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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

E. Dewey Smith e sua polêmica pregação



E. Dewey Smith, um pastor batista segundo informações da rede viralizou nas redes sociais, e isto ao ponto de ter seu vídeo (com parte de sua mensagem) na página de Jean Wyllys no Facebook, pasmem! Há que se convir que a mensagem do pastor é bem impactante e aponta para um problema concreto: como líderes e a Igreja em geral lidarão com a questão homossexual e com as anomalias genéticas?

Smith aponta para a quantidade significativa de homossexuais que regem coros, compõem hinos expressivos, cantam na Igreja, mas cuja condição é ignorada enquanto o coro soa bem. Na percepção do pastor em apreço Igrejas que assim procedem agem como os senhores de escravos agiram com os negros, coisificando-os. em outras palavras a Igreja americana se revolta com a suprema corte, mas faz vistas grossas aos gays que tem em suas comunidades. 

Smith é a favor do casamento gay? De forma alguma [aqui]! O contexto da mensagem At 8. 1- 21 não foi postado. A abordagem diz respeito à guerra entre samaritanos e judeus. Conflito que foi superado apenas depois do pentecoste com a ida de Felipe para lá. Para este pastor, crentes não podem se deixar serem influenciados pelo clima de guerra, antes devem influenciar gays e demais excluídos socialmente a fim de que os mesmos se sintam inspirados com o Evangelho. Este é o cerne da mensagem de Smith. 

Ninguém pode evangelizar e hostilizar ao mesmo tempo, considerar gays  e lésbicas como abominações e trocar de cônjuge à cada ano. O que falar então da tolerância à prostituição, da banalização da figura da pessoa honesta, e do frenesi quando a empresa de perfumes traz gays e lésbicas em seu comercial? 

Uma questão fica clara com o vídeo viral de Smith: não é com espírito beligerante que crentes marcarão sua trajetória neste mundo. Não é com guerras, ofensas e coisas afins que irão influenciar a sociedade. Aliás não há com se influenciar a sociedade. O mundo (que na linguagem bíblica é a estrutura que se opõe ao Reino) está sob o poder de ideias contrárias ao evangelho, e ponto. Há como influenciar indivíduos, e isto se faz por meio do caráter delineado no sermão da montanha, proferido por Cristo. 

Forte abraço. 

Marcelo Medeiros. 

Triste episódio



Transexual que representou a crucificação foi esfaqueada próxima à sua casa, segundo este site aqui. No mesmo pode-se verificar um vídeo em que o (a) mesmo (a) afirma que  foi abordado (a) por alguém que mencionava sua representação e que se dizia indignado com a mesma. A despeito, dos fatos narrados Vyviani não irá registrar a ocorrência para não ser tratada como homem em uma delegacia. 

Na minha opinião deveria ir sim. Policiais foram treinados para tratar com este tipo de público. além do mais a ação seria uma oportunidade sim, para que cristãos demonstrassem a mesma solidareidade demonstrada no caso daquela menina candomblecista, que foi apedrejada. Sou contrário à política de consenso que permeia os discursos inclusivos. Mas creio em convivência harmônica. Aquela em que a paz se estabelce na "diversidade", na convivência com o diferente, onde ninguém mesmo tenta impor sua opinião aos demais. 

Tenho sinalizado aqui que para um cristão de matiz protestante nada que estes grupos façam pode ser uma provocação de fato. Mas ainda que um cristão se sinta provocado a reação tem de ser sempre pacífica, amorosa e tranquila, em razão das recomendações bíblicas de homens e mulheres devam viver em paz uns com os outros [ aqui, aqui, e aqui]. 

Críticas à parte, creio que a ação dos pastores que lavaram os pés de Vyviane foi uma antecipação de que significativa parcela da comunidade cristã quer paz, acima de tudo [aqui]. Mas há um que de guerra no ar, e a tática é comprovar que cristãos são intolerantes e homofóbicos e pior, a causa dos sofrimentos que esta comunidade padece. Aos cristãos deixo uma palavra de cautela. À liderança evangélica cautela dobrada. 

