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terça-feira, 28 de março de 2017

Silas Malafaia Versus Paulinho Jr um diagnóstico.




A semana veio quente que veio. O meio evangélico virou um verdadeiro MMA. Embora a guerra seja de palavras, parece até promoção de luta. A do momento é entre Silas Malafaia e Paulinho Jr. A respeito do primeiro, fiz um desabafo na rede whatsapp que por razões pessoais e particulares não irei reproduzir aqui, exceto de que não reconheço na fala dele o Evangelho, o segundo corre o sério risco de no zelo reproduzir intolerância contra a diversidade de pensamento. 

A resposta de Silas Malafaia ao Paulinho Jr é cheia de falácias ad hominen, justamente o que ele mais abomina e detesta. Ele apela ao tempo, aos insucessos dos antigos desafetos para fundamentar sua crítica, ou defesa contra Paulo Jr. Mas o mais gritante é o uso de um texto de Atos onde a fala de Gamaliel é usada, evocada para justificar todo tipo de movimento dentro do mundo evangélico. 
E, ouvindo eles isto, se enfureciam, e deliberaram matá-los. Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que por um pouco levassem para fora os apóstolos; E disse-lhes: Homens israelitas, acautelai-vos a respeito do que haveis de fazer a estes homens, Porque antes destes dias levantou-se Teudas, dizendo ser alguém; a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada. Depois deste levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos. E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus. E concordaram com ele. E, chamando os apóstolos, e tendo-os açoitado, mandaram que não falassem no nome de Jesus, e os deixaram ir (At 5. 33 - 40 ARCF). 
A lógica de Silas e de muita gente que recorre a este texto é se quisermos saber se algo é verdadeiro basta suspender a crítica e deixar a mesma para que o tempo se encarregue. O problema deste tipo de lógica é que ela ignora que religiões contraditórias ao cristianismo (no tocante à cosmovisão), estão aí até hoje deveriam de serem vistas como aprovadas por Deus. 

Outro problema é que esta percepção demonstra claro erro no tocante às regras da Hermenêutica (frequentemente odiada por gente que gosta de fazer o que quer com textos bíblicos). Gamaliel está falando de um contexto histórico específico, a Judéia e a Galiléia do século I da era cristã, que estava permeada por pessoas se autointitulando como Messias

O movimento cristão que nem tinha este nome ali nas regiões de Judéia e Galileia, foi receber esta pecha em Antioquia. Nas imediações da Judeia ele era visto como mais uma seita messiânica. E os exemplo de Gamaliel são restritos a este contexto, não abrangendo as manifestações das grandes religiões mundiais e demais movimentos dentro do próprio cristianismo. Portanto inapropriado para a defesa de Morris Cerullo, Milles Monroe e muita gente que não ouso chamar de herege,  mas em quem não reconheço o Evangelho de Cristo, bíblico. 

Encerro por aqui por entender que as palavras aqui são suficientes para quem tem boa vontade em entender. Mas fica aqui uma razão pela qual não me compatibilizo com a pregação atual e as ideias atuais do renomado pastor. Infelizmente a maioria é gente que se guia por mídia, mas fica a aqui a dica. 

Marcelo Medeiros. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

A Cultura da Histeria




Ainda estou acompanhando de perto o debate a respeito de um outdoor em que Silas Malafaia aparece defendendo a preservação da raça humana e da família nuclear. Curiosamente alguém apareceu no Facebook afirmando que a fala do mesmo consiste em discurso de ódio e que revela um extremismo similar ao dos muçulmanos (caso tenha perfil na rede social mencionada, ver aqui). Este tipo de associação entre Cristianismo institucional e extremismo não é novo. Há tempos um certo deputado BBB tem defendido que o discurso cristão é uma das maiores causas da morte de homossexuais. 

Discordo em muito aspectos da atuação de Silas Malafaia como pastor, e não ma alinho com a Teologia do mesmo em quase que nenhum ponto. Mas confiro sim valor às intervenções políticas do mesmo no congresso, uma vez que no afã de naturalizar o comportamento homossexual tem se apelado a tudo, desde a estereotipia aos cristãos até a adoção de cartilhas e livros didáticos que ensinam que tal comportamento é normal. 

A palavra normal vem de norma e sob este prisma é complicado dizer que qualquer coisa que seja referente ao ser humano seja normal. Mas o meu foco aqui não é este. Insisto que cabe o Estado punir o comportamento homofóbico desrespeitoso, mas não cabe ao mesmo legislar sobre minha opinião. E minha opinião é a de que a sexualidade humana é de foro íntimo da pessoa. Melhor, pertence à vida privada da mesma. 

A raiz do problema é que tem sido um costume cada vez mais comum a publicização da vida privada. Artistas têm trazido sua intimidade à tona e este hábito tem sido o catalizador de uma cultura em que as pessoas se acham no direito de virarem celebridade por conta do número de pessoas com quem saem. Admiro a vida de artistas cuja sexualidade não foi publicada. Eles vieram a ser o que foram e são em razão da primorosidade em suas respectivas artes. 

A cultura da histeria é uma cultura de egos cujas falas não se dão por meio de palavras e axiomas inteligíveis, mas em berro e grito. Veja de perto uma discussão e entenda como se dá o processo. Na ausência de audição ao outro, surge o berro e depois deste a acusação mútua. é isto que se tem visto no debate entre a naturalização do comportamento homossexual e a limitação na concessão de direitos aos mesmos. Lembrando que o debate se dá em decorrência do direito que cristãos arrogam para si de manterem suas consciência e o dogma de que o comportamento em apreço é pecaminoso. 

A histeria se vê na ligação entre a luta pela equiparação de direitos por parte de homossexuais, e a destruição da cultura judaico cristã. É igualmente vista na rotulação de fascista, nazista e outras falácias, aos que nao anuem à ideia de que o mundo tem de se abrir para a aceitações pública e irrestrita do comportamento homossexual (o que repito, não seria problema algum desde que para tal não fosse necessária a legislação do Estado sobre o pensamento alheio). Tocando em miúdos: não preciso achar que a homossexualidade é boa, ou normativa, para agir com justiça com um homossexual, e reconhecer os direitos civis do mesmo. 

