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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O homem e o fato social


Esta é mais uma imagem do Facebook (aqui) que me trouxe serias reflexões. A imagem afirma que ser homem é tomar decisões, cuidar do dinheiro e mandar na casa, ou seja ocupar espaços de poder. O grande problema é que o pai da foto não percebeu que os tempos mudaram e as convenções sociais acima descritas não são satisfeitas mais pelos homens.
Qualquer pessoa que leia o livro O que é feminismo, da coleção primeiros passos, percebe que não é nenhuma novidade a mulher trabalhar. A questão é que o trabalhador, antes não produzia status algum. A ideia mudou com a modernidade, a revolução industrial e o advento de novos modos de produção. Foi a partir daí que se abriu o caminho para que as mulheres fossem reconhecidas e passassem a ter sua fatia no poder.
Com a pós modernidade a noção de relação de poder mudou. Os modernos acreditavam que o verdadeiro poder estava ligado ao conhecimento, e que uma vez este liberto do poder e do controle político, este poderia contribuir para o progresso definitivo da sociedade. Os pensadores pós modernos não acreditam em tal possibilidade, por este mesmo motivo defendem que cada grupo oprimido (dentre os quais as mulheres),  acessem o poder que puderem para manter sua influencia na sociedade. Sim, um notável poder se encontra nas mãos das mulheres.
Mas algo que a maioria absoluta dos pensadores seculares não percebe é que o poder está contaminado pela maldade humana (aqui). Em outras palavras, quem adquire poder não se contenta com a sua libertação e equiparação, antes exerce a violência do poder. Quando Deus criou o homem nenhuma destas coisas existia. O homem morava no jardim (não haviam casas e muito menos a necessidade de preocupação com os cuidados que uma residência moderna exige), não havia dinheiro, e a última coisa com qual o relato bíblico se preocupa é com a projeção de uma imagem de um Adão mandatário.
A estrutura narrativa do Gênesis mostra o homem (leia-se a humanidade), governando e cuidando do mundo que Deus criou, ou seja, o exercício do poder não exclui o cuidado com a criação e com o próximo. O casamento relatado no primeiro livro da Bíblia passa uma mensagem de que a união conjugal envolve pertença e identificação. Ali não existe quem manda e quem cuida do quê, uma vez que são carne da carne e ossos dos ossos um do outro.
Minha conclusão é que ser homem é ser aquilo para o qual Deus nos criou. Foi na medida em que a imago Dei foi se apagando no homem, que este sentiu a vontade de colocar um suposto poder no lugar daquela qualidade já apagada. Creio que quanto mais o homem for se parecendo com o próprio Cristo, mas homem ele será e mais encantará sua companheira. Afinal, quando a Bíblia descreve o homem, o faz em termos de alguém ama sua mulher como Cristo amou a igreja e como alguém que busca agrada-la em tudo. Os baixos salários e as demandas do custo de vida não permitem mais ao homem manter sozinho uma casa. Na verdade creio que isto nunca aconteceu, basta ler o texto de provérbios que fala da mulher virtuosa. As decisões da casa são tomadas em conjunto (veja o caso em que Abraão teve de decidir sobre a permanência, ou não de Ismael em Casa).
O que mudou? Deus fez o homem perfeito, mas eles buscaram muitas invenções (Ec 7. 29). Vivemos um modo de vida que sequer nos permite pensar em viver de forma diferente. Mas é mais do que fato que precisamos e devemos pensar em viver de forma diferente sim, do contrário, creio que não viveremos.
 
Em Cristo, Marcelo Medeiros
 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Mais uma falácia homoafetiva


