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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Você sabe o que é democracia?



Uma das questões que tem me incomodado profundamente é a recorrente fala de que precisamos votar neste, ou naquele candidato porque o Brasil precisa de medidas enérgicas no combate à corrupção, ou ao crime organizado. Acontece que não existem soluções simples para problemas complexos, nem respostas imediatas para questões históricas. Isto posto passo ao objetivo do presente post, que é o d explicar o que é a democracia. 

O  leitor possivelmente esteja se perguntando: mas precisamos de um artigo de Blog que explique o que é a democracia? Ao que respondo: precisamos. e nas linhas subsequentes deixarei claro o porquê. Todos sabemos que a democracia foi um regime que surgiu na Grécia Antiga, o que nos escapa é que ela era exercida pelos homens livres (mulheres, escravos e artesãos não participavam das assembleias). 

Não sou defensor deste modelo de democracia, mas aprendo algo demasiadamente óbvio aqui. Primeiro sem participação popular nas tomadas de decisões não existe verdadeira democracia. Segundo, somente os que dispõe de tempo conseguiam participar ativamente do processo de discussão nas assembleias. Terceiro falar na ágora demandava o mínimo de conhecimentos e habilidade retórica, o que somente a educação poderia conferir, daí a ascensão dos sofistas e dos filósofos como instrutores na Grécia antiga. De igual modo a participação no processo político atual demanda que se saiba como se expressar politicamente. 

Por último, tanto a educação quanto o desenvolvimento da arte retórica demandam ócio, e creio que em tempos tão agitados aqui se encontre o maior inimigo da democracia. Há mais de dez anos atrás foram lançados os Parâmetros Curriculares do Ensino fundamental e um dos objetivos gerais do mesmo era a instrumentalização das disciplinas dos ciclos com vistas à construção da cidadania, algo que não se efetivou. 

As redes sociais trouxeram a possibilidade de que os brasileiros participassem de forma mais efetiva na democracia. Mas a persistência de uma política polarizada trouxe à tona uma herança nefasta da má educação. É visível a incapacidade de propor algo, no lugar de escolher entre polos opostos. Fato é que ser cidadão é muito mais do que votar neste, ou naquele candidato esperando que uma vez eleito o próprio resolva todos os problemas do país, principalmente se for o caso de corrupção, que não s resume às ações que amealham ou vilipendiam o erário público. 

Ser parte de um sistema democrático é assumir seu papel como protagonista no processo. Consiste em saber discutir, dialogar, lidar com o contraditório, fazer acordos e chegar a um consenso. Mas pela polarização que vejo estamos todos nós bem distantes disto. Em parte por conta da educação, em parte por conta de uma postura monárquica, em que todos se vêem como súditos de um soberano. 

Marcelo Medeiros. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A vitória do Medo



As últimas eleições foram o que de mais vergonhoso vi em toda a minha vida. O grande vitorioso foi o medo. Não digo isto em razão da vitória apertada da atual presidente Dilma, mas pelo fato de que vencendo um, ou outro, ganharia o receio. Se Aécio vencesse, o triunfo seria do temor de que o Brasil se tornasse uma ditadura, do cerceamento da liberdade de expressão, e o mais fundado de todos os temores, o da consecução de um projeto partidário de poder. Todos estes temores foram vencidos não pela coragem de mudar (que também foi derrotada pelo temor), mas pelo receio da volta de um fantasma, o do PSDB. 

A despeito do fantástico trabalho feito por Fernando Henrique Cardoso (no tocante à estabilização da moeda), a imagem dos tucanos ficou excessivamente desgastada com as privatizações arbitrárias, diga-se de passagem, e algumas como no caso da vale do Rio Doce, inexplicáveis. Isto somado à política de arroxo salarial, marginalização do funcionalismo público, cortes verticais de gastos públicos (onde quem paga as contas é sempre quem está em baixo), e a imagem nada boa que o candidato tucano deixou em seu último governo no estado de Minas Gerais, reforçaram o medo. Estes sim, são os fatores que conduziram nossa presidenta á reeleição. 

Estou penalizado com as lideranças evangélicas, algumas que aprendi a ver com extrema admiração, mas que infelizmente não conseguiram captar isto. Ficam associado valores cristãos à figura do Aécio, como se este não fosse capaz de aprovar as leis que tanto temor causam aos conservadores. Outros, associam os programas sociais (um mérito indiscutível dos governos do PT), à fé cristã, como se a graça comum, (real causa dos governantes deempenharem sua função como ministros de Deus para a condenação das más obras e louvor das boas), não fosse passível de ser derramada sobre os tucanos. 

