Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Tolerância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tolerância. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Triste episódio



Transexual que representou a crucificação foi esfaqueada próxima à sua casa, segundo este site aqui. No mesmo pode-se verificar um vídeo em que o (a) mesmo (a) afirma que  foi abordado (a) por alguém que mencionava sua representação e que se dizia indignado com a mesma. A despeito, dos fatos narrados Vyviani não irá registrar a ocorrência para não ser tratada como homem em uma delegacia. 

Na minha opinião deveria ir sim. Policiais foram treinados para tratar com este tipo de público. além do mais a ação seria uma oportunidade sim, para que cristãos demonstrassem a mesma solidareidade demonstrada no caso daquela menina candomblecista, que foi apedrejada. Sou contrário à política de consenso que permeia os discursos inclusivos. Mas creio em convivência harmônica. Aquela em que a paz se estabelce na "diversidade", na convivência com o diferente, onde ninguém mesmo tenta impor sua opinião aos demais. 

Tenho sinalizado aqui que para um cristão de matiz protestante nada que estes grupos façam pode ser uma provocação de fato. Mas ainda que um cristão se sinta provocado a reação tem de ser sempre pacífica, amorosa e tranquila, em razão das recomendações bíblicas de homens e mulheres devam viver em paz uns com os outros [ aqui, aqui, e aqui]. 

Críticas à parte, creio que a ação dos pastores que lavaram os pés de Vyviane foi uma antecipação de que significativa parcela da comunidade cristã quer paz, acima de tudo [aqui]. Mas há um que de guerra no ar, e a tática é comprovar que cristãos são intolerantes e homofóbicos e pior, a causa dos sofrimentos que esta comunidade padece. Aos cristãos deixo uma palavra de cautela. À liderança evangélica cautela dobrada. 

Forte abraço


sábado, 20 de junho de 2015

Boechat Responde Silas Malafaia ao Vivo



Em seu programa ao vivo na Band o jornalista Boechat respondeu ao vivo uma twittada de Silas Malafaia. Este desafiou o jornalista para um debate. O desafio, ao que parece se deu por causa de uma generalização feita pelo jornalista, ao supostamente colocar todos os evangélicos como preconceituosos. A resposta foi carregada de acusações e palavras de baixo calão. A este fato gostaria de fazer algumas observações.

Primeiro: Silas Malafaia não é referencial doutrinário para mim. Neste espaço mesmo fiz duas críticas ao mesmo. A primeira pertinente ao arcabouço doutrinário do referido pastor. Não fiz outras do mesmo teor, por entender ser inviável construir um ministério saudável com base na crítica ao que ele fala e diz.

Segundo: mesmo não vendo o mesmo como referencial ministerial, teológico e doutrinário; reconheço a importância do mesmo no debate atual sobre a questão dos direitos dos homoafetivos. (Não que não reconheça os direitos civis dos homoafetivos, mas pelo fato de perceber os argumentos empregados na luta pelos direitos do público acima descrito eram conduzidos por uma estranha lógica de consenso, algo do tipo: quem não pensa assim é homofóbico). Infelizmente ele foi a única voz audível na mídia, face à polêmica causada por alguns artigos do PLC/ 122, reconhecidamente inconstitucional, por ambos os lados da causa.

Terceiro: mesmo reconhecendo o papel dele, meu discernimento não se fecha aos atos quixotesco do mesmo, tal como na campanha do comercial da Boticário. Por mais ideológico que o mesmo tenha sido, e a despeito do papel ideológico de uma mídia cada vez mais compromissada com a formação e legitimação de novos comportamentos, o mundo é o mundo e campanhas policialescas não são a melhor forma de cristãos influenciar positiva e beneficamente a sociedade.

Por último a despeito de tudo o que foi afirmado supra, não é por meio da ofensa pessoal que um jornalista se faz ouvir em público, como fez o Boechat. Faltou argumento, elegância, ética e todo um conjunto de valores que devem estar presentes em toda e qualquer pessoa pública e quiçá em um jornalista com a projeção que ele tem.

Rola por aí um vídeo em que Caio Fábio, durante uma refeição, fez uma defesa ao Boechat (alguém poderia ver isto como algo inopinado?). Razões à parte apresentadas pelo ex pastor presbiteriano, o fato é que a elegância com que ele ofende e ridiculariza o Malafaia expõe ainda mais o destempero na resposta do jornalista ao pastor. Mesmo assim, incorre em erro brutal, o de idiotizar o oponente (um outro vício em moda atualmente).

O mais interessante em tudo isto é que a aprovação que a atitude de Boechat em relação ao pastor da ADVEC, demonstra claramente que a insanidade está tomando conta de ambos os lados da questão. Por maior que seja o desafeto ao Silas Malafaia, ou a aversão que se tem à pessoa dele, quando atitudes como a de Boechat são aprovadas há um claro sintoma de que o ódio, ao invés do discernimento está se tornando o mediador neste conflito.