Gostaria de expressar neste post a minha indignação contra o ministro da Austrália que defendendo o casamento igualitário, usou de artifícios sofísticos para expor, e diria, impor a sua opinião. Honestamente, creio sim que seja dever de um político trabalhar em prol de todos os cidadãos e se ele entende que para tal tem de promover, ou legalizar o casamento igualitário, quem sou eu para ir de encontro a ele.
De imediato, tem de ser explicado ao caro colega pastor e a todos os pastores que o casamento bíblico não é isto que se oficializou na esfera civil e jurídica com vistas a partilha de bens e de herança. Não, o Casamento é algo que ocorre no coração de um homem e de uma mulher, de forma que aquele deixa pai e mãe, e se une a ela a fim de serem ambos uma só carne.
Ao amado pastor, creio que a pergunta seria esta: como distinguir o casamento heterossexual e heterogâmico das uniões civis realizadas pelo Estado? Creio que mais do que nunca precisaremos ir de encontro ao Estado e á nossa postura. Como? Reforçando, mais do que nunca a laicidade, no sentido de separação entre Igreja e poder temporal.  
Voltando às palavras do ministro, o que posso dizer a respeito das suas considerações? Simples!Errado, errado, caro ministro a Bíblia não diz que a escravidão é uma condição natural, não está escrito em parte alguma da mesma. O fato de Paulo ter dito que os escravos deveriam ser obedientes aos seus respectivos mestres não indica que ele considerasse a escravidão algo natural, Paulo não tinha por sobrenome Aristóteles, há uma fenda, digo distancia, temporal, e aproximadamente quatrocentos anos entre o filósofo e o apóstolo.
Uma razão viável para que Paulo tenha dito que os escravos fossem obedientes ao seu senhor talvez seja o fator culturalmente comprovado de que muitos deles, vieram a serem escravos em razão de terem se vendido como tais, a fim de subsistirem, algo bem parecido com o que fazemos quando nos vendemos para trabalhar em algo que não suportamos fazer, mas fazemos pela nossa subsistência (ao menos esta á a opinião de Karl Marx).
A preocupação do Pastor é legítima (serei obrigado a celebrar a cerimonia de casamento igualitário?). E comparar a normatividade Bíblica a respeito do casamento com a escravidão, que tal como o divórcio, sequer é normativa, é  uma das maiores desonestidades intelectuais que tive a oportunidade de ver e pior ainda apenas realçou um aparente despreparo por parte do pastor, que talvez tenha sido.
A respeito do homossexualismo ser natural, ou não, há um vídeo de Olavo de Carvalho no qual este filósofo aponta o erro de tradução das Bíblias em português ocorrido na carta de Paulo aos Romanos. Neste vídeo o filósofo aponta que na verdade os homossexuais trabalham de forma favorável á sua natureza e por agirem desta forma acabam por se voltarem contra Deus.
Voltando ao ponto da escravidão, na sociedade hebraica foi instituída uma norma que, se seguida, tornaria esta condição, que em muitas nações era permanente em uma condição temporária. O que acontecerá se aplicamos a condição da escravidão à homossexualidade, ainda que o façamos por analogia? A escravidão não era definitiva, mas temporal, deveríamos entender o mesmo a respeito da homossexualidade?
Sobre ciência, sabemos que ninguém nasce músico, poeta, pintor, artista, é cada vez mais comum a negação de habilidades inatas. Reconhecemos a influencia cultural, e o comportamento adquirido. Se é assim com relação as habilidades por que não o pode ser com o comportamento sexual? Qual cientista conseguiu provar cabal e definitivamente o caráter natural da homossexualidade? Nenhum! Por mais popular e politicamente correta que tal pesquisa fosse, ela seria risível do ponto de vista científico, exatamente pelas razões acima expostas. Neste ponto o grande serviço do ministro foi mostrar que não existe comprovação científica para que se afirme que a homossexualidade é antinatural, ou contrária à natureza, mas fora isto toda argumentação foi pífia.
 
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.



 

