Gostaria de expressar neste post a minha indignação contra o ministro da Austrália que defendendo o casamento igualitário, usou de artifícios sofísticos para expor, e diria, impor a sua opinião. Honestamente, creio sim que seja dever de um político trabalhar em prol de todos os cidadãos e se ele entende que para tal tem de promover, ou legalizar o casamento igualitário, quem sou eu para ir de encontro a ele.
De imediato, tem de ser explicado ao caro colega pastor e a todos os pastores que o casamento bíblico não é isto que se oficializou na esfera civil e jurídica com vistas a partilha de bens e de herança. Não, o Casamento é algo que ocorre no coração de um homem e de uma mulher, de forma que aquele deixa pai e mãe, e se une a ela a fim de serem ambos uma só carne.
Ao amado pastor, creio que a pergunta seria esta: como distinguir o casamento heterossexual e heterogâmico das uniões civis realizadas pelo Estado? Creio que mais do que nunca precisaremos ir de encontro ao Estado e á nossa postura. Como? Reforçando, mais do que nunca a laicidade, no sentido de separação entre Igreja e poder temporal.
Voltando às palavras do ministro, o que posso dizer a respeito das suas considerações? Simples!Errado, errado, caro ministro a Bíblia não diz que a escravidão é uma condição natural, não está escrito em parte alguma da mesma. O fato de Paulo ter dito que os escravos deveriam ser obedientes aos seus respectivos mestres não indica que ele considerasse a escravidão algo natural, Paulo não tinha por sobrenome Aristóteles, há uma fenda, digo distancia, temporal, e aproximadamente quatrocentos anos entre o filósofo e o apóstolo.
Uma razão viável para que Paulo tenha dito que os escravos fossem obedientes ao seu senhor talvez seja o fator culturalmente comprovado de que muitos deles, vieram a serem escravos em razão de terem se vendido como tais, a fim de subsistirem, algo bem parecido com o que fazemos quando nos vendemos para trabalhar em algo que não suportamos fazer, mas fazemos pela nossa subsistência (ao menos esta á a opinião de Karl Marx).
A preocupação do Pastor é legítima (serei obrigado a celebrar a cerimonia de casamento igualitário?). E comparar a normatividade Bíblica a respeito do casamento com a escravidão, que tal como o divórcio, sequer é normativa, é uma das maiores desonestidades intelectuais que tive a oportunidade de ver e pior ainda apenas realçou um aparente despreparo por parte do pastor, que talvez tenha sido.
A respeito do homossexualismo ser natural, ou não, há um vídeo de Olavo de Carvalho no qual este filósofo aponta o erro de tradução das Bíblias em português ocorrido na carta de Paulo aos Romanos. Neste vídeo o filósofo aponta que na verdade os homossexuais trabalham de forma favorável á sua natureza e por agirem desta forma acabam por se voltarem contra Deus.
Voltando ao ponto da escravidão, na sociedade hebraica foi instituída uma norma que, se seguida, tornaria esta condição, que em muitas nações era permanente em uma condição temporária. O que acontecerá se aplicamos a condição da escravidão à homossexualidade, ainda que o façamos por analogia? A escravidão não era definitiva, mas temporal, deveríamos entender o mesmo a respeito da homossexualidade?
Sobre ciência, sabemos que ninguém nasce músico, poeta, pintor, artista, é cada vez mais comum a negação de habilidades inatas. Reconhecemos a influencia cultural, e o comportamento adquirido. Se é assim com relação as habilidades por que não o pode ser com o comportamento sexual? Qual cientista conseguiu provar cabal e definitivamente o caráter natural da homossexualidade? Nenhum! Por mais popular e politicamente correta que tal pesquisa fosse, ela seria risível do ponto de vista científico, exatamente pelas razões acima expostas. Neste ponto o grande serviço do ministro foi mostrar que não existe comprovação científica para que se afirme que a homossexualidade é antinatural, ou contrária à natureza, mas fora isto toda argumentação foi pífia.
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.