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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

I Tm 2. 1 - 8 e sua aplicação atual



Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.
Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto. Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões (I Tm 2. 1 - 8 NVI). 
Creio que a ordem paulina de orar pelos que estão em eminência, alcança neste momento crucial da nação brasileira sua maior relevância. Vou explicar. O Brasil está há exatos quatro dias de um pleito eleitoral que decidirá se o PT vai prosseguir com seu projeto de consolidação no poder, ou se teremos alternância no mesmo, e só. Se você sonha com mudança a escolha é a seguinte: ore, e muito, ou então desista. Exagero meu?! Creio que não.

A verdade nua e crua é que quem votar em Aécio, na verdade votará contra o projeto de perpetuação de poder do PT. E quem votar em Dilma, supostamente estará votando na continuidade dos programas sociais, e cosequentemente confirmando sua aversão à política dos tucanos (privatizações, arrocho salarial, e coisas do tipo). Ambas escolhas são demasiadamente difíceis, visto que nenhum dos dois é o nome ideal. Prefiro Marina com seus erros e acertos e Cristóvão Buarque a qualquer um dos dois.

Da minha perspectiva nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições representam o anseio popular de mudança, ou a aspiração cristã de uma sociedade pautada na vida e na piedade. Tanto um quanto o outro podem ser enquadrados na antropologia bíblica que afirma o vazio existencial humano e o pecado (tendência ao mal e à corrupção), como parte integrante da essência humana.

Se o governo do PT foi marcado pela corrupção, é besteira votar no candidato do PSDB, achando que de em um passe de mágica ela irá desaparecer do cenário nacional. Sim, mas é assim que os militantes de Aécio parecem estar vendo. Com isto, os mesmos se esquecem das privatizações à preço de banana, e do mensalão do PSDB, que foi varrido para debaixo do tapete. 


Todavia os últimos debates demonstraram que a população não está preparada para uma nova política, pautada na discussão dos reais problemas de nossa nação. Esta sim, caro leitor, é a essência da democracia. Era isto que há mais de dois mil anos era feito pelos cidadãos atenienses. Eles se reuniam em assembleias com o fim de deliberar a respeito dos problemas da pólis e por meio da discussão propor soluções para mesma. 


A solução? Creio que está na graça comum, da qual tanto falo aqui e na posição do cidadão crente como sal e luz da terra. A graça comum é tratada na Teologia como sendo o meio pelo qual Deus freia a maldade humana, por meio do Estado (que é um ministro de Deus para a condenação das más obras e louvor das boas obras [aqui]), e das leis, que visam frear a pecaminosidade. Creio que somente a graça comum irá ajudar que o candidato eleito supere as mazelas partidárias em prol do bem comum, que a nação deixe a prática salvacionista e se posicione no sentido de cobrar o cumprimento das promessas de campanha. 

Outra questão, crentes precisam orar mesmo e muito para que a cultura política brasileira mude e agir como sal, superando os dilemas de esquerda e direita, uma vez que uma sociedade cristã, ou influenciada pela fé cristã e pelo evangelho, traz elementos de ambos os lados. O exercício cristão da cidadania prima pela equidade social, e também pela liberdade de expressão, por exemplo, algo que não se vê no quadro atual. Daí a necessidade de ser sal e influenciar de fato. 

Forte Abraço em Cristo, Marcelo Medeiros. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Travesti entra na Igreja e pede para cantar


