativa do comportamento homoafetivo a predisposição, seja psíquica, seja genética. As declarações de Cláudia contribuem para que se desminta este tipo de mito. Possa ser que de fato existam homossexuais cuja orientação é algo que procede de berço, mas por que acreditar que este seja o caso de toda forma de homossexualidade? Claro que não! Existe sim casos em que se aprende a ser o que é, não é á toa, que mesmo mudando a terminologia os defensores pró homossexualidade caíram em uma terminologia que pressupõe aprendizagem, orientação. Que fique claro, no caso da atriz, foi insegurança quanto à feminilidade, algo que precisa ser levando em conta caso se queira sim discutir o assunto de forma séria.
 
Marcelo Medeiros

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Mais uma falácia homoafetiva


Gostaria de expressar neste post a minha indignação contra o ministro da Austrália que defendendo o casamento igualitário, usou de artifícios sofísticos para expor, e diria, impor a sua opinião. Honestamente, creio sim que seja dever de um político trabalhar em prol de todos os cidadãos e se ele entende que para tal tem de promover, ou legalizar o casamento igualitário, quem sou eu para ir de encontro a ele.
De imediato, tem de ser explicado ao caro colega pastor e a todos os pastores que o casamento bíblico não é isto que se oficializou na esfera civil e jurídica com vistas a partilha de bens e de herança. Não, o Casamento é algo que ocorre no coração de um homem e de uma mulher, de forma que aquele deixa pai e mãe, e se une a ela a fim de serem ambos uma só carne.
Ao amado pastor, creio que a pergunta seria esta: como distinguir o casamento heterossexual e heterogâmico das uniões civis realizadas pelo Estado? Creio que mais do que nunca precisaremos ir de encontro ao Estado e á nossa postura. Como? Reforçando, mais do que nunca a laicidade, no sentido de separação entre Igreja e poder temporal.  
Voltando às palavras do ministro, o que posso dizer a respeito das suas considerações? Simples!Errado, errado, caro ministro a Bíblia não diz que a escravidão é uma condição natural, não está escrito em parte alguma da mesma. O fato de Paulo ter dito que os escravos deveriam ser obedientes aos seus respectivos mestres não indica que ele considerasse a escravidão algo natural, Paulo não tinha por sobrenome Aristóteles, há uma fenda, digo distancia, temporal, e aproximadamente quatrocentos anos entre o filósofo e o apóstolo.
Uma razão viável para que Paulo tenha dito que os escravos fossem obedientes ao seu senhor talvez seja o fator culturalmente comprovado de que muitos deles, vieram a serem escravos em razão de terem se vendido como tais, a fim de subsistirem, algo bem parecido com o que fazemos quando nos vendemos para trabalhar em algo que não suportamos fazer, mas fazemos pela nossa subsistência (ao menos esta á a opinião de Karl Marx).
A preocupação do Pastor é legítima (serei obrigado a celebrar a cerimonia de casamento igualitário?). E comparar a normatividade Bíblica a respeito do casamento com a escravidão, que tal como o divórcio, sequer é normativa, é  uma das maiores desonestidades intelectuais que tive a oportunidade de ver e pior ainda apenas realçou um aparente despreparo por parte do pastor, que talvez tenha sido.
A respeito do homossexualismo ser natural, ou não, há um vídeo de Olavo de Carvalho no qual este filósofo aponta o erro de tradução das Bíblias em português ocorrido na carta de Paulo aos Romanos. Neste vídeo o filósofo aponta que na verdade os homossexuais trabalham de forma favorável á sua natureza e por agirem desta forma acabam por se voltarem contra Deus.
Voltando ao ponto da escravidão, na sociedade hebraica foi instituída uma norma que, se seguida, tornaria esta condição, que em muitas nações era permanente em uma condição temporária. O que acontecerá se aplicamos a condição da escravidão à homossexualidade, ainda que o façamos por analogia? A escravidão não era definitiva, mas temporal, deveríamos entender o mesmo a respeito da homossexualidade?
Sobre ciência, sabemos que ninguém nasce músico, poeta, pintor, artista, é cada vez mais comum a negação de habilidades inatas. Reconhecemos a influencia cultural, e o comportamento adquirido. Se é assim com relação as habilidades por que não o pode ser com o comportamento sexual? Qual cientista conseguiu provar cabal e definitivamente o caráter natural da homossexualidade? Nenhum! Por mais popular e politicamente correta que tal pesquisa fosse, ela seria risível do ponto de vista científico, exatamente pelas razões acima expostas. Neste ponto o grande serviço do ministro foi mostrar que não existe comprovação científica para que se afirme que a homossexualidade é antinatural, ou contrária à natureza, mas fora isto toda argumentação foi pífia.
 