A eleição veio confirmar algo interessante, permanece a tendência das pessoas se absterem do segundo turno. Seria isto uma prova de que o povo brasileiro está fortalecendo cada vez mais as suas convicções políticas? Se for este o caso ao menos nesta parcela o medo está sendo vencido. Para todos os efeitos entendo cada vez mais a fala de Cristóvão Buarque quando em artigo para o Jornal O Globo desejou um feliz 2015 aos leitores da coluna [aqui].

Marcelo Medeiros

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

I Tm 2. 1 - 8 e sua aplicação atual



Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.
Para isso fui designado pregador e apóstolo mestre da verdadeira fé aos gentios. Digo-lhes a verdade, não minto. Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões (I Tm 2. 1 - 8 NVI). 
Creio que a ordem paulina de orar pelos que estão em eminência, alcança neste momento crucial da nação brasileira sua maior relevância. Vou explicar. O Brasil está há exatos quatro dias de um pleito eleitoral que decidirá se o PT vai prosseguir com seu projeto de consolidação no poder, ou se teremos alternância no mesmo, e só. Se você sonha com mudança a escolha é a seguinte: ore, e muito, ou então desista. Exagero meu?! Creio que não.

A verdade nua e crua é que quem votar em Aécio, na verdade votará contra o projeto de perpetuação de poder do PT. E quem votar em Dilma, supostamente estará votando na continuidade dos programas sociais, e cosequentemente confirmando sua aversão à política dos tucanos (privatizações, arrocho salarial, e coisas do tipo). Ambas escolhas são demasiadamente difíceis, visto que nenhum dos dois é o nome ideal. Prefiro Marina com seus erros e acertos e Cristóvão Buarque a qualquer um dos dois.

Da minha perspectiva nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições representam o anseio popular de mudança, ou a aspiração cristã de uma sociedade pautada na vida e na piedade. Tanto um quanto o outro podem ser enquadrados na antropologia bíblica que afirma o vazio existencial humano e o pecado (tendência ao mal e à corrupção), como parte integrante da essência humana.

Se o governo do PT foi marcado pela corrupção, é besteira votar no candidato do PSDB, achando que de em um passe de mágica ela irá desaparecer do cenário nacional. Sim, mas é assim que os militantes de Aécio parecem estar vendo. Com isto, os mesmos se esquecem das privatizações à preço de banana, e do mensalão do PSDB, que foi varrido para debaixo do tapete. 


Todavia os últimos debates demonstraram que a população não está preparada para uma nova política, pautada na discussão dos reais problemas de nossa nação. Esta sim, caro leitor, é a essência da democracia. Era isto que há mais de dois mil anos era feito pelos cidadãos atenienses. Eles se reuniam em assembleias com o fim de deliberar a respeito dos problemas da pólis e por meio da discussão propor soluções para mesma. 


A solução? Creio que está na graça comum, da qual tanto falo aqui e na posição do cidadão crente como sal e luz da terra. A graça comum é tratada na Teologia como sendo o meio pelo qual Deus freia a maldade humana, por meio do Estado (que é um ministro de Deus para a condenação das más obras e louvor das boas obras [aqui]), e das leis, que visam frear a pecaminosidade. Creio que somente a graça comum irá ajudar que o candidato eleito supere as mazelas partidárias em prol do bem comum, que a nação deixe a prática salvacionista e se posicione no sentido de cobrar o cumprimento das promessas de campanha. 

Outra questão, crentes precisam orar mesmo e muito para que a cultura política brasileira mude e agir como sal, superando os dilemas de esquerda e direita, uma vez que uma sociedade cristã, ou influenciada pela fé cristã e pelo evangelho, traz elementos de ambos os lados. O exercício cristão da cidadania prima pela equidade social, e também pela liberdade de expressão, por exemplo, algo que não se vê no quadro atual. Daí a necessidade de ser sal e influenciar de fato. 

Forte Abraço em Cristo, Marcelo Medeiros. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Marina Silva e seu Apoio à Aécio



Não me sinto bem nem com Aécio, nem com Dilma, ambos me forçam a escolher entre o projeto de poder de um partido e a continuidade da polarização. Acho ridículas as críticas à atual chefe de estado, como se a corrupção tivesse começado com o governo do PT. Tal como entendo ser digno de riso a apresentação da presidente, como sendo a única forma de perpetuação do legado Lula, como se nada de bom tivesse sido realizado na era FHC. Mesmo sendo Marina até o fim, jamais vi na mesma a tábua de salvação para o Brasil, mas tão somente uma nova forma de se fazer política, por sinal rejeitada por um povo que se mostrou não preparado para tal.

Aécio e Dilma representam uma velha polarização que precisa ser superada. Dura missão epistemológica esta, visto que a imprensa prefere reforçar estereótipos, trazendo para a política a lógica do mais puro estilo BBB e A Fazenda. Daí que nos debates prevaleçam as acusações e jamais a discussão em torno das ideias. Vence quem consegue ser melhor na baixaria, que transmite maior imponência (critério, que ao meu ver fez com que Marina perdesse).