terça-feira, 4 de junho de 2013

As bases do Casamento Cristão

 
Temos visto ao longo da presente série de Estudos que o casamento foi criado por Deus, tão logo este criou a humanidade, uma vez que o relato bíblico afirma que Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (Gn 1. 27 NVI), ou seja deus criou a humanidade na condição de macho e fêmea. O casamento é inerente à humanidade, visto que ao contrário dos anjos, que possuem número fixo, os homens aumentam em número por meio da procriação, que por sua vez é um mandato cultural, visto que ao abençoar a humanidade, Deus disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra (Gn 1. 28 NVI). Vimos também a marca dos casamentos cristãos, que se caracterizam pelo caráter monogâmico, hétero gâmico, e indissolúvel. Hoje nos centraremos nas bases do casamento.
O que se entende por base
Por base entendemos aquilo que suporta o peso de um objeto ou lhe serve de fundamento. Por sua vez o fundamento, é o sustentáculo, aquilo que serve de suporte, de base, amparo, apoio, etc... O termo sugere que o casamento é, ao mesmo tempo em que é uma criação divina, o produto de uma construção humana.
Embora Deus, de fato tenha criado macho e fêmea, e determinado biologicamente que a raça humana subsista neste binômio, o fato é que é o homem quem faz o seu caminho com a mulher. Em outras palavras, a consumação é uma caminhada humana (Pv 30.19). Diante de tal constatação, o que podemos  e devemos questionar é sobre quais bases estamos construindo a nossa relação conjugal.
Aqui cabe a reflexão levantada pelo salmista, para quem: Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção (Sl 127. 1 NVI). O trabalho da construção é humano, mas as bases são dadas pelos próprio Deus. Sobre quais bases podemos e devemos construir a nossa relação conjugal? Em nossa sociedade temos aprendido a construir a vida conjugal sobre a base das paixões. C. S. Lewis adverte que é impossível viver apaixonado, logo se o casamento é fundamentado na paixão, ele está fadado ao fracasso, mas esta é a mais sublime confusão que o nosso asversário tem promovido.
As bases do casamento
Com base no texto de Ef 5. 22 - 6.4, afirmamos que a base do casamento, ou da vida familiar é: a submissão amorosa por parte da mulher, o amor sacrificial do marido, a obediência amorosa dos filhos, bem como no comprometimento dos mesmos com o sustento dos pais, este, aliás é o sentido supremo do "honra teu pai e tua mãe".
Falamos em submissão amorosa por parte da mulher, porque tem sido comum o chavão, ou clichê de que a submissão da mulher é algo natural, quando esta é amada pelo seu marido. HONESTAMENTE, O PASTOR QUE FALA UMA ASNEIRA DESTA NÃO PRESTOU ATENÇÃO NAS AULAS DE HAMARTIOLOGIA, e ignora que a presença do pecado no ser humano distorce inclusive as qualidades supostamente naturais da humanidade, inclusive as qualidade femininas.
A submissão amorosa por parte da mulher, um mandamento, e nos referimos a ela desta forma pelo fato de que a submissão de que se fala aqui, descrita por meio do verbo υποτασσω (hypotassoo), não pode jamais ser confundida com a subserviência, ou com  qualquer forma de anulação da personalidade e da individualidade, mas uma sujeição à autoridade, que nada tem a ver com poder, mas com a capacidade de influenciar.
O fato é que ao contrário do que se pensa, esta submissão feminina depende do amor, tanto que ao escrever sua epístola pastoral a Tito, Paulo recomenda: ensine as mulheres mais velhas a serem reverentes na sua maneira de viver, a não serem caluniadoras nem escravizadas a muito vinho, mas a serem capazes de ensinar o que é bom. Assim, poderão orientar as mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos, a serem prudentes e puras, a estarem ocupadas em casa, e a serem bondosas e sujeitas a seus próprios maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja difamada (Tt 2. 3 - 5 NVI). 
Aqui aprendemos que: a) o modo cristão de viver contrasta com o hedonismo, b) na medida em que as mais velhas vivem uma vida exemplar, estas se tornam verdadeiros exemplos para as mais novas, c) com isto, as mais novas aprendem a amarem seus maridos e seus filhos, d) é este procedimento que garante a honra da palavra de Deus e do Evangelho.
Em relação ao amor sacrificial do marido, podemos dizer que ele foi muito bem interpretado por Rubens Amorese em um dos seus artigos no livro Excelentíssimos Senhores. No artigo em que fala de família, ele aponta para o fato de que o marido amar a sua mulher como Cristo amou a sua Igreja representa a renúncia que temos de fazer diariamente. Em outras palavra, em lugar de pensar em seus sonhos, em suas realizações pessoais, ao marido caberá o papel de, se necessário, abrir mão de tudo em prol de sua família. O verbo grego αγαπαω indica mais do que o mero sentimento. Na verdade, o verbo expressa devoção, dedicação, estima e são estes sentimentos que maridos precisam nutrir pelas suas esposas.
Obediência amorosa dos filhos. Filhos devem de ser obedientes aos seus pais e atenderem em tudo a instrução que recebem destes. Mesmo quando os pais não são crentes, se o discernimento da criança for aguçado, ela sempre poderá receber algo de útil para sua caminha na vida. Além do mais o termo honrar, do grego τιμα (tima), e do hebraico כַּבֵּ֥ד (kebod) , na verdade podem ser traduzidos como sustento, visto que nos tempos bíblicos não havia sistema previdenciário, aos filhos cabia o sustento dos pais.

Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros

terça-feira, 9 de abril de 2013

O Casamento Bíblico


Qual é o modelo bíblico de casamento? Esta é a pergunta que precisamos nos fazer nestes dias em que estamos estudando a respeito da família no século XXI. A lição que temos, de autoria de Elinaldo Renovato, afirma que o casamento tem de ser: a) monogâmico, b) heterogâmico, c) indissolúvel. Eu gostaria de começar este breve subsídio com uma análise, ou definição do termo casamento. 
O conceito de casamento
De acordo com o dicionário Michaellis o casamento é:
1 União legítima de homem e mulher.
2 União legal entre homem e mulher, para constituir família.
3 Cerimônia ou festa nupcial.
4 Sociol Um ou vários atos simbólicos sancionados por uma determinada sociedade com o objetivo de estabelecer uniões matrimoniais. C. civil: o que é realizado perante a autoridade civil, com as solenidades e exigências prescritas pela lei.  
De acordo com o Aurélio:  
  1. União legal de um homem e de uma mulher.
  2. Celebração de núpcias: assisti a um casamento.
  3. Um dos sete sacramentos da Igreja Católica.
  4. Casamento religioso, casamento celebrado na presença de um padre.
Nesta obra temos ainda os seguintes esclarecimentos:
Em certos países não tem efeito jurídico e deve, sob pena de sanção, ser precedido do casamento civil; noutros, pode tê-lo, mediante declaração prévia dos nubentes; noutros, por fim, tem-no sem quaisquer formalidades ulteriores. No Brasil, pode ter efeito civil, desde que sejam observados determinados preceitos legais [Lei n&186; 1.100, de 23 de maio de 1950].
Para a Igreja Católica o casamento é um sacramento; exige livre consentimento e não pode ser anulado; pode, quando muito, haver reconhecimento oficial de nulidade desde a origem. Ato público, é precedido de publicação de banhos ou proclamas. Entre os protestantes, o casamento é um compromisso solene, mas não um sacramento, e o divórcio não sofre proibição absoluta.
Do conceito dicionarizado compreendemos que: 

  1. O casamento se constitui como uma união em conformidade com a lei, ou seja, a união entre homem e mulher é regulada por meio de leis.
  2. No sentido popular o casamento é a celebração das núpcias, que freqüentemente ocorrem no âmbito religioso, mas que conforme vimos na visão do Estado pouco, ou nenhum valor possui se não estiver devidamente amparado na lei que rege a cada país.
  3. A compreensão católica a respeito do casamento é a de que este é um sacramento. Define-se este como cada um dos sinais sensíveis produtores da graça, instituídos por Jesus Cristo como auxiliares indispensáveis para a pessoa conseguir a salvação eterna. Tal conceito não é amparado na Bíblia, daí a compreensão protestante de casamento como um compromisso solene.
  4. Na visão bíblica o casamento é a união entre macho e fêmea a fim de que sejam ambos uma só carne. 
O padrão bíblico de casamento

De acordo com o relato das Escrituras, três coisas podem ser afirmadas a respeito do molde bíblico de casamento e todas ligadas ao seu caráter a) monogâmico, b) heterogâmico, e c) indissolúvel. Os textos bíblicos aos quais podemos  recorrer são os mesmos da lição passada.

Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão. Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra (Gn 1. 26 - 28 NVI).

Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne. Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a trouxe a ele. Disse então o homem: Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada. Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne (Gn 2. 21 - 24 NVI).

Monogâmico

O casamento é essencialmente monogâmico. A palavra é a junção de duas palavras gregas, a saber μονο cujo sentido é o de um, ou único e que é a palavra grega para casamento e γαμον que é uma das palavras gregas para casamento. Em nossa língua, a expressão em apreço vem a indicar o estado conjugal em que um homem desposa uma única mulher ou uma mulher um só marido. Aqui, necessário se faz acrescentar que o Casamento, é a união entre macho e fêmea, que se dá por meio da conjunção carnal. Logo, a monogamia, vem a ser a união exclusiva de um macho com uma única fêmea. De acordo com a Bíblia, o homem deixa pai e mãe a fim de se unir a uma mulher, e assim, formar com ela uma única carne (Gn 2. 24; Mt 19. 5; Mc 10. 7, 8). O problema da prostituição está no fato de que mesmo o homem que contrai cópula de forma ilegítima com uma mulher, de certa forma faz um corpo com ela (I Co 6. 16). DAÍ A NECESSIDADE DA IGREJA AFIRMAR E REAFIRMAR O CARÁTER MONOGÂMICO DO CASAMENTO.
Heterogâmico
O termo ετερω (hétero), pode significar outro, como também aquilo que é diferente. Neste aspecto a Bíblia é bem incisiva. Ainda que sejam escassas as passagens que afirmam que o homossexualismo é pecado, contudo, o relato da criação e os textos paralelos indicam com a criação da humanidade na condição de macho e fêmea que este é o padrão para as relações humanas. FAMÍLIA SE CONSTITUI A PARTIR DA UNIÃO DE UM HOMEM E UMA MULHER.