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.



 

sábado, 31 de agosto de 2013

Resposta a um Pastor inclusivo


TODO GAY ESTÁ NO INFERNO PRA VC?
 
Não. Francamente li um livro de Brennan Manning que me marcou e consolidou esta certeza, a de que nem todo gay está no inferno. Voltando ao livro do Brennan, ele narra a história de um gay que no leito de sua morte deixou todos os seus bens a ao companheiro, mas rogou, implorou o perdão de Deus pelos seus pecados.
Minha mãe me ensinou a apreciar um estilista, ator e apresentador por nome de Clodovil Hernandes, um homossexual que sempre assumiu sua homossexualidade, mas que sempre a viu como algo errado e honestamente não me sinto á vontade, para, coloca-lo no inferno. Ao lado dele coloco gente que nunca fez de sua homossexualidade a sua bandeira. Muito menos buscou na Bíblia princípios para adequarem sua prática.
 
Hoje alguém no Papo disse que estava decepcionado comigo, que sou um "liberal", pois disse a um gay-gay, que confessa não conseguir não ser o que é, que, então, pelo menos não se entregue à promiscuidade; an...tes saiba ser senhor do seu próprio corpo, conforme I Tess 4.

 
Bom, não fui eu quem o disse, aprendi a não ser tão judicioso assim, mas vamos às suas preposições. Na verdade Caio nenhum de nós consegue deixar de ser aquilo que é, pecador. Todavia em parte alguma da Bíblia está escrito que devemos nos entregar ao pecado para que a graça abunde ainda mais, pelo contrário, da mesma forma que entregamos nossos membros ao pecado, podemos agora entregar os mesmos ao serviço da justiça (Rm 6. 14 - 22).
Além disto o problema da homossexualidade não se resolve com a criação da monogamia homoafetiva, visto que esta não existe, dada a impossibilidade de um troca, ou de uma fusão de gametas neste tipo de relação. Assim, creio que você esteja falando então que a união societária entre dois homens, por exemplo, que sejam fiéis um ao outro pode ser legitimada. Um mentiroso, que viva mentindo também pode ser aceito por Deus, se seguirmos este principio.

 
Não adianta! Na média os "evangélicos" acreditam de fato que se o cara for gay já está no inferno!
 
Honestamente, não sou este tipo de evangélico, e mais, sei que a salvação é exclusivamente pela graça, independente de mérito humano. Mas conforme afirmei acima, creio que a mesma graça que nos concede a justiça de Deus pelos méritos de Cristo e nos reconcilia com o Pai, nos dá um poder que as regras e imposições humanas não nos confere, o de dizer não ao pecado, ainda que em sucessivos momentos venhamos a sucumbir às insidias do mesmo, e isto em função de nossa natureza ainda não plenamente redimida.
 
Ser gay é uma espécie de pecado sexual contra o Espírito Santo, anunciam sem assim dizer boa parte dos "evangélicos".
 
Creio que exista uma enorme distância entre o pecado contra o Espirito (atribuir ao diabo obras do Espírito de Deus), e a condição homossexual. Mas há uma grande proximidade entre a resistência ao Espírito e a permanência no pecado, e isto o autor aos Hebreus deixou bem claro ao afirmar que se deliberadamente continuarmos no pecado, já não resta mais sacrifícios pelos mesmos (Hb 10. 26).

 Ora, eu jamais serei assim; não importa como queiram me rotular!
 
Isto se chama liberdade e a maior implicação da mesma é a responsabilidade.