Sendo coerente com sua proposta de uma nova política Marina se define por Aécio, algo que de acordo com uma carta da candidata supra [aqui], reflete a superação de um modo de fazer política que difere da segurança das alianças politicamente viciadas (em outras palavras, teria sido muito fácil para Marina se aliar ao PT, ela poderia [note que eu disse poderia] se sentir em casa). Mas a candidata preferiu outro rumo.

A escolha da mesma por Aécio representa uma decisão alternância de poder. A eleição de Lula é um exemplo citado pela autora. Mesmo diante do indiscutível sucesso de Fernando Henrique Cardoso no que tange á consecução de seu plano de estabilidade econômica, a população entendeu claramente que aquele era o momento de colocar um outro partido à frente do poder. Diante do ocorrido, Lula deu prosseguimento ao plano econômico de FHC, usando do legado do mesmo para colocar em prática seus projetos sociais e de distribuição de renda. 

A despeito do discurso adotado pelo PT, segundo Marina, não há porque pensar que Aécio não vá levar em frente os legados do governo anterior. Outros pontos poderiam ser destacados dentre os quais as propostas, mas paro por aqui visto que o que move as pessoas neste pleito eleitoral é o debate em torno da corrupção do PT, do prosseguimento dos projetos sociais, bem como das conquistas na área social. Independente de quem entrar, resta à Igreja o firme dever de orar para que a nação e os cristãos em si tenham paz e possam viver a vida de conformidade com a piedade. 

Marcelo Medeiros

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Brasil entre a cruz e a espada



Uma matéria do Estadão publicada no facebook [aqui] aponta empate técnico entre Aécio e Dilma, com relativa vantagem numérica do tucano sobre Dilma. Do meu ponto de vista Aécio não é e nem foi alternativa à Dilma, ele seria uma alternância no poder, que inviabilizaria, ou melhor retardaria o processo de cubanização do Brasil, e só. 

As eleições do corrente ano apresentam características bem peculiares. Em meio aos mais variados rumores conspiracionistas, ameaças de retrocesso nos programas sociais, enfim diante da soma de todos os medos o povo brasileiro irá comparecer às urnas no último domingo do corrente mês a fim de decidir entre Dilma e Aécio. 

Aécio soube, e bem, associar a sua imagem à de Fernando Henrique Cardoso, artifício usado no último debate na rede Globo, o que arrancou aplausos dos expectadores presentes. FHC, tem como mérito o fato de haver estabilizado a moeda, o que permitiu que Lula desenvolvesse os programas sociais, que por sua vez viabilizaram o que eu chamaria de pontapé na distribuição de rendas e possíveis correções de mazelas e injustiças sociais. E Dilma? Bem, na ausência de um nome forte do PT, ela pegou carona na herança de FHC e Lula. 

Contudo, não se trata de uma escolha entre a direita e a esquerda, entre o avanço e o retrocesso, entre a volta da inflação e a continuação com os programas sociais, entre o governo dos pobres e o governo dos ricos. Não! A escolha é conforme delineado acima entre a perpetuação do PT no poder, e a interrupção da cadeia de poder. O medo é que ocorra o mesmo que na Venezuela, onde a permanência de Chaves permitiu a emergência de uma ditadura. Algo muito parecido está acontecendo aqui, basta ver o ocorrido com Levi Fidélix [aqui]. 

Forte abraço Marcelo Medeiros. 

domingo, 28 de setembro de 2014

A Igreja Precisa de Apoio Político Para Sobreviver?



Reconheço que a questão que me proponho a tratar é nevrálgica, mas pontual, visto que estamos às vésperas de eleições, e é neste momento que as Igrejas são invadidas pelas hordas de candidatos e mais candidatos oferecendo apoio político e se colocando como defensores vitais da fé e dos valores cristãos. De imediato quero pontuar que tenho pastores que são amigos meus e que apoiam políticos, e os levam em suas Igrejas. Meu problema não é com o exercício legal do direito de votar e ser votado, mas com a cultura errônea de que a Igreja depende essencialmente de apoio político para viver. 

É mais que verdade que no mundo atual ser influente é fundamental, e que viver sem conhecimento político é difícil, mas não é impossível, isto se aplica tanto na esfera pessoal, quanto na eclesiástica. Então votar para garantir direitos políticos privilegiados para cristãos não se justifica, de forma alguma, ainda mais quando se trata de cristãos, grupo do qual faço parte, cuja essência consiste na dependência absoluta de Deus. Afinal, isto é ser crente. 

Essencial para a Igreja é a prática da oração associada à leitura meditação da Bíblia. São estes fatores que garantirão vitória à Igreja em um ambiente hostil, tal como o que vai se instaurar no mundo nos momentos finais da Igreja aqui na terra. Creio ser desnecessário dizer que são justamente estas as atividades mais abandonadas. E o que dizer dos mais de quarenta milhões e evangélicos que não influenciam a nação? 