É isto que tem de ficar claro. O fato de não suportar a fumaça do cigarro não significa que eu seja alguém devotado à morte dos fumantes. Simples assim. Mas um fator do extremismo é a incapacidade de ouvir. E crentes e descrentes, cristãos e homossexuais precisam ouvir uns aos outros e se perguntarem o que fazer para chegar a um acordo, visto que independente de religião e convicções culturais existe a necessidade de coexistir socialmente. 

Forte Abraço, Marcelo Medeiros. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O Jesus à Gregório Duvivier



Comercial "polêmico" da boticário, campanha de boicote (ao meu ver um tiro no pé da militância evangélica [aqui]), parada gay com paródia da cruz [aqui], reações dos evangélicos[aqui], artigo esclarecedor de Augustus Nicodemus Lopes [aqui], reações ao artigo de Nicodemus, agressões à pequena Kailane, comentários genéricos de Boechat, resposta de Silas Malafaia, Ofensas de Boechat, adesão da opinião pública ao gesto do jornalista da Band [aqui]. Assim foi a semana e as últimas postagens deste blog tem focado a dinâmica dos assuntos. 

Após a sugestão indelicada de Boechat para Silas Malafaia, este virou alvo de piadas nas redes sociais. A última uma carta de Jesus para ele em que Gregório Duvivier aponta as inconsistências entre a vida de Jesus, supostamente pregado pelo líder da ADVEC,  e a vida deste líder em apreço. Esta é a grande sacada do artigo, mas para por aí. Sim. Na medida em que se avança na leitura do texto [aqui e aqui], se percebe um Jesus fabricado. 

Na canção Nada Melhor de autoria de Ralph Charmichel já se percebe que a despeito de um único Jesus que tenha existido ele possui a sua versão filosófica, poética, comunista e até mesmo hipie. contudo sem a percepção de Cristo como filho de Deus a leitura de Jesus se torna reducionista como no caso da versão apresentada por Gregório Duvivier. 

A iniciativa de criar um Cristo não é nova. Vários "jesuses" históricos foram criados, e quando Albert Shweitizer apontou as inconsistências e declarou que a única forma de se conhecer Jesus era por meio de seu Espírito, entrou em moda um novo tipo de "jesus", o Cristo da fé de Bulltmann. Mas o Jesus histórico ganha força novamente em sua versão latino-americana na obra Jesus Cristo libertador de Leonardo Boff. Creio que o Jesus de Gregório Duvivier se inspira nesta matiz teológica. 

Mas o Jesus da Bíblia além de abraçar leproso, os curou e cobrou a gratidão dos que não voltaram. Não era alguém que odiava gratuitamente os ricos. Como conhecedor da natureza humana, ele sabia da dependência que o homem tinha e tem da segurança proporcionada por recursos. Daí que Cristo tenha se sentido livre para receber recusos das mulheres ricas em seu ministério, e ao mesmo tempo livre para dizer que as riquezas deveriam ser usadas para o bem estar alheio. 

Deste modo, Cristo foi inteiramente livre para se convidar a entrar na casa de Zaqueu (um rico), e anunciar a salvação a este, que no seu entendimento era mais um dos perdidos que ele veio buscar. A pobreza da qual Cristo é amante não tem nada a ver com o ideal franciscano, nem com o marxista. Jesus ama os que sabem que dependem unica e exclusivamente de Deus. 

Desconfio que se Cristo tivesse sido contemporâneo de Marx, Bakunin e cia, ele não teria comprado a ideologia nem de direita, nem de esquerda. Leia mais atentamente os Evangelhos e veja que Jesus não se associa nem aos zelotas (os revolucionários da época), nem aos da situação, no caso, os herodianos. 

Quando o suposto zelote Judas Iscariotes, propõe a Jesus que o perfume derramado por Maria fosse revertido para os pobres, ele disse os pobres sempre os tende convosco. Mas de forma alguma Jesus impediu a Zaqueu de dar metade dos seus bens aos pobres. Pelo contrário, ele reconheceu nesta liberalidade um sinal de salvação. Mas este mesmo Jesus não titubeou em chamar Herodes de raposa velha. 

A respeito dos ladrões, já falei aqui. Creio que eles fossem revolucionários. Mas o perdão foi concedido exclusivamente ao que reconheceu a inocência do filho de Deus e suplicou que este se lembrasse dele em seu reino. Ali o recado está dado a situação de opressão, por si só não salva a ninguém. É necessário reconhecer o Cristo na figura de Jesus. 

Por último, haverá um dia em que Cristo voltará mesmo, não como oprimido, ou como pessoa em situação de opressão, mas com poder e glória para julgar os que não exerceram misericórdia para com os pequeninos dele, e mais creio como cristão é com o reinado dele que a situação de opressão será realmente superada. Afinal Cristo viveu esta situação ainda em vida. Seu nascimento e morte são pontuais. 

Se creio que o mal possa ser vencido, o creio por causa da ressurreição, não por causa de ideologias falidas que nada podem contra a natureza humana. É isto que me faz permanecer firme no Evangelho a despeito daqueles que dizendo-se seus defensores são na verdade seus maiores inimigos, e tem o seu ventre como o seu deus. Paulo já cantou a pedra dizendo que o fim deles é a perdição. 

Marcelo Medeiros, em Cristo, não o do Gregório Duvivier, nem o de significativa parte da liderança evangélica, mas o da Bíblia mesmo. 

sábado, 20 de junho de 2015

Boechat Responde Silas Malafaia ao Vivo



Em seu programa ao vivo na Band o jornalista Boechat respondeu ao vivo uma twittada de Silas Malafaia. Este desafiou o jornalista para um debate. O desafio, ao que parece se deu por causa de uma generalização feita pelo jornalista, ao supostamente colocar todos os evangélicos como preconceituosos. A resposta foi carregada de acusações e palavras de baixo calão. A este fato gostaria de fazer algumas observações.

Primeiro: Silas Malafaia não é referencial doutrinário para mim. Neste espaço mesmo fiz duas críticas ao mesmo. A primeira pertinente ao arcabouço doutrinário do referido pastor. Não fiz outras do mesmo teor, por entender ser inviável construir um ministério saudável com base na crítica ao que ele fala e diz.