 Resumindo...
O ensino bíblico diante das relatividades deste mundo é o seguinte:
1. Há o Princípio, que sempre é o Ideal.
2. Há o Aplicativo do Princípio, que sempre leva em consideração a condição, o tempo, as contingências e as possibilidades de vivênvia total ou parcial do Princípio.
Por isto,
1. Sendo em Cristo toda escravidão condenada, ainda vigente no mundo Romano, Paulo manda que os "senhores" relativizem a "escravidão" tratando os seus "servos" com humanidade e amor, e pede aos "escravos" para fazerem o mesmo, até que chegue a hora em que pudessem ser libertos; ou seja: "Mas se podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade".
 2. Sendo em Cristo todo casamento um casamento único na vida, todavia, abre-se a chance para a possibilidade de um 2o casamento, em razão das durezas do nosso coração. Mas se diz: "Que seja marido de uma só mulher". Por quê? Porque à volta havia pessoas casadas com mais de uma mulher nos dias de Paulo. Quem já tinha a situação, nela continuava, posto que fossem famílias. Quem, todavia, ainda estava começando, que então fizesse tudo do melhor modo possível, segundo o Princípio.
 
Isto é fato, mas temos de considerar que nem no Antigo, nem no Novo Testamento, a escravidão foi ordenada, e muito menos aprovada por Deus. Na lei havia até um prazo máximo para que as pessoas trabalhassem como escravas. Quanto ao divorcio, o texto é claro em dizer que a carta que Moises mandou dar se devia à dureza dos corações dos envolvidos no processo, mas deixou claro que se a motivação não for a infidelidade conjugal, ambos cometem adultério.
Ora, aplicando...
Sendo a pessoa um ser gay, mesmo que este não seja o ideal de Deus para ninguém,
 
Não é mesmo o ideal de Deus, visto que o próprio texto ao qual você faz alusão diz que no principio o criador fez macho e fêmea.
 
ainda assim, diz Jesus, "há aqueles que nascem eunucos"; ou seja: com alguma diferenciação anômala em relação ao natural. Assim, Jesus disse que há os nascem assim, há os que são tornados assim pela intervenção abusiva de outros, e há os não são assim, mas se fazem assim [...], pois escolhem o modo de expressão sexual deliberadamente "contrário à natureza", por escolha, capricho e culto hedônico.
 
Abordei este texto em um post cujo título é uma palavra acerca de más interpretações bíblicas. Na ocasião expressei a minha indignação com a forma leviana que uma pessoa que se intitulava pastora abordou este mesmo texto, e expresso minha indignação agora. O contexto fala do casamento e da questão do divorcio. A resposta de Jesus se dá na questão de dois gêneros somente, macho e fêmea. Jesus não está preocupado com genética a fim de abordar estas questões. Cabe dizer que ao inserir uma visão cientifica neste texto você esta violando princípios que você mesmo expôs acima caro pastor. A preocupação básica do mestre é responder a questão capciosamente formulada pelos fariseus com o intuito de pegá-lo em contradição com a lei, e assim, levar o mesmo ao descredito.

 O Princípio é claro: macho e fêmea. Mas creio que o Aplicativo determina que no caso de passoas que "nasceram" assim ou "foram feitas assim pelo abuso e pelo trauma", o Aplicativo [ou seja: no caso dos que não conseguem deixar de se sentirem homoafetivos, posto que o sejam] é aquele que ensina [então] a pessoa a não se promiscuir; antes buscar na sua relatividade o melhor valor, a melhor ética, o melhor estado possível para ser; o que implica em ter uma relação exclusiva, e nunca promíscua.
 
Com relação ao princípio, concordamos, com relação ao aplicativo, de forma alguma! Primeiro porque o texto sequer aborda a homossexualidade, antes fala de casamento. A questão dos eunucos é citada em referencia a surpresa de Pedro em saber do valor da indissolubilidade do casamento. O homem que não quiser se submeter ao principio deve se tornar tal como os homens emasculados (leia-se mutilados).
Neste caso há os que nascem nesta condição. Na minha opinião, os que Paulo chama de livres de mulher, ou pessoas que possuem a capacidade de viverem as suas respectivas vidas sem um mínimo de interesse pela sexualidade. Mas vejo como inviável uma analogia entre os que se fazem eunucos, quanto os que são feitos pela mão do homem e a condição homossexual.
 