É justamente isto que me faz orar a Deus para que ocorra um avivamento no Brasil, do qual advenham como frutos a emergência de crentes que estejam dispostos a exercer a sua cidadania de modo digno e condizente com o Evangelho, que não façam de seus encargos eclesiásticos plataforma para projeção midiática e política, mas que através de um projeto político consistente o suficiente para atrair os de fora, ajam como sal em um ambiente tão pútrido quanto o político. 

Que Deus levante homens que julguem e pelejem pela causa da justiça, cujos valores pessoais, mais do que o discurso subverta a ordem reinante, cujo comportamento vá na contramão da cultura de corrupção que se estabeleceu na nação, que se encontra adoecida com tamanhos pecados, homens cuja percepção vá além da polarização entre esquerda e direita, capitalismo e socialismo, que de  fato entendam que o pecado é a raiz dos problemas, e que somente a vivência de um cristianismo genuíno pode remediar tal situação. 

Sem mais palavra, em Cristo, Marcelo Medeiros. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dilma Entrevistada Pelo Jornal Nacional



Como era de se esperar a série de entrevistas com candidatos à Presidência da República exibida pelo Jornal Nacional, trouxe no dia de ontem uma entrevista com a candidata Dilma Rousseff. Conforme pontuado na blogosfera e nas demais mídias a teleconferência foi marcada pela agressividade dos entrevistadores (Willian Bonner e Patrícia Poeta), e pelas respostas evasivas da candidata, conforme visto na resposta que a mesma dá para os problemas de corrupção, saúde, e economia (aqui). 

O calcanhar de Aquiles da candidata em apreço é, sem dúvida, a explosão de escândalos no seu governo e uma ausência de melhorias significativas na saúde e demais serviços, tudo isto, associado aos doze anos de governo do PT. Este nada mais nada menos é do que a continuidade do que já vinha sendo feito no Brasil, o que aponta para a necessidade da construção de novos caminhos, que por sua vez viabilizem e tragam a tão sonhada mudança política. 

Conforme já expressei aqui, não demonizo Dilma, nem o PT a corrupção vista no seu governo é produto da natureza humana, que uma vez de posse do poder o usa em benefício próprio e da ausência de mecanismos legais que travem esta mesma corrupção. Entendo que a volta do PSDB é um mal desnecessário, mas a construção de uma alternativa ao que se vê por aí é mais que urgente e, ao meu ver, após a morte de Eduardo Campos, Marina Silva se tornou o maior símbolo desta alternativa. 

Forte Abraço, Marcelo Medeiros

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A Morte de Eduardo Campos



Como disse, e com muita propriedade, Eliseu em seu blog, o inacreditável se confirmou, a morte de Eduardo Henrique Accioly Campos, de 49 anos, era economista, ex-governador de Pernambuco, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSC), e candidato à presidência da República pelo mesmo partido (aqui). Os detalhes você pode conferir no link que postei. 

Meu post se presta a lamentar e deixar as condolências à família do político por tão irreparável perda. E, em tempo apontar que a privação não se resume à esfera familiar, mas a toda uma legião de fãs (admiradores do candidato) e eleitores que se veem privados de uma alternativa à viciosa polarização entre PT e PSDB. Agora resta aos mesmos Marina, e a esperança de que não se repita com ela o mesmo episódio da reprovação do registro de seu partido. 

Uma lição a ser tirada é a imprevisibilidade da vida. O homem pode até fazer planos, mas a resposta de lábios vem de Deus (Pv 16. 1, 2). À longo prazo Eduardo Campos seria um candidato forte de uma nação que quem sabe, fosse bem mais amadurecida politicamente, mas as expectativas foram duramente frustradas. Agora é pedir a Deus a graça para que ele nos dê outros eduardos, e a sabedoria para que o povo possa reconhecer Eduardos. Quanto a Marina, sucesso em sua caminhada. 

Marcelo Medeiros, com muita dor no coração. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Fora PT?!?!?!?!?!


Ao longo dos dois últimos anos tenho visto um estranho surto de cidadania no país. Claro que na minha opinião o que vem acontecendo é infinitamente melhor do que a antiga inercia política. Mas alto lá! De nada adianta substituir o mensalão do PT pelo do PSDB. O que quero dizer é que são farinha do mesmo saco! É preciso que se substitua a descrença pela crença ousada de que algo novo pode ser feito no cenário politico. O cartaz acima traz uma mensagem bem clara. No atual momento é preciso que o povo, devidamente representado, repita o que ocorreu nas diretas já, sendo que com vistas discutir um programa de governo para o nosso país. Do contrário, teremos um infeliz retorno ao que já está e apenas com uma sigla diferente.
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