Segundo: mesmo não vendo o mesmo como referencial ministerial, teológico e doutrinário; reconheço a importância do mesmo no debate atual sobre a questão dos direitos dos homoafetivos. (Não que não reconheça os direitos civis dos homoafetivos, mas pelo fato de perceber os argumentos empregados na luta pelos direitos do público acima descrito eram conduzidos por uma estranha lógica de consenso, algo do tipo: quem não pensa assim é homofóbico). Infelizmente ele foi a única voz audível na mídia, face à polêmica causada por alguns artigos do PLC/ 122, reconhecidamente inconstitucional, por ambos os lados da causa.

Terceiro: mesmo reconhecendo o papel dele, meu discernimento não se fecha aos atos quixotesco do mesmo, tal como na campanha do comercial da Boticário. Por mais ideológico que o mesmo tenha sido, e a despeito do papel ideológico de uma mídia cada vez mais compromissada com a formação e legitimação de novos comportamentos, o mundo é o mundo e campanhas policialescas não são a melhor forma de cristãos influenciar positiva e beneficamente a sociedade.

Por último a despeito de tudo o que foi afirmado supra, não é por meio da ofensa pessoal que um jornalista se faz ouvir em público, como fez o Boechat. Faltou argumento, elegância, ética e todo um conjunto de valores que devem estar presentes em toda e qualquer pessoa pública e quiçá em um jornalista com a projeção que ele tem.

Rola por aí um vídeo em que Caio Fábio, durante uma refeição, fez uma defesa ao Boechat (alguém poderia ver isto como algo inopinado?). Razões à parte apresentadas pelo ex pastor presbiteriano, o fato é que a elegância com que ele ofende e ridiculariza o Malafaia expõe ainda mais o destempero na resposta do jornalista ao pastor. Mesmo assim, incorre em erro brutal, o de idiotizar o oponente (um outro vício em moda atualmente).

O mais interessante em tudo isto é que a aprovação que a atitude de Boechat em relação ao pastor da ADVEC, demonstra claramente que a insanidade está tomando conta de ambos os lados da questão. Por maior que seja o desafeto ao Silas Malafaia, ou a aversão que se tem à pessoa dele, quando atitudes como a de Boechat são aprovadas há um claro sintoma de que o ódio, ao invés do discernimento está se tornando o mediador neste conflito.

Pior na Pragmatismo Político, a fala de Boechat foi interpretada como defesa, ao passo que a de Malafaia foi vista como provocação. Malafaia não é santo, mas vilão?! Para que eu quero descer! Um dos erros do Boechat foi afirmar que Silas Malafaia ganha dinheiro vendendo salvação (o assunto mais ausente nas pregações de Silas, que fala de prosperidade, sucesso e outros assuntos). 

Salvação não é algo vendável. Acredito que cada vez menos se vende este produto. Daí minha resistência pessoal em associar a figura de Malafaia à de um pregador do Evangelho. Qualquer leitor de Bíblia sabe que a despeito das citações que ele faz do vulgo livro da capa preta, a grande maioria é do Antigo Testamento, e de uma época em que a religião judaica era voltada a dar respostas às questões do cotidiano, ao invés de focar em vida futura. 

Espero que o bom senso volte a ser o mediador de conflitos, o caminho, tenho indicado em alguns textos por aqui. 

Marcelo Medeiros. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

O Tiro no Pé da Militância Evangélica


A razão de ser deste post não é protestar contra o comercial da Boticário, que faz alusão a uniões homoafetivas. Minha percepção é a de que o protesto contra este tipo de propaganda só faz divulgar mais. Mas aqui vai uma crítica aos Evangélicos. A militância contra a ideologia homoafetiva à la Jean Wyllys não pode ser confundida com ódio à classe. De forma alguma!

Silas Malafaia com seus erros e acertos ainda é um expoente na discussão da temática. Seu papel foi preponderante para a não implementação da ideologia de consenso (que não é nem esquerda, nem direitista, mas uma especificidade da nova ordem mudial). Mas é tempo de acordar. Falo porque da minha percepção a mídia já bolou uma forma de lidar com Malafaia e cia, de forma que protestar da maneira caricata que este faz já não se constitui serviço ao Evangelho. 

A mídia tem explorado bastante o debate transformando o mesmo em uma verdadeira guerra. Protagonistas de ambos os lados tem abordado a questão de forma extremamente superficial e genérica. A ênfase está na polarização Wyllys versus Malafaia, ou Wyllys versus Bolsonaro, constituindo um espetáculo bizarro, mas que paradoxalmente vende. 

É justamente este o caminho a ser evitado por cristãos. Evangélicos precisam entender que não estão em guerra contrra gays e homossexuais, e que mesmo do lado da verdade, esta tem de ser arvorada com e em amor. Me despeço rogando a Deus para que ele ilumine os corações de ambos os lados a fim de que a situação seja resolvida da forma mais pacífica possível. 

Quanto à propaganda da Boticário, a questão está para além da adequação de uma empresa aos tempos atuais. A propaganda alcançou o seu objetivo e infelizmente com a ajuda preciosa dos evangélicos que fizeram aquele estardalhaço. 

Em Cristo, 


Marcelo Medeiros. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Silas Malafaia e Jean Wyllys na moral



O assunto do momento é o anúncio, nas redes sociais de um debate entre Silas Malafaia, Jean Wyllys e Jô Soares, a respeito de família, homofobia, sexualidade e temas afins. O programa? Na moral? O apresentador? Pedro Bial! Com respeito a Silas é mais que conhecido dos leitores deste blog, que este autor tem uma série de senões em relação à Teologia e posicionamentos do mesmo. Mas a participação dele no debate tem sido fundamental. 

Não há como esperar que neste mundo caído (termo teológico para a ambivalência humana, principalmente para a potencialidade que o gênero possui para o mal) que as pessoas sigam o casamento nos moldes bíblicos. É uma contradição um evangélico pensar de forma tão limítrofe. Outro fator a ser seriamente considerado é que não se pode impor a moral bíblica, cristã, evangélica, protestante, ou chame do nome que quiser. Ou ela é gerada por uma experiência chamada regeneração, ou não existe de fato. 

O coração, este sim, é o cerne da religiosidade bíblica. A moral imposta é invalidade por este pressuposto. É na vida do Espírito que o homem atinge o padrão de santidade e de justiça. Face ao exposto a influência do crente em todos os campos da cultura é similar à do sal. Pequena, imperceptível, mas pontual. Feitas as considerações supra, convém falar algo da participação de Silas Malafaia. 

