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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Misturando o precioso com o vil, o santo com o profano



Uma das coisas que mais me revoltou ao longo desta semana, foi a imagem de um brilhante jovem comediante, fazendo a sua arte no lugar errado, ou no mais impróprio dos lugares para a exibição de comédias, o púlpito de uma Igreja. Entendo que o humor sadio (coisa rara hoje em dia), seja um lenitivo contra a nossa dor. Assim, recomendo O Todo Poderoso 1, e 2, Endiabrado e uma série de filmes, para cristãos. Também recomendo os trabalhos do grupo porta estreita, e endosso a opinião de Carla Ribas (aqui

Mas o púlpito não. Sim trabalhos como este devem estar nas redes sociais, nas mais diversas mídias, mas na Igreja não. Por mais que admire o trabalho de determinados líderes carismáticos, que conseguem pregar com humor, tenho compreendido que a atuação dos mesmos é uma ameaça à pregação do Evangelho, primeiro porque nossa geração não é sorridente, mas ama a pilhéria e o ruído. Segundo que o riso na Bíblia vem sempre depois das lágrimas. E por último, mesmo um profeta como Ezequiel correu o risco de ser interpretado pelo povo com um poeta. E isto ao ponto de Deus mesmo dizer: 
Quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto às paredes e nas portas das casas; e fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo: Vinde, peço-vos, e ouvi qual seja a palavra que procede do Senhor. E eles vêm a ti, como o povo costumava vir, e se assentam diante de ti, como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza. E eis que tu és para eles como uma canção de amores, de quem tem voz suave, e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra. Mas, quando vier isto (eis que está para vir), então saberão que houve no meio deles um profeta (Ez 33. 30 - 33 ACF). 
Se esta é uma tendência de algumas gerações, penso que cabe aos pregadores e demais líderes que Deus tem levantando em meio a esta geração fazer de tudo o que está ao seu alcance para superar tal tendência, mas jamais alimentar a mesma e honestamente substituir a pregação sadia por humor não procede. 

Em Cristo, Marcelo Medeiros. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Desdobramento da lição da EBD n° 6





















O SINAL DO PROFETA JONAS

Então alguns dos fariseus e mestres da lei lhe disseram: "Mestre, queremos ver um sinal miraculoso feito por ti". Ele respondeu: "Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas. Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra. Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas, e agora está aqui o que é maior do que Jonas. A rainha do Sul se levantará no juízo com esta geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e agora está aqui o que é maior do que Salomão (Mt 12. 38 – 42 NVI).

O texto que acabamos de ler situa-se em um contexto no qual Jesus foi acusado pelos fariseus de expulsar demônios mediante a autoridade de Belzebu, o príncipe dos demônios. As autoridades julgam o mestre desta maneira em razão das supostas quebras que este faz da tradição oral e das curas que realiza em pleno sábado (Mt 12. 1 – 14). No critério usado pelos mestres da lei quem faz tais concessões não pode fazer os sinais que faz sob a autoridade de Deus.
Em resposta Jesus lhes dirige uma critica ainda mais dura. Por resistirem a obra do Espírito Santo – realizada em Cristo – os fariseus não terão perdão, nem nesta vida, nem na vindoura. Diante da critica irrefutável, estes propõem a Jesus que realize em sinal σημειον (seemeion). É quando estes ouvem de Cristo que nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas. O texto estabelece alguns paralelos entre Jonas e Cristo. Quais?

1) Ambos têm a sua base na Galiléia. É Dake, quem afirma em sua Bíblia de Estudo que Jonas tem a sua origem na Galiléia. Foi lá que ele exerceu o seu ministério e neste mesmo lugar, Jesus exerce o seu, a fim de cumprir com a profecia de Isaías,
Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, voltou para a Galiléia. Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali, para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías: Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios; o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz (Mt 4. 12 – 16 NVI).

2) Ambos viveram experiências com tempestades antes do cumprimento de uma missão. Jonas passou por tal experiência em razão de sua declarada desobediência (Jn 1. 3, 4), ao passo que Jesus talvez tenha se valido de tal situação para revelar aos seus discípulos o seu poder sobre a natureza (Mt 8. 23, 24).

3) Ambos estavam dormindo quando passaram por tais experiências, tanto que foram acordados pelos marinheiros no momento em que se deu a experiência (Jn 1. 6; Mt 8. 25).

4) Ambos passaram pela angustia da morte. Jonas ao ser engolido pelo grande peixe (Jn 1. 17; 2. 1), Jesus ao morrer (Mt 26. 37ss).

5) Assim como o grande peixe recebeu ordem para vomitar Jonas (Jn 2. 10), a morte recebeu ordens da parte de Deus para que Jesus não fosse retido por ela. Por este motivo Pedro afirmou no Pentecostes: era impossível que a morte o retivesse (At 2. 24 NVI).

6) Ambos descem as mais profundas regiões (Jn  2. 2; Ef 4. 9, 10; I Pe 4. 5).

7) Foi após o livramento do ventre do grande peixe que Jonas realiza a sua missão (Jn 2. 10; 3. 1ss). De igual modo Jesus, após sua morte e ressurreição delega aos seus discípulos a ordem para pregar a toda criatura debaixo de céu (Mt 28. 16 – 20; Mc 16. 15 – 17).

8) A pregação de Jonas produz conversão dos ninivitas (Jn 3. 5 – 10), ao passo que a pregação dos apóstolos provoca conversões em massa, entre os judeus (At 2. 38 – 41), entre os samaritanos (At 8. 4 – 8), entre os gentios (At 10). Mostrando claramente que Jesus é maior sim do que Jonas. 
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