Há aproximadamente dois dias atrás vi no facebook, um vídeo em que um travesti entra na Igreja, pede oportunidade ao pastor para cantar, e entoa um hino do cantor gospel Marquinhos Gomes. Caio Fábio parabenizou ao pastor da dita Igreja que, ao seu ver agiu com graça para com o rapaz. A cena igualmente impressiona pela reação do público, que contrariando a imagem que a mídia e os movimentos LGBT's fazem dos evangélicos, ouvem o rapaz cantar e ainda glorificam a Deus. Por mais ingênua que tal postura seja, creio que ela possa ser um ponto positivo neste cenário de guerra em que vivemos.
Frequentemente somos chamados de homo fóbicos, intolerantes, fundamentalistas, xiitas, e coisas do tipo. Nossa atitude em declarar que a prática homossexual é pecaminosa, ou abominável é interpretada como uma atitude racionaria, e segregadora. Este vídeo pode ser sim, uma arma para mostrar que existe sim, uma enorme distancia entre afirmar que a homossexualidade não pode ser padrão de conduta, e ser de fato intolerante, ou preconceituoso.
E aí Pastor? Como você interpreta este fato? Primeiramente sei que existe muita gente dentro da Igreja que luta há anos com este tipo de problema. E conheci e conheço muitos que foram extremamente usados por Deus com os mais diferentes dons espirituais, e assim, foram canais de benção para muita gente, mas o problema sempre esteve ali, e só não vê quem não quer.
Como convivo com isto? Primeiro, sei que a homossexualidade, tal como a maledicência, a usura, a hipocrisia, e a inveja; é pecado. Eu sei que para Caio Fábio, por exemplo a homossexualidade é uma condição. Tá bom, e a pecaminosidade também. Homossexual, ou heterossexuais, todos somos pecadores. O que nos distingue do mundo é o sangue de Cristo e o poder que a graça de Deus nos dá para dizer não ao pecado, se alguém tiver alguma dúvida a este respeito, basta ler os capítulos seis e oito da carta de Paulo aos Romanos.
Segundo, a graça que nos dá poder para a santificação, bem como a que opera salvação em nossas almas, é a graça que a Teologia Reformada chama de Graça Especial. Em primeira instancia, a graça que vemos na vida do rapaz é a Graça Comum. Esta se manifesta na prodigalidade divina para com a natureza, o sustento da vida, a força que nos move a trabalhar, e as mais variadas habilidades demonstradas pelos homens. Vemos a graça comum, por exemplo, na formulação de leis justas, mesmo quando as mesmas são elaboradas por homens que não possuem experiência de conversão. Um exemplo clássico e atual é a luta, mais do que justa do Romário, por exemplo, pelas pessoas portadoras de necessidade especial. É a partir deste aspecto que convido ao leitor deste blog a analisar o vídeo abaixo.
Terceiro, ao comentar o assunto no facebook, fiz questão de frisar que qualquer pessoa em sua sã consciência admira, ou admirou a belíssima voz do Emílio Santiago, por exemplo. Todos sabemos que ele era um cantor secular, e rola por aí que há um suposto companheiro dele pedindo pensão na justiça. Independente de ser homossexual, ou não, fato é que este foi um dos maiores interpretes de nossa música. O nome disto? Graça Comum.
Esta mesma graça se manifesta em talentos como o de Renato Russo (e em caso de dúvida, ouça Monte Castelo), na arte de protesto do Cazuza, nas inteligentes letras dos raps do Gabriel Pensador, nas composições de Herbert Vianna, nas tiradas filosóficas de Mário Sérgio Cortella e nos mais variados aspectos da criatividade humana. No caso do travesti abaixo, a graça natural se fez ver no carisma que teve com o pastor e com o público, o que tornou aceitável a sua participação em um culto.
O Deus que faz com que nasça sol sobre justos e injustos, com que venha chuva sobre bons e maus, também é o mesmo que distribui as suas dádivas e os seus dons perfeitos. Espero que este ato sirva de reflexão para nós crentes. Como agiremos com este público, como os receberemos em nossas igrejas? São questões que, mais cedo, ou mais tarde teremos de enfrentar sim. Uma coisa é certa: o comportamento homossexual é pecado, mas onde abundou o pecado, diz a Bíblia, superabundou a graça. Como comunicar a este público a graça que nos dá poder para vencer o pecado?



 
 
Pr Marcelo Medeiros, em Cristo Jesus.
 
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