A forma consensual como o debate tem sido conduzido é simplesmente inaceitável, do ponto de vista deste autor. No discurso de Wyllys crentes são responsáveis pela homofobia, pelo suicídio de homossexuais e lésbicas. A tática deste quase intelectual orgânico é uma forma de constrangimento, uma vez que ninguém defende uma ideia associada ao nazismo, ao preconceito. Ao ver deste escritor, uma forma que é ao mesmo tempo inteligente e desonesta de vencer debates, na verdade aniquilar com a discussão. 

A discurso favorável à pluralidade, na percepção deste blogueiro, é uma cortina de fumaça para uma ideologia planificadora. A diferença é que no lugar de centros a ausência de centro, sendo esta o próprio centro. O resultado é uma pluralidade que em nada é plural. 

Jô Soares comprou definitivamente a ideia, e a entrevista dele com Crivella foi, ao ver deste escritor, um constrangimento,ou seja mais do mesmo visto em Wyllys. Não é dada ao cristão outra via para se vencer esta luta além da sólida exposição de ideias aliada à firmeza e à capacidade de resistir às ofensas pessoais. Em outras palavras não há motivos para euforia dos evangélicos em redes sociais, afinal, será necessário um Silas Malafaia que concilie as qualidades listadas acima com a sagacidade e alerta à piadinhas que visam desestabilizar o interlocutor. Crente orem por Silas Malafaia, mas orem mesmo!

Marcelo Medeiros

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Erros de Malafaia quanto à predestinação bíblica



Entendo que o papel do Pastor Silas Malafaia, no cenário atual seja de suma importância no tocante ao debate a respeito de comportamento. Mas decididamente quando a questão é doutrinária aí é uma tragédia que só. Ele possui mídia e não seria absurdo afirmar que dita comportamento e é formador de opinião, mas bom seria o discernimento no tocante ao que ele fala. Recentemente este pastor fez algumas declarações a respeito da doutrina da predestinação dignas de fazer um Lutero se revirar no túmulo. As afirmações seguem resumidas nas linhas abaixo

  1. Os textos que falam de predestinação não se referem à escolha de indivíduos, mas ao destino da coletividade dos santos do Antigo e Novo Testamento, aqueles que deliberadamente escolheram obedecer a Palavra de Deus. 
  2. Que os eleitos do Novo Testamento são os que creram em Jesus, possuem uma experiência pessoal de salvação, imitam a Cristo, desfrutam de comunhão com Deus pelo Espírito Santo, e estão sendo moldados por Ele à imagem de Jesus Cristo e vão morar no céu. 
  3. A promessa da salvação é condicional, neste caso a perseverança dos santos é a garantia de que os mesmos serão salvos. 
  4. Se não existisse o livre arbítrio o pecado seria um plano do próprio Deus. 
  5. No pensamento deste a ideia de um Deus que predefine o destino de seres humanos é absurda, e contraria o desejo de Deus em salvar todos os homens. 
Vamos ver uma por uma destas ideias? Desde já pretendo deixar claro que voltarei a esta temática em uma série de estudos que estou preparando, mas vou apontar aqui algumas linhas gerais que talvez permitam ao leitor uma maior interação a respeito do assunto. 

  1. Tenho problema com esta ideia de predestinação coletiva, defendida por arminianos e semi pelagianos. O propósito da predestinação é a santidade irrepreensível, bem como a conformação do crente com a imagem de Cristo, conforme observado por Malafaia e destacado por mim no tópico dois. Se a eleição é coletiva, segue-se que a santidade e o processo de conformação do crente com a imagem de Cristo também o é. Algo que duvido que o arminiano concorde. 
  2. Não há nada de oculto no uso dos termos eleitos e predestinados no coletivo, tal se dá tão somente pelo fato de Paulo e os demais autores bíblicos estarem escrevendo para uma coletividade, simples assim. Mas isto não quer dizer que a predestinação tenha de ser coletiva. 
  3. Ao assumir que a salvação é uma experiência pessoal Silas e qualquer arminiano que acompanhe o seu raciocínio estão entrando em flagrante contradição com o que afirmaram anteriormente. 
  4. Não é a perseverança dos santos a condição final para a salvação, mas o inverso, em outras palavras, perseveram os que foram eleitos, são regenerados, e estão guardados pelo poder de Deus para a salvação que há de se manifestar no dia final (I Pe 1. 2 - 5). 
  5. Todavia a perseverança só o é, quando testada, daí a importância de que os salvos passem e sejam contristados em várias tribulações, isto é um processo que visa a comprovação da autenticidade da fé, bem como a aprovação da mesma (I Pe 1. 6 - 9). todavia o contexto me permite afirmar que os salvos são aprovados não em razão de uma qualidade especial que possuem em detrimento dos demais, mas pelo fato de serem guardados pelo poder de Deus mediante a fé (I Pe 1. 5). Esta fé é um dom de Cristo, visto que Pedro afirma: e por ele credes em Deus (I Pe 1. 22). 
  6. Agostinho e os demais reformados entenderam que antes da queda os homens tinham livre arbítrio, mas que após o pecado este ficou restrito, ou seja o homem tem liberdade para praticar o mal, mas não para buscar a Deus, na verdade ele sequer quer Deus. Daí, que o primeiro passo em relação à salvação seja o divino. 
  7. Com isto, Deus não pode eleger os homens para a salvação com base em suas escolhas futuras, uma vez que não há quem busque a Deus, [...] não há quem faça o bem [...]. Partindo da lógica dos profetas e de Paulo, a unica alternativa divina, caso Deus escolhesse com base nas obras e ações futuras dos seus eleitos seria a condenação. 
  8. Por último, Deus, sendo sumo bem, e sendo amor, não pode desejar outra coisa além da salvação de todos os homens, e que estes cheguem ao pleno conhecimento da verdade, mas alto lá, o contexto aqui é o de oração pelos homens que estão em eminência, e não há porque eu não possa entender que Deus tenha entre todas as classes de homens os seus eleitos. 

Concluo dizendo que absurdo é uma autoridade evangélica afirmar que a doutrina da predestinação é absurda, uma vez que a mesma é bíblica, ao passo que aquilo que chamam de livre arbítrio, ou livre agência não o é, uma vez que foi comprometida pela força do pecado, conforme exposto nas linhas acima. 