Mas não podemos nos esquecer aqui que a palavra por nós criada, o neologismo heterogamia é a junção de ετερω com γαμειν. É desta última palavra que vem o termo moderno gameta, que é cada uma das duas células sexuais maduras entre as quais se opera a fecundação: gameta masculino, ou espermatozoide, e gameta feminino, ou óvulo. De acordo com o Aurélio, o gameta é uma Célula reprodutora, masculina ou feminina, cujo núcleo só contém n cromossomos.

Aqui precisamos encarar uma realidade bíblica, ainda que o casamento não tenha na procriação o seu propósito exclusivo, contudo este não pode ser ignorado, uma vez que o mandato cultural, ordena que homens e mulheres multipliquem-se sobre a terra, o que se pode DAR EXCLUSIVAMENTE A PARTIR DO EXERCÍCIO SADIO DA SEXUALIDADE ENTRE HOMEM E MULHER (Gn 1. 26 - 28; Sl 113. 9; 127. 3, 5).
Indissolúvel
Escrevi sobre a indissolubilidade do matrimônio em um artigo entitulado Uma Palavra Sobre más interpretações bíblicas e voltarei ao assunto, quando abordarmos a questão do divórcio. Mas o que podemos falar é que se o casamento é uma unidade na qual homem e mulher se tornam um corpo, o divórcio que não tenha na infidelidade a sua causa é uma mutilação. Deus abençoe a você leitor em Cristo Jesus.
Pr Marcelo Medeiros.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Uma palavra sobre más interpretações de textos bíblicos

 



A Verdadeira Interpretação de Mt 19. 1 - 12

 
 
Tenho me reservado quanto a qualquer discussão a respeito das questões homoafetivas, ainda que tenha uma firma convicção a respeito. Tenho tentado ouvir os argumentos dos dois lados da questão. Mas ao ouvir parte do debate entre Marisa Lobo e ativistas a favor da diversidade sexual, minhas anteninhas de venilo automaticamente detectaram a presença do inimigo. Primeiro na confusão maldosa que fizeram com as palavras terapia (que é o proposto pela psicóloga em questão) e cura. Ainda que ligadas pelas raízes na língua grega a primeira expressa um serviço que se oferece ás pessoas que tenham alguma "doença", termo que os LGBTS, considera ofensivo para descrever a condição homossexual, ao passo que a segunda descreve o serviço oferecido por um terapeuta a qualquer pessoa que se encontre em conflito com sua identidade.
Segundo, um dos ativistas afirmou implicitamente que a psicóloga defende tal ramo por não entender a homossexualidade, será que ele mesmo a entende? Terceiro não foi permitido que a psicóloga respondese à altura nenhuma das interrupções, muito mal educadas, por sinal. O inimigo está presente aqui fazendo confusão em torno de palavras, manipulando dados, ligando a violência sofrida pelo homossexual à pregação contra a prática, ou comportamento homossexual, impondo o DETERMINISMO PSICOLÓGICO E CULTURAL, sobre o biológico.
Na verdade, creio cada vez mais que até o diabo se assusta com uma periércia deste tipo. Mas é o que estamos vendo em toda esta celeuma, e foi visto no programa. Mas o ponto que minha percepção se acendeu foi o que uma suposta pastora, ao interromper, de forma intempestiva, um ex-homossexual, afirmou que a Bíblia defende sim a prática. Qual foi co texto usado pela mesma? Mt 19.11, 12. Aqui, com todo o respeito à pessao, vi a mais pura ação do Paulo chamou de operação do erro, simples um texto bíblico foi usado de forma desleal, para afirmar exatamente o que não diz: que a Bíbia apoia a união homoafetiva. Vamos ler o texto?
 