Pior na Pragmatismo Político, a fala de Boechat foi interpretada como defesa, ao passo que a de Malafaia foi vista como provocação. Malafaia não é santo, mas vilão?! Para que eu quero descer! Um dos erros do Boechat foi afirmar que Silas Malafaia ganha dinheiro vendendo salvação (o assunto mais ausente nas pregações de Silas, que fala de prosperidade, sucesso e outros assuntos). 

Salvação não é algo vendável. Acredito que cada vez menos se vende este produto. Daí minha resistência pessoal em associar a figura de Malafaia à de um pregador do Evangelho. Qualquer leitor de Bíblia sabe que a despeito das citações que ele faz do vulgo livro da capa preta, a grande maioria é do Antigo Testamento, e de uma época em que a religião judaica era voltada a dar respostas às questões do cotidiano, ao invés de focar em vida futura. 

Espero que o bom senso volte a ser o mediador de conflitos, o caminho, tenho indicado em alguns textos por aqui. 

Marcelo Medeiros. 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Visto Todas as Cores e Sigo a Paz



A notícia da semana fica por conta de um ataque de um grupo de "supostos evangélicos" a um grupo de candomblecistas ocorrido aqui no Rio, especificamente na Vila da Penha. De minha parte, a solidariedade às mulheres que foram agredidas, a indignação com os que mancharam o nome dos "evangélicos" e uma preocupação em razão do ocorrido. 

Solidariedade porque sei que a despeito de morar em um país supostamente tolerante, conheço a situação de perseguição passada por muitos cristãos em países mulçumanos e marcados por ditaduras "comunistas". Conheço o silêncio da mídia em relação aos massacres que estes estão sofrendo em toda a parte do mundo. Daí que a despeito do quanto queiram dizer que não, posso sim ser solidário a estas vítimas de agressão. 

Minha indignação se dirige às pessoas que fizeram este ato enquanto seguravam uma Bíblia (isto por si só não se constitui prova de que as mesmas fossem evangélicas, católicas, ou que fossem), mas não vai demorar a surgir gente para associar o crescimento do pentecostalismo com o crescimento da intolerância religiosa. 

Em tempo gostaria de que as pessoas atentassem que o nome de evangélico cai bem com a pessoa que incorpora os ensinos do Evangelho. Em parte alguma do Evangelho Jesus orientou seus discípulos a entrarem em terreiros de culto afro, quebrar imagens, ofender os participantes do culto etc... Quem assim procede pode ser chamando de tudo, menos de evangélico. 

As minhas palavras acima não são parte de um discurso politicamente correto. Elas brotam de uma história e uma memória viva de quem soube na prática conviver com a diferença. Minha mãe foi umbandista e eu crente, evangélico, assembleiano, pentecostal clássico. E vivemos bem com as nossas diferenças respeitando um ao outro, nossos debates eram pacíficos e me deram a base e o fundamento para discutir na atualidade. 

Lógico que como crente e evangélico entendi e entendo que o melhor caminho, na verdade o único, é Cristo. Sei que tudo o que eu e qualquer cristão precisamos fazer é trazer a boa notícia à tona. O trabalho de convesão não me pertence, nem a crente algum, mas a Deus que age por meio de sua palavra, e ao Espírito que convence o homem. Por este motivo, não preciso lançar mãos da violência, da ofensa para tal. Minhas palavras não se perdem em discursos vazios, mas que tenham toda uma prática de vida como fundamento. 

Minha preocupação se dirige à imagem que lentamente estão conseguindo construir dos evangélicos, como "homofóbicos", "intolerantes", "fundamentalistas" e até como "terroristas". Até podem pensar isto de nós, mas não é este o comportamento recomendado pela Bíblia, veja os textos que seguem ipsis litteris:
Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma; Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem (I Pe 2. 11, 12 ACF). 
Outro texto importante é este: 
E qual é aquele que vos fará mal, se fordes seguidores do bem? Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bemaventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo. Porque melhor é que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal (I Pe 3. 13 - 17 ACF). 
Este último texto deixa claro que no afã de evitar uma perseguição evangélicos correm o risco de com um comportamento contrário ao recomendado pela Bíblia virem a ser perseguidos, e isto não é ser perseguido por causa da justiça. Me despeço pedindo a Deus para que dispense dua graça comum a ambos os lados da questão para que o impasse seja resolvido da melhor forma possível, e que as vítimas superem o ocorrido e a má impressão deixada. 

Na paz de Cristo, Marcelo Medeiros. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Decisão complicada ein!?