Em Cristo, Marcelo Mredeiros. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Silas Malafaia mal na fita

Escrevo este posto preocupado com os últimos acontecimentos. A JMJ, a visita do Papa, a rejeição por parte deste em entrar no jogo politico arquitetado por Dilma e cia, e o modo como os evangélicos, digo a liderança evangélica, dentre os quais destacamos o Pr Silas Malafaia, tem reagido a todos estes acontecimentos.
Por duas vezes usei este espaço para, honestamente defender Silas Malafaia. Na primeira, em razão da entrevista que o mesmo concedeu à Marília Gabriela, o que por sinal lhe rendeu automaticamente as críticas de um biólogo brasileiro que faz doutorado em genética em uma universidade inglesa. Na segunda ocasião, em uma questiúncula entre ele e o conselho federal de psicologia. Em ambos os casos minha opinião foi expressa por meio de postagens.
Minha honesta preocupação com o líder em apreço se dá em função dos desdobramentos dos eventos ocorridos na semana passada em nosso estado. Ao que parece, a Igreja católica e, de tabela o protestantismo, junto com as denominações que ramificam do mesmo, respiraram novos ares com a visita de um papa que reúne carisma, forte intelectualidade, espirito missionário, e uma simplicidade que simplesmente conquistou a mídia e a população em si. Fato que recebo com grande alegria, visto que espero que esta renovação católica traga algum tipo de redirecionamento e senso de responsabilidade aos evangélicos. Sem contar que na missão de evangelizar é mais fácil o caminho do dialogo do que o da apologética. É melhor dialogar com jovens católicos a partir de algo em comum, do que com pessoas secularizadas.
Na sua entrevista ao fantástico (entrevista que ainda pretendo analisar aqui neste espaço), ele demonstrou saber o que está fazendo. Daí a clara opção deste por maior proximidade com o povo, uma vez que na sua compreensão a Igreja é a mãe, e uma mãe não pode resumir seu relacionamento com os seus filhos a documentos e cartas. ´
A reação de Silas Malafaia ao espaço que o catolicismo tem tido na mídia não foi nada, nada agradável. Sei que a reação dos mesmo foi contra o caráter tendencioso da mídia, que ressalta as qualidades de um papa, mas não hesita em denegrir os evangélicos. Sem contar que muito do discurso do Pontífice romano é, na verdade, discurso protestante, mas nem a mídia se interessa em demonstrar este aspecto histórico, nem o povo se interessa em ler e em se informar. Resultado? Os discursos de Francisco ganham ares de novidade, ainda que não o sejam. 
O pior de todos os cuidados que há de se tomar é o de que não haja aquele velho clima de Papa humilde versus Pastores opulentos e arrogantes. E mais o vídeo que rola nas redes sociais onde Malafaia aparece defendendo pastores que cometem as maiores atrocidades é uma blasfêmia ao Evangelho de Cristo, uma contradição na boca de quem tem lutado pela liberdade de expressão e uma flagrante má interpretação de um texto bíblico que na verdade fala não dos pastores atuais, mas dos patriarcas.
Me despeço aqui rogando aos leitores do blog, e do presente post que orem pelas igrejas evangélicas, orem por nosso pastores, para que Deus lhes dê a sabedoria necessária para aproveitarem bem este momento de avivamento católico para um maior diálogo com os mesmos e que desde advenha um progresso da palavra de Deus. Não é hora de pensar em rivalidade, em revanchismo, mas em Reino de Deus, em conversa franca e aberta, em discussão teológica. Afinal,

quarta-feira, 6 de março de 2013

Nova Guerra no cenário gospel

 

Ontem, dia cinco de Março de dois mil e treze, publiquei um resumo da matéria de Juan Arias, ex sacerdote católico e correspondente do periódico El Pais. No artigo o dantes padre alega motivos pelos quais Jesus jamais seria um papa, na verdade sequer ele e os seus ensinos se enquadrariam nos moldes doutrinários do catolicismo. Com exceção de algumas bobeirinhas, concordei com o Santo jornalista e sugeri que Jesus não seria Pastor, nem membro de nenhuma Igreja Evangélica. Sai para trabalhar, e, ao chegar em casa não tive como acessar o computador. Hoje pela manhã o fiz, e para minha nada surpreendente surpresa me deparo com o mais novo barraco do mundo gospel, a briga entre o Pr $ila$ Malafaia e Wilson Acosta, tudo pelo twuiter.
Bom Jesus brigou com os fariseus, pensei eu. Mas o motivo da briga foi por algo que jamais veremos Jesus fazendo. Nunca vi uma única linha do Evangelho Jesus brigando por espaço na mídia, por exemplo. Pelo contrário, quem leu o Evangelho e, principalmente o de Marcos sabe que Jesus várias vezes pediu para que as pessoas beneficiadas pelos seus sinais não contassem nada a ninguém (Mc 1. 44; 9. 9). O mais curioso é que as mesmas figuras envolvidas na briga protagonizaram uma reunião com a direção de uma das maiores emissoras em nosso país. Mais asquerosas ainda são as palavras de $ila$ Malafaia, cujo teor dá a entender que a luta é pela fatia maior do bolo.
Em  momento algum veremos Jesus brigando pelo poder, mas vemos pastores afirmando que somente os "presidentes" podem fazer isto, ou aquilo. Um discurso que mais se parece com o das autoridades religiosas da época de Cristo, do que com o que Cristo falou. O pior em toda esta situação é que o poder pelos qual estes pretensos ministros do Evangelho brigam nem de longe é aquele poder que habilitou Pedro a mandar o paralítico levantar e andar, ou o que acompanhou os discípulos e fez a Igreja de Jerusalém, da Judéia do primeiro século crescer em meio à provação. Não! É um poder mesquinho, que ao invés de produzir fé produz um pragmatismo nojento.
Nosso mundo não precisa de ver pastores brigando na mídia, por espaço de poder. Não precisamos ver "homens de Deus" lançando mãos de estratagemas e de patifarias ideológicas para demonizar e diabolizar o concorrente. Onde está o princípio do quem não é contra nós é por nós, e quem não ajunta espalha? É mais do que fato, nestes moldes Jesus jamais seria pastor!
 