Forte abraço


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Travesti entra na Igreja e pede para cantar


Há aproximadamente dois dias atrás vi no facebook, um vídeo em que um travesti entra na Igreja, pede oportunidade ao pastor para cantar, e entoa um hino do cantor gospel Marquinhos Gomes. Caio Fábio parabenizou ao pastor da dita Igreja que, ao seu ver agiu com graça para com o rapaz. A cena igualmente impressiona pela reação do público, que contrariando a imagem que a mídia e os movimentos LGBT's fazem dos evangélicos, ouvem o rapaz cantar e ainda glorificam a Deus. Por mais ingênua que tal postura seja, creio que ela possa ser um ponto positivo neste cenário de guerra em que vivemos.
Frequentemente somos chamados de homo fóbicos, intolerantes, fundamentalistas, xiitas, e coisas do tipo. Nossa atitude em declarar que a prática homossexual é pecaminosa, ou abominável é interpretada como uma atitude racionaria, e segregadora. Este vídeo pode ser sim, uma arma para mostrar que existe sim, uma enorme distancia entre afirmar que a homossexualidade não pode ser padrão de conduta, e ser de fato intolerante, ou preconceituoso.
E aí Pastor? Como você interpreta este fato? Primeiramente sei que existe muita gente dentro da Igreja que luta há anos com este tipo de problema. E conheci e conheço muitos que foram extremamente usados por Deus com os mais diferentes dons espirituais, e assim, foram canais de benção para muita gente, mas o problema sempre esteve ali, e só não vê quem não quer.
Como convivo com isto? Primeiro, sei que a homossexualidade, tal como a maledicência, a usura, a hipocrisia, e a inveja; é pecado. Eu sei que para Caio Fábio, por exemplo a homossexualidade é uma condição. Tá bom, e a pecaminosidade também. Homossexual, ou heterossexuais, todos somos pecadores. O que nos distingue do mundo é o sangue de Cristo e o poder que a graça de Deus nos dá para dizer não ao pecado, se alguém tiver alguma dúvida a este respeito, basta ler os capítulos seis e oito da carta de Paulo aos Romanos.
Segundo, a graça que nos dá poder para a santificação, bem como a que opera salvação em nossas almas, é a graça que a Teologia Reformada chama de Graça Especial. Em primeira instancia, a graça que vemos na vida do rapaz é a Graça Comum. Esta se manifesta na prodigalidade divina para com a natureza, o sustento da vida, a força que nos move a trabalhar, e as mais variadas habilidades demonstradas pelos homens. Vemos a graça comum, por exemplo, na formulação de leis justas, mesmo quando as mesmas são elaboradas por homens que não possuem experiência de conversão. Um exemplo clássico e atual é a luta, mais do que justa do Romário, por exemplo, pelas pessoas portadoras de necessidade especial. É a partir deste aspecto que convido ao leitor deste blog a analisar o vídeo abaixo.
Terceiro, ao comentar o assunto no facebook, fiz questão de frisar que qualquer pessoa em sua sã consciência admira, ou admirou a belíssima voz do Emílio Santiago, por exemplo. Todos sabemos que ele era um cantor secular, e rola por aí que há um suposto companheiro dele pedindo pensão na justiça. Independente de ser homossexual, ou não, fato é que este foi um dos maiores interpretes de nossa música. O nome disto? Graça Comum.
Esta mesma graça se manifesta em talentos como o de Renato Russo (e em caso de dúvida, ouça Monte Castelo), na arte de protesto do Cazuza, nas inteligentes letras dos raps do Gabriel Pensador, nas composições de Herbert Vianna, nas tiradas filosóficas de Mário Sérgio Cortella e nos mais variados aspectos da criatividade humana. No caso do travesti abaixo, a graça natural se fez ver no carisma que teve com o pastor e com o público, o que tornou aceitável a sua participação em um culto.
O Deus que faz com que nasça sol sobre justos e injustos, com que venha chuva sobre bons e maus, também é o mesmo que distribui as suas dádivas e os seus dons perfeitos. Espero que este ato sirva de reflexão para nós crentes. Como agiremos com este público, como os receberemos em nossas igrejas? São questões que, mais cedo, ou mais tarde teremos de enfrentar sim. Uma coisa é certa: o comportamento homossexual é pecado, mas onde abundou o pecado, diz a Bíblia, superabundou a graça. Como comunicar a este público a graça que nos dá poder para vencer o pecado?



 
 
Pr Marcelo Medeiros, em Cristo Jesus.
 
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