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terça-feira, 9 de junho de 2015

O Tiro no Pé da Militância Evangélica


A razão de ser deste post não é protestar contra o comercial da Boticário, que faz alusão a uniões homoafetivas. Minha percepção é a de que o protesto contra este tipo de propaganda só faz divulgar mais. Mas aqui vai uma crítica aos Evangélicos. A militância contra a ideologia homoafetiva à la Jean Wyllys não pode ser confundida com ódio à classe. De forma alguma!

Silas Malafaia com seus erros e acertos ainda é um expoente na discussão da temática. Seu papel foi preponderante para a não implementação da ideologia de consenso (que não é nem esquerda, nem direitista, mas uma especificidade da nova ordem mudial). Mas é tempo de acordar. Falo porque da minha percepção a mídia já bolou uma forma de lidar com Malafaia e cia, de forma que protestar da maneira caricata que este faz já não se constitui serviço ao Evangelho. 

A mídia tem explorado bastante o debate transformando o mesmo em uma verdadeira guerra. Protagonistas de ambos os lados tem abordado a questão de forma extremamente superficial e genérica. A ênfase está na polarização Wyllys versus Malafaia, ou Wyllys versus Bolsonaro, constituindo um espetáculo bizarro, mas que paradoxalmente vende. 

É justamente este o caminho a ser evitado por cristãos. Evangélicos precisam entender que não estão em guerra contrra gays e homossexuais, e que mesmo do lado da verdade, esta tem de ser arvorada com e em amor. Me despeço rogando a Deus para que ele ilumine os corações de ambos os lados a fim de que a situação seja resolvida da forma mais pacífica possível. 

Quanto à propaganda da Boticário, a questão está para além da adequação de uma empresa aos tempos atuais. A propaganda alcançou o seu objetivo e infelizmente com a ajuda preciosa dos evangélicos que fizeram aquele estardalhaço. 

Em Cristo, 


Marcelo Medeiros. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Silas Malafaia e Jean Wyllys na moral



O assunto do momento é o anúncio, nas redes sociais de um debate entre Silas Malafaia, Jean Wyllys e Jô Soares, a respeito de família, homofobia, sexualidade e temas afins. O programa? Na moral? O apresentador? Pedro Bial! Com respeito a Silas é mais que conhecido dos leitores deste blog, que este autor tem uma série de senões em relação à Teologia e posicionamentos do mesmo. Mas a participação dele no debate tem sido fundamental. 

Não há como esperar que neste mundo caído (termo teológico para a ambivalência humana, principalmente para a potencialidade que o gênero possui para o mal) que as pessoas sigam o casamento nos moldes bíblicos. É uma contradição um evangélico pensar de forma tão limítrofe. Outro fator a ser seriamente considerado é que não se pode impor a moral bíblica, cristã, evangélica, protestante, ou chame do nome que quiser. Ou ela é gerada por uma experiência chamada regeneração, ou não existe de fato. 

O coração, este sim, é o cerne da religiosidade bíblica. A moral imposta é invalidade por este pressuposto. É na vida do Espírito que o homem atinge o padrão de santidade e de justiça. Face ao exposto a influência do crente em todos os campos da cultura é similar à do sal. Pequena, imperceptível, mas pontual. Feitas as considerações supra, convém falar algo da participação de Silas Malafaia. 

A forma consensual como o debate tem sido conduzido é simplesmente inaceitável, do ponto de vista deste autor. No discurso de Wyllys crentes são responsáveis pela homofobia, pelo suicídio de homossexuais e lésbicas. A tática deste quase intelectual orgânico é uma forma de constrangimento, uma vez que ninguém defende uma ideia associada ao nazismo, ao preconceito. Ao ver deste escritor, uma forma que é ao mesmo tempo inteligente e desonesta de vencer debates, na verdade aniquilar com a discussão. 

A discurso favorável à pluralidade, na percepção deste blogueiro, é uma cortina de fumaça para uma ideologia planificadora. A diferença é que no lugar de centros a ausência de centro, sendo esta o próprio centro. O resultado é uma pluralidade que em nada é plural. 

Jô Soares comprou definitivamente a ideia, e a entrevista dele com Crivella foi, ao ver deste escritor, um constrangimento,ou seja mais do mesmo visto em Wyllys. Não é dada ao cristão outra via para se vencer esta luta além da sólida exposição de ideias aliada à firmeza e à capacidade de resistir às ofensas pessoais. Em outras palavras não há motivos para euforia dos evangélicos em redes sociais, afinal, será necessário um Silas Malafaia que concilie as qualidades listadas acima com a sagacidade e alerta à piadinhas que visam desestabilizar o interlocutor. Crente orem por Silas Malafaia, mas orem mesmo!

Marcelo Medeiros

sábado, 4 de abril de 2015

Kim Kataguiri versus Jean Wyllys



O mais novo meme da net é o vídeo de um neto de japoneses, defensor do liberalismo econômico, que infelizmente não alçou à popularidade em razão das ideias econômicas que defende, mas por haver respondido a Jean Wyllys [veja aqui]. O nome dele? Kim Kataguiri. Dono de uma excelente articulação e capacidade oratória, ele tem demonstrado segurança no que fala. Diante de Maria Lídia do Gazeta Goiás, ele foi firme em suas colocações [veja aqui]. 

O seu artigo na Folha de São Paulo [leia aqui], faz uma boa diagnose da política brasileira que tem se caracterizado por paternalismo e acomodação por exemplo. Daí, que socialistas, comunistas, liberais, ou qualquer outra posição política que se tome, a participação popular tem de ser efetiva. Do contrário a corrupção cresce a níveis insuportáveis como se tem visto aqui. Mas discordo que o liberalismo, ou qualquer outra posição, seja a solução para os problemas da nação. 

Um fator a ser devidamente observado é que modelos são arquétipos, referenciais, e tão somente, quando transformados em paradigmas engessam a ação. O que quero dizer com isto? A história mostra que em um dado momento, que foi anterior a segunda grande guerra até as primeiras décadas do pós guerra, o socialismo russo funcionou. O próprio capitalismo teve de se remodelar sucessivas vezes. Daí minha discordância de que o liberalismo defendido por Kataguiri seja solução. 

Outro ponto no qual coaduno com o autor é o de que a política brasileira com seus mais de trinta partidos políticos está para lá de doente. Não existe oposição real e a classe empresarial de fato aprendeu a tirar proveito da situação, de forma que nem entre eles se percebe real oposição ao modelo econômico que aí está. 

Sobre Jean Wyllys, estava na hora de alguém com acesso à grande mídia dar o devido troco, em outras palavras o deputado colheu tarde os frutos de sua desonestidade intelectual, visto que em sucessivas ocasiões ele acusou evangélicos e católicos de serem propagadores de ideologias homofóbicas, criando o clima de guerra que se vê no cenário nacional. Todavia evangélicos não podem e não devem nutrir tamanhas expectativas em relação a Kataguiri. 

Forte Abraço, Marcelo Medeiros.  
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