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CFP versus $ila$ Malafaia



Depois de um duro embate contra Marília Gabriela, no programa de frente com Gabi, exibido no SBT, Silas Malafaia terá um duro embate com o conselho de psicologia. Aliás alguém por lá poderia ter tido a idéia inteligente de que a sigla CFP é no mínimo dúbia. Mais dúbia ainda são as razões apresentadas pelo conselho para repudiar as idéias defendidas pelo pastor. Em momento algum Silas incitou ódio aos gays, lésbicas e afins. Quando ele expôs as razões de ser contrário às práticas homoafetivas lançou mãos dos recursos que tinha em mão para tal e só. Foi a entrevistadora que apelou. Me lembro claramente desta frase: Silas, mas você é uma pessoa esclarecida, será que alguém que ao ouvir o seu discurso não se sentiria motivado à práticas de ódio contra estes grupos", ao que Silas prontamente respondeu: "então teremos de rever toda programação televisiva, visto que pode influenciar alguma prática violenta (paráfrase nossa).
Outra questão é o posicionamento político claramente visto no texto que traz a notícia, veja: http://site.cfp.org.br/cfp-se-posiciona-contrariamente-declaracoes-do-pastor-silas-malafaia/. Eles usam de um artifício filosófico sujo, ao associar as colocações do pastor com a atitude de cerceamento de direitos. Em momento algum da entrevista foi falado pelo pastor que "os homossexuais não possem direitos, pelo contrário, o líder evangélico tentou mostrar textos da lei que cerceiam direitos constitucionais, tais como a liberdade de expressão e o livre direito à crítica. O problema é que desde que a lei da criminalização da homofobia começou a ser discutida, toda atitude de crítica ao comportamento homossexual passou a ser vista como crime hediondo. Até parece que heterossexuais não são criticados, que não passam por conflitos, e os velhos, que chegam a passar por depressões por falta de compreensão por parte da sociedade com relação às necessidades mais básicas? Eles também são vítimas de preconceito, nem sequer podem manifestar desejos humanos básicos, reitero, que logo são recriminados, como se após certa idade deixássemos de ser humano.
Em Psicologia tal problema é claramente conhecido como depressão cenil. Agora, uma pergunta: o leitor alguma vez viu uma parada da terceira idade? Será que o governo tão interessado no dinheiro dos gays, ao ponto de promover a cidade do Rio como paraíso gay, levantaria esta bandeira? Enquanto isto tente se perguntar por quais motivos não há tamanho estardalhaço com relação aos velhos.
Outra questão porque os homossexuais devem ser protegidos de toda e qualquer crítica? Antes de responder o lugar comum de que a crítica à prática homossexual incentiva crimes de ódio contra os grupos homoafetivos, pense que da mesma forma a crítica à religião pode incentivar crimes contra religiosos, nem políticos corruptos poderão ser criticados.
Uma outra questão a ser colocada aqui é que muitos antes de ir ao programa da Marília Gabriela, Silas já tinha se manifestado em uma audiência no Senado a respeito da resolução do CFP (ô sigla dúbia!). Nesta ocasião ele foi interrompido várias vezes, e fizeram associações entre a postura dele, as idéias por ele defendidas, e um símbolo nazista (tal é um estratagema desonesto, visto que ao contrário do nazifacismo, Silas não defende uma raça pura, nem persegue ciganos, e dentro do círculo evangélico tem demonstrado, cada vez mais uma postura eclética, os interesses não serão tratados aqui).
A posição do conselho nada tem de científica, ou psicológica, mas de política e cultural, isto fica claro no texto que pode ser acessado no link. Nada contra a luta por maiores direitos, afinal, isto é cidadania, o problema é quando a afirmação destes direitos se dá ás expensas dos direitos de outros, e quando se joga da forma desonesta e falaciosa que vemos. Nem Tim Maia com o seu vale tudo, visto que para ele nõ valia dançar homem com homem, e nem mulher com mulher. Creio que esta música será considerada homofóbica.
Apenas mais um detalhe, não ganho nada para defender Malafaia, e discordo tenazmente da Teologia da Prosperidade por ele defendida. não perco o meu tempo vendo os seus programas, exceto quando pressinto que a mensagem será muito boa, mas tenho asco semelhante em relação ao ASQUEROSO POLITICAMENTE CORRETO. Isto, como afirmou Pondé, é uma praga que tem virado pandemia. O apelo ao consenso, à hipocrisia (que curiosamente condenam nos discursos evangélicos e em Silas Malafaia), a hegemonização político partidária, é pior do que a comida que o capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite, dá aos recrutas do curso. Abraços fraternos em Cristo.
 
Pr Marcelo Medeiros.

Os fatos são simplesmente aceitos

 
 
Esta é a frase proferida ao final de um vídeo postado por um biólogo mestre em genética e que segundo afirmações do próprio cursa doutorado na área pela Universidade de Cambrige, Reino Unido. Minha sincera opinião sobre o assunto é a de que a despeito da formação que o estudioso alega ter, ele é desonesto no que tange ao uso de estratagemas duvidosos.
Ele alega ter autoridade e embora não afirme explicitamente, deixa implícito que Silas Malafaia não pode discutir genética, nem fazer afirmações sobre temas da área dele.
Ao discutir a questão do comportamento ele não refuta claramente a Fala de Silas Malafaia, apenas acrescenta outras informações. Exemplo o comportamento dos bebês que começa com atitudes simples e vai até gestos e atitudes mais complexos. ATÉ AQUI NÃO VEJO A MÍNIMA REFUTAÇÃO AO QUE FORA DITO POR SILAS MALAFAIA, Exceto o fato de que este acrescenta o comportamento homossexual.
Os estudos que o genenticista referenda para afirmar que a genética influencia na orientação sexual, não são conclusivos a respeito do assunto. E ele se enrola mais ainda quando tenta refutar as afirmações do Pastor a respeito da inexistência de ordem cromossômica gay. O exemplo que ele mesmo dá em comparação com os demais animais é pífio e mostra exatamente o contrário do que ele se propôs afirmar. MESMO ENTRE OS ANIMAIS DE ORDEM DIFERENTE OS COROMSSOMOS DOS MACHOS SE DISTINGUEM DOS DAS FÊMEAS. E é isto que tem de ser frisado.
A respeito dos estudos que tentam mapear o cérebro humano para a partir de então estabelecer diferenças entre os cérebros dos héterossexuais e dos homossexuais. Dois problemas precisam serem considerados, primeiro e qualquer duferença é mera adaptação do organismo durante a vida (ou seja se o comportamento interfere), segundo, quais são as excessões, e se elas interferem na conclusão dos estudos. ISTO É METODOLOGIA CIENTÍFICA.
Mesmo quando ele aborda a questão dos elementos bioquímicos que interferem no comportamento, ele tende a frisar a questão da cultura. Mas o que é cultura? É o conjunto das estruturas sociais, religiosas etc., das manifestações intelectuais, artísticas etc., que caracteriza uma sociedade.Esta é a definição do pai dos burros.
A última cartada dele é uma tentativa de afirmar que as colocações do pastor são puramente morais. Quando na verdade o que ele tenta sim é dar uma lição de moral sim. Outro erro é quando ele afirma que se prende exclusivamente aos fatos. Sim, ele na verdade ignora os fatos, ao omitir, não sei se intencionalmente, ou não, que as pesquisas as quais referenda são INCONCLUSIVAS.
Uma outra questão é a discussão a respeito da interação entre o que é biológico e o que é comportamental. Aqui o debate deixa de ser biológico e passa a ser filosófico, e creio que neste ponto não houve decisão por parte da Filosofia em estabelecer quem  tem precedência sobre quem (se os elementos biológicos, ou comportamentais). Daí a decisão nada ter de científica.