A nova do momento, ao que parece, é a decisão de um juiz, a respeito de remoção de vídeos ofensivos às religiões afro. Ao que parece o magistrado tomou sua decisão pela não remoção dos vídeos a partir de uma justificativa polemica, a não inclusão das manifestações religiosas em apreço na categoria de religião. Para a escritora deste artigo (aqui), a decisão foi frágil em razão de que a fundamentação do julgamento não se deu a partir da sociologia da religião.
Quero deixar claro, que para mim candomblé, umbanda e demais manifestações afins são religião, ou o mínimo expressão da religiosidade humana e isto, por si só já justifica a iniciativa, por parte do Estado, contra toda forma de ofensa. O problema é que a ofensa é de cunho subjetivo, e salvo engano, o direito brasileiro é de viés positivista. O que coloca qualquer magistrado na berlinda.
Não assisti os vídeos supostamente ofensivos, mas já pensou como seriam os nossos tribunais se os evangélicos (grupo do qual faço parte), embarcassem na mesma onda e resolvessem fazer petições e mais petições judiciais contra todo forma de manifestação crítica, que eles considerassem ofensivas (inclua aqui blogs de professores universitários que deliberadamente ofendem evangélicos, posts e charges de ateus)? Aonde isto iria parar? Ficam as perguntas.
Por ora, o que posso dizer é que toda conduta pública é passível de crítica, mas que a liberdade precisa ser exercida sob a autoridade máxima da consciência. Meu direito á crítica e à opinião não pode violar a liberdade e a consciência religiosa de quem quer que seja. Simples? Sim, porém pontual, e fica a dica.
 
Abraços, Marcelo Medeiros.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Essa deu o que falar, e ainda vai render muito

Polêmica na escola motivou ida de representantes de Fórum,OAB e MPE

Trata-se do mais novo buxixo na internet,  matéria que fala de um suposto caso de intolerância, por parte de alunos evangélicos. Ao que tudo nos indica eles se recusaram a fazer um trabalho sobre cultura e religião afro, e como justificativa apresentaram que o trabalho era uma forma de apologia ao satanismo e ao homossexualismo. Digo suposto, porque não temos em oda a matéria uma fala consistente por parte dos alunos supra citados, tudo o que temos é o olhar do jornalista.

A dúvida que fica é a respeito da ligação entre cultura afro e homossexualismo. Sim, porque a confusão tem sido criada de ambos os lados, tanto por parte de pastores despreparados, quanto por parte dos defensores da cartilha do politicamente correto que atrelam o homossexualismo à diversidade étnica e religiosa.

Vivi a experiência na época em que cursava Pedagogia na UNESA, e tenho vivido novamente a mesma experiência no Curso de pós graduação em Ensino Religioso no IAVM - UCAM. Me lembro de ter entrevistado apenas nos três primeiros módulos pessoas de vários seguimentos dos cultos afro e do espiritismo. Ao todo são dois candomblecistas, três kardecistas e três católicos. Fiz todas estas pesquisas motivado pela necessidade de completar o curso, mas também pela necessidade de diálogo com estas linhas. Aprendi com o maravilhoso Bispo anglicano Jonh Stott, que não há possibilidade de sermos ouvidos em nossa pregação, se não soubermos ouvir e captar, em meio ao diálogo o anseio das pessoas. Somente deste modo podemos mostrar às pessoas a relevância da mensagem cristã, de outra forma, sempre seremos tachados como retrógrados, fundamentalistas, intolerantes, e coisas afins.

Agora vamos imaginar uma situação hipotética. Suponhamos que os professores tenham trabalhado o conteúdo de forma genérica, superficial e ideológica; que eles não tenham tentado, de fato, trabalhar a tolerância, mas transmitir uma ideologia, e que por este motivo os alunos tenham entendido que estavam em meio a um processo proselitista, ao invés de escolar, ainda assim, os alunos perderam a oportunidade de estabelecer diálogo com a questão. Falta de preparo e de capacidade de diálogo dos alunos, falta de preparo dos pastores, falta de preparo docente. Não consigo acreditar, que se os professores tivessem argumentado com base no que versam os nossos PCN's,sobre a questão da diversidade e da cidadania, eles não teriam sido ouvidos pelos evangélicos.

Já defendi neste espaço a necessidade de sermos tolerantes. Não quero dizer com isto que de agora em diante iremos aquiescer com tudo o que as pessoas dizem, mas que ao menos teremos de ouvir as mesmas. E não se trata de ouvir de forma técnica, mas de ouvir com a mente e com o coração, em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Pr Marcelo Medeiros.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Créditos!

Por favor, respeite os direitos autorais e a propriedade intelectual (Lei nº 9.610/1998). Você pode copiar os textos para publicação/reprodução e outros, mas sempre que o fizer, façam constar no final de sua publicação, a minha autoria ou das pessoas que cito aqui.

Algumas postagens do "Paidéia" trazem imagens de fontes externas como o Google Imagens e de outros blog´s.

Se alguma for de sua autoria e não foram dados os devidos créditos, perdoe-me e me avise (blogdoprmedeiros@gmail.com) para que possa fazê-lo. E não se esqueça de, também, creditar ao meu blog as imagens que forem de minha autoria.