É o Principio? Não! É o Aplicativo Possível do Principio na Existencia Real.
Assim resumidademente eu entendo e pratico!
 
Na boa, o que é aplicativo possível do principio na existência real? Qual é o aplicativo real para ser perfeito como Deus é perfeito (Mt 5. 48), para ser imitador de Deus como filho amado (Ef 5. 2), e para ser santo como ele é santo (I Pe 1. 15, 16)? Se um homem adúltero, ou um homossexual não podem conter os seus desejos, como fica a questão do arrependimento, da conversão, do repudio às antigas obras? Fico com as palavras de um pastor amigo meu. A situação do homossexual é similar a de Caim, para quem Deus disse o teu desejo será contra ti, cumpre a ti dominá-lo. Sendo que, ao contrário de Caim, o homossexual que verdadeiramente se converte de seus pecados ainda pode contar com a graça de Deus para resistir o mesmo.




segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

$ila$ De frente com a GABi



Assisti ontem uma das maiores performances do Pr $ilas Malafaia no programa de frente com a Gabi, exibido no SBT. Já fui um um admirador do mesmo e sempre vi nele um excelente debatedor. Ultimamente tenho discordado de sua Teologia de Sementes, ou da prosperidade,  bem como de sua política expansionista, mas tenho de admirá-lo cada vez mais no que toca à defesa dos costumes, da família e da moral. Ultimamente ele foi alvo de uma matéria, que pareceu ser totalmente destituída de fundamento, uma verdadeira fábula jornalística. Um repórter da forbes afirmou que ele era uma das maiores fortunas evangélicas aqui no Brasil. Já expressei nestes espaço a minha opinião. Não entendo que o enriquecimento seja compatível com o "espírito do Evangelho", mas quem disse que a pobreza o é?
Assim que vi a entrevista pode ler nas entrelinhas uma outra questão. Silas é alvo de uma profunda controvérsia nos debates com os defensores LGBT, e é bem provável que a polêmica em torno de uma provável fortuna (que de acordo com o próprio Silas, somente a receita, mediante ordem judicial, poderia fornecer), seria o pé necessário para que os heterofobistas o atacassem e desmoralizassem a causa evangélica. Mas o Pr Silas Malafaia respondeu muito bem a questão.
Uma questão que ele deixou claro, e muito claro, foi que nem todos enriquecem, e a maioria dos pastores não possuem uma renda maior do que cinco salários. Eu por exemplo, sou pastor e tenho de trabalhar para me manter. Foi neste momento que me perguntei: "por que a Marília não entrevista estes pastores, que a despeito da precaridade fazem um relevante trabalho".Eu vou arriscar a resposta. 1) Não dá ibope, 2) Não é o interesse de nossa mídia mostrar tal faceta dos evangélicos. Resumindo, se Silas enriqueceu, temos de admitir que ele é um dos pastores que mais investe em formação de obreiros. A apresentadora tentou levantar a questão da ortodoxia, e alguns amigos meus me questionaram a respeito do contra ponto entre o exemplo de Jesus e o dos pastores atuais. Meu problema, e creio que tenha sido o mesmo com Jesus, nunca foi com a riqueza, mas com o uso que se faz da mesma. Se a riqueza serve para abençoar a muitos tudo bem.
Outro ponto favorável foi a firma defesa de Silas contra a agenda gay. O mais curioso é este apelo exagerado que se faz ao exemplo de casos de homossexualidade entre animais, e a apresentadora fez uso deste expediente. Eu gostaria de perguntar: "o exemplo dos animais é padrão?", "e os casos de incesto que existem entre os mesmos, também deverão serem adotados?". Outra questão a ser esclarecida é a diferença entre a homossexualidade (condição do homossexual) e homossexualismo (ideologia sexista). Mas o Pastor foi bem sucedido em provar que ninguém nasce biologicamente determinado à homo afetividade.
Me despeço parabenizando o Pr Silas por mais uma vez ter representado muito bem os evangélicos.
 
Pr Marcelo Medeiros, em Cristo.
 
 
 
 
 
 
 
 
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