Pr Marcelo Medeiros.  
 
 
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

$ila$ De frente com a GABi



Assisti ontem uma das maiores performances do Pr $ilas Malafaia no programa de frente com a Gabi, exibido no SBT. Já fui um um admirador do mesmo e sempre vi nele um excelente debatedor. Ultimamente tenho discordado de sua Teologia de Sementes, ou da prosperidade,  bem como de sua política expansionista, mas tenho de admirá-lo cada vez mais no que toca à defesa dos costumes, da família e da moral. Ultimamente ele foi alvo de uma matéria, que pareceu ser totalmente destituída de fundamento, uma verdadeira fábula jornalística. Um repórter da forbes afirmou que ele era uma das maiores fortunas evangélicas aqui no Brasil. Já expressei nestes espaço a minha opinião. Não entendo que o enriquecimento seja compatível com o "espírito do Evangelho", mas quem disse que a pobreza o é?
Assim que vi a entrevista pode ler nas entrelinhas uma outra questão. Silas é alvo de uma profunda controvérsia nos debates com os defensores LGBT, e é bem provável que a polêmica em torno de uma provável fortuna (que de acordo com o próprio Silas, somente a receita, mediante ordem judicial, poderia fornecer), seria o pé necessário para que os heterofobistas o atacassem e desmoralizassem a causa evangélica. Mas o Pr Silas Malafaia respondeu muito bem a questão.
Uma questão que ele deixou claro, e muito claro, foi que nem todos enriquecem, e a maioria dos pastores não possuem uma renda maior do que cinco salários. Eu por exemplo, sou pastor e tenho de trabalhar para me manter. Foi neste momento que me perguntei: "por que a Marília não entrevista estes pastores, que a despeito da precaridade fazem um relevante trabalho".Eu vou arriscar a resposta. 1) Não dá ibope, 2) Não é o interesse de nossa mídia mostrar tal faceta dos evangélicos. Resumindo, se Silas enriqueceu, temos de admitir que ele é um dos pastores que mais investe em formação de obreiros. A apresentadora tentou levantar a questão da ortodoxia, e alguns amigos meus me questionaram a respeito do contra ponto entre o exemplo de Jesus e o dos pastores atuais. Meu problema, e creio que tenha sido o mesmo com Jesus, nunca foi com a riqueza, mas com o uso que se faz da mesma. Se a riqueza serve para abençoar a muitos tudo bem.
Outro ponto favorável foi a firma defesa de Silas contra a agenda gay. O mais curioso é este apelo exagerado que se faz ao exemplo de casos de homossexualidade entre animais, e a apresentadora fez uso deste expediente. Eu gostaria de perguntar: "o exemplo dos animais é padrão?", "e os casos de incesto que existem entre os mesmos, também deverão serem adotados?". Outra questão a ser esclarecida é a diferença entre a homossexualidade (condição do homossexual) e homossexualismo (ideologia sexista). Mas o Pastor foi bem sucedido em provar que ninguém nasce biologicamente determinado à homo afetividade.
Me despeço parabenizando o Pr Silas por mais uma vez ter representado muito bem os evangélicos.
 
Pr Marcelo Medeiros, em Cristo.
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Malafaia vai processar Forbes

 
 
 
 
Esta semana o boato quentíssimo que circulou no mundo gospel de nossas terras tupiniquins foi a matéria da Forbes na qual Edir Macêdo, Valdomiro Santiago, Silas Malafaia e o casal apostólico renascer Estevão e Sônia Hernandes aparecem como as maiores futunas do país no mundo evangélico. Diante da matéria fiz uma brincadeira. Como pode um Pastor estar à frente de um Apóstolo de uma Bispa? O que houve com a hierarquia divina, será que ela de nada vale na hora destribuição dos lucros celestiais?
Passado o momento dos risos, minha cabeça começou a divagar sobre o assunto e imediatamente comecei as minhas elucubrações. No meado da semana fui informado, por meio de um dos blogs parceiros que o $ila$ Malafaia, vai processar a Forbes pela matéria tendenciosa. Não tive acesso ao conteúdo da mesma, mas o caro Eliseu de Souza Gomes afirma que no artigo aparecem muitos termos que dão a entender que os dados que deram origem à reportagem não são confiáveis. Assim, chegou o momento de uma opinião.
Minha primeira opinião é de que destes, Silas Malafaia bem que faria justiça caso de fato fosse a fortuna que a matéria alega ser. Ele vive do seu TRABALHO, que é a venda de livro e DVD's de mensagens, algumas muito boas e de qualidade teológica considerável, outras nem tanto face ao comprometimento cada vez maior, por parte deste evangelista, com a Teologia da Prosperidade. Contudo, diante do volume de venda e do seu empreendimento à frente da Central Gospel, não seria absurdo nenhum. Contudo, o mesmo declarou à folha que os seis milhões de reais de seus bens se resumem a uma casa e um apartamento no Rio de Janeiro e na Flórida, respectivamente, e três imóveis dados aos filhos.
Minha segunda opinião é que sempre que tais reportagens aparecem, elas trazem algo de perjorativo ao Evangelho e ao que lhe representa. Em outras palavras todos os pastores são colocados no mesmo prato e aí, ninguém fala dos que prestam relevantes serviços e enfrentam dilemas pessoais de não poderem dar aos seu familiares os luxos que a agenda que o mundo capitalista, ou melhor a sociedade do consumo impõe às pessoas. Isto não é mostrado!
Por último, tenho de concordar com Alexandre Faria, que em sua fanpage no facebook postou que todo este estardalhaço se deve ao fato de que ELES SÃO OS RICOS E NÓS NÃO. Quem tem fala mal, e demoniza, sataniza, quem não tem. É isto mesmo tem gente que nas áreas mais diversas, não poupa esforços lícitos e ilícitos para garantir sua fatia no bolo. Aqui cabe aquela música do João Alexandre, que diz: Procuro alguém pra resolver meu problema [...]  Pois não consigo me encaixar neste esquema. http://www.facebook.com/#!/photo.php?fbid=452936171428974&set=a.219800291409231.56832.100001377840137&type=1&theater. Diante do exposto cabe apenas uma oração por mais discernimento, por parte do nosso povo, para nossas  vidas.
 