Tendo acabado de dizer essas coisas, Jesus saiu da Galiléia e foi para a região da Judéia, no outro lado do Jordão. Grandes multidões o seguiam, e ele as curou ali. Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: "É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo? " Ele respondeu: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe".
Perguntaram eles: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora? " Jesus respondeu: "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério". Os discípulos lhe disseram: "Se esta é a situação entre o homem e sua mulher, é melhor não casar".
Jesus respondeu: "Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado. Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem puder aceitar isso, aceite" (Mt 19. 1 - 12 NVI).
 
  1. A primeira pergunta a ser feita é: o que motiva a fala de Cristo? A resposta é mais simples do que  2+2=4. Qual? A pergunta dos feriseus a respeito do divórcio.
  2. Qual é a resposta de Jesus? É o argumento do relato do livro de Gênesis, que descreve a criação do gênero humano por meio das expressões macho fêmea, e da união que os dois constituem após o casamento (Mt 19. 4 - 6). Qual é o asunto aqui? Casamento. Qual é o modelo de Deus para o casamento? A união entre macho e fêmea. É o que o texto diz e por ora não precisamos apelar o livro de Levítico para entendermos isto.
  3. Apanhados pelo argumento da Escritura, os fariseus perguntam novamente: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora? Note que os fariseus não estão perguntando por questão de gênero, pela causa homoafetiva, ou pelo lugar dos gays na estrutura eclesial, mas por divórcio, e estão fazendo por razões escusas como o texto mesmo indica.
  4. Ao que Jesus responde: "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério".
  5. O que Jesus está ensinando é que a dureza de coração do homem, termo que  outem grego é σκληροκαρδιαν  (sklerookadian), é a causa que motivou Moisés a permitir que os homens dessem cartas de divórcio βιβλιον αποστασιου (biblion apostasiouy) às suas mulheres.
  6. De acordo com o ensino de Cristo, a única coisa que legitima uma ruptura é a prostituição, uma vez que esta dissolve a unidade espiirtual formada entre o casal no ato conjugal.
Perplexos com a condição imposta pelo Mestre os discípulos afirmam: "Se esta é a situação entre o homem e sua mulher, é melhor não casar". Ao que Jesus responde: "Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado. Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem puder aceitar isso, aceite".
Primeiro, ao percebermos que o contexto fala de casamento e divórcio, percebemos que o homem que opta por não se casar deve ter no eunuco o seu exemplo de castidade. Segundo, alguns possuem isto de forma natural, outros se fazem assim por causa do reino. Aqui é empregado o termo ευνουχοι (eunoykoy), cujo sentido é o de um homem emasculado responsável pela câmara nupcial num harén oriental.
Conforme vimos o texto não dá espaço para a interpretação dada pela suposta pastora, que antes tantas vezes pregou a sua libertação. Aliás, ela já se confundiu uma vez, e em sua confusão cofundiu muito gente, por quais motivos seria digna de crédito agora? O ponto que indica a confusão da pastora é a falsa percepção a respeito da pregação. Não é o homossexual que vai para o inferno! Não! Para o inferno vão os pecadores (condição que a Bíbia descreve como sendo a de todo homem) que se esquecem de Deus, e que rejeitando a misericórida que lhes é oferecida rejeitam o Evangelho (Rm 2.4 - 11).
Dentro da visão bíbliaca tanto o divórcio quanto uniões homoafetivas são produto de um muundo caído, no qual os homens se afastaram do padrão divino para as suas relações interpessoais. É exclusivamente por este motivo que cada vez mais vemos o que vemos.
 
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.

domingo, 2 de dezembro de 2012

 




CASAIS INTELIGENTES ERIQUECEM JUNTOS


Li um execelente artigo de minha amiga Patrícia Telles. O link é este: http://influenciademulher.blogspot.com.br/2012/12/problemas-financeiros-afastam-um-casal.html. Neste ela discorre a respeito da importância do acordo e parceria que devem haver entre o casal, a fim de que o mesmo venha a prosperar. Prosperidade não é algo que se alcança mediante apelo às mais variadas fórmulas mágicas. Ela demanda planejamento, trabalho, e economia. Minha modesta opinião é de que nem mesmo o dízimo salva um casal irresponsável na área financeira.
Casais precisam levar mais à sério aquela palavra de Cristo em que ele disse: "tudo o que dois de vós concordardes na terra será concordado nos céus" (paráfrase). E com base nesta lei espiritual concordarem a respeito de suas vidas financeiras. Afinal, casamento, e isto, segudo a Bíblia, foi feito para ser desfrutado. Em outras palavras, Casamento é vida à dois, ao invés de morte à dois.
 
Pr Marcelo Medeiros.
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