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fim da Polêmica? Será?




 
 
Há algum tempo atrás deixei um post na minha linha do tempo no facebook, onde repudiei a atitude de uma pessoa, que depois descobri ser um pastor, na qual o mesmo aparecia cheirando a Bíblia. A mensagem, como o própria Malafaia admitiu era de caráter dúbio, não se sabia se ele estava cheirando a Bíblia, ou usando a mesma para inalar cocaína. Na época, fiz questão de pontuar que a proposta do referido Pastor, a despeito de carregada de boas intenções não se alinhava com a Bíblia.
O mesmo usava alguns textos de autoria de Paulo para justificar sua proposta de evangelismo (I Co 1. 18; 4. 10). Quando esteve em minha igreja usou o texto de I Co 4. 10. O problema é que ser louco no sentido em que Paulo fala é adotar um padrão estranho aos olhos do mundo. Neste caso, o comportamento cristão, que é incompreensível aos olhos do mundano, do homem natural (I Co 2. 14). Não tem nada a ver com atitudes extravagantes defendidas pelo "pastor" e "pregador". 
Gosto do zelo que este pastor tem na evangelização, mas não me agrada a visão que ele tem do seu  próprio ministério. Em sua fala ele dá a entender que seu método de comunicação é a redenção da juventude. Mais estranha ainda é a confiança que a juventude deposita nele. Até onde sei, adolescente não admite, nem abre sua vida aos obreiros da forma que ele narra no programa. Falo isto com base nas experiências que vivi ministrando palestras sobre sexualidade. Foi pelas perguntas que eles fizeram, que eu e minha esposa percebemos como ia a vida sexual deles. Me perdoem admiradores do pregador, o meu ceticismo. Mas não para por aí.
Uma das coisas mais sábias que ouvi no programa é a fala do Salomão do reagee. Ele diz que o segredo não está no esterótipo da pessoa, mas no fato de verem Jesus em nós. E a julgar pelas palavras do outro pastor, parece que as pessoas, falo principalmente das igrejadas, perderam esta capacidade, e isto, ao ponto de precisarem de alguém que esteja vestido com um visual descolado, falando gírias e coisas do tipo.
Mais grave em tudo isto é que nosso pastor pop entende que a linguagem é o segredo na comunicação do Evangelho, quando na verdade é o Espírito Santo. Paulo afirma: nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente (I Co 2. 12 NVI). Se o evangelho está sendo comunicado e seus enunciados não estão sendo entendidos pela nossa geração, principalmente se ele já é evangélico, o problema é de natureza espiritual, não cultural. Tratar um problema espiritual com um remédio cultural é uma tragédia semelhante a tratar problemas estomacais e analgésicos.
É aqui que ele faz o que ao meu entender é um erro teológico. Ele entende que as pessoas da geração atual não possuem a capacidade para entender o mandamento Amarás ao Senhor teu Deus sobre todas coisas. Se recorrermos ao texto e a seu contexto entenderemos que Amar a Deus sobre todas as coisas é o mesmo que guardar seus mandamentos, dilema este, que a partir das palavras do próprio pastor pop, permanece na geração atual.
Assim, o que o nosso mais do que bem intencionado pastor pop faz? Substitui o verbo amar, pelo enlouquecer. Creio que Lucinho Barreto tem de ouvir um pouco mais o filósofo Mário Sérgio Cortella, particularmente o vídeo "não nascemos prontos". Ali ele entenderá porque os jovens são loucos por Big Mac. Além do mais ninguém pode amar a Jesus da mesma forma com que gosta de um produto de consumo como como o descrito acima, no caso, o Mac Fisch.
Gostei da posição dele quanto ao Homossexualismo e a sexualidade, e da forma tacanha coma qual a mesma é tratada em nossas igrejas. Mas duvido que isto seja tratado com o procedimento adotado pelo pastor pop. Não tenho nada contra o pastor em questão. Isto tem de ficar claro. Não sou Deus para julgar as intenções do mesmo. Paulo afirma: não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação (I Co 4. 5 NVI).
Por outro lado o verbo aqui usado para julgar, κρινετε, é o mesmo que aparece quando Paulo afirma: quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido (I Co 2. 15 NVI). O termo discernir,equivale a julgar do grego κρινει (krinei). Então a palavra que trarei é uma palavra de discernimento, não um veredito judicial.
Mas o meu diagnóstico do que está acontecendo não é favorável. Creio que ele representa uma tendência de momento como foi o G12, e quando o modismo passar veremos o que vai ficar. Se frutos permanentes, ou palha, pois como Paulo afirma: ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo. Se alguém constrói sobre esse alicerce, usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo (I Co 3. 11 - 15).
É Deus quem trará a luz a qualidade dos frutos, da obra, do ministério dos envolvidos em questão. Mas fica aqui a palavra de alerta sim. O segredo do Evangelho, bem como do crescimento do mesmo não está na forma que nos vestimos para nos fazermos contextualizados ao ohar do jovem, muito menos na linguagem que usamos, mas em que estes vejam Cristo em nós.
 
 
 

Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros
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