Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador O crente e a política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O crente e a política. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Debate Entre Presidenciáveis



Assisti o show de baixaria que foi o último debate entre presidenciáveis antes do processo eletivo do corrente ano. Houve de tudo, menos apresentação de propostas. Mas minha opinião a respeito de tal situação não se esgota aqui. Um primeiro fator a ser considerado é a incrível coincidência na escolha do tema (feita por sorteio garantiu o moço de fala polida), mas que, por exemplo colocou Luciana Genro em aberto confronto com Levy Fidélix em duas ocasiões, pelo menos. 

O confronto entre Eduardo Jorge e Levy Fidélix, foi, ao meu ver uma revanche. O assunto da homofobia foi novamente explorado, e a tentativa de marcar o candidato supra com o estigma da mesma ficou clara. ficou nítido que a emissora que promoveu o último debate investiu na polarização entre Dilma e Aécio. Proposital, ou não, e isto não vem o caso, há que se destacar que a configuração do debate ajudou na criação de um clima favorável ao confronto e desfavorável à apresentação de propostas. 

Outro fator irritante foi a acusação mútua de corrupção, praticamente feita por todos e a todos os candidatos. Foi como se entrada da Luciana Genro, ou do Eduardo Jorge fosse capaz de mudar o quadro. Falo isto porque embora deteste corrupção, reconheço que ela faz parte da constituição humana. Aqui me referendo a Hobbes, para quem o homem é o lobo do homem, e sempre que tiver oportunidade usará de um cargo público, ou do poder em benefício próprio sim. A saída conforme pontuou um dos presidenciáveis é a criação de mecanismos (que seriam totalmente desnecessários, caso a natureza humana não fosse corrupta) que inibam a mesma.

Mas a minha percepção mais pontual é que a emissora foi coerente com sua proposta. Sim! E não torça a cara. Não dá para esperar nada melhor de uma emissora que faz de um reality show como o Big Brother o seu carro chefe das programações. A maioria dos eleitores possuem a lógica do mesmo e julgam os candidatos com o mesmo critério que julgam os confinados, o resultado é um debate ruim, com abundantes ataques pessoais, baixíssima argumentação, e rala exposição de propostas. 

Descreio que tal debate possa melhorar sem que se façam melhorias pontuais na educação. Enquanto a grande massa se ocupar com programas exibidos na TV, cujo conteúdo é aparentemente afirmativo, e isto tiver maior peso do que a educação formal, no processo educativo, vai ser assim mesmo, e os candidatos sabem disto quando vão lá para debater, e jogam ao gosto do freguês. 

Forte Abraço, Marcelo Medeiros. 

domingo, 28 de setembro de 2014

A Igreja Precisa de Apoio Político Para Sobreviver?



Reconheço que a questão que me proponho a tratar é nevrálgica, mas pontual, visto que estamos às vésperas de eleições, e é neste momento que as Igrejas são invadidas pelas hordas de candidatos e mais candidatos oferecendo apoio político e se colocando como defensores vitais da fé e dos valores cristãos. De imediato quero pontuar que tenho pastores que são amigos meus e que apoiam políticos, e os levam em suas Igrejas. Meu problema não é com o exercício legal do direito de votar e ser votado, mas com a cultura errônea de que a Igreja depende essencialmente de apoio político para viver. 

É mais que verdade que no mundo atual ser influente é fundamental, e que viver sem conhecimento político é difícil, mas não é impossível, isto se aplica tanto na esfera pessoal, quanto na eclesiástica. Então votar para garantir direitos políticos privilegiados para cristãos não se justifica, de forma alguma, ainda mais quando se trata de cristãos, grupo do qual faço parte, cuja essência consiste na dependência absoluta de Deus. Afinal, isto é ser crente. 

Essencial para a Igreja é a prática da oração associada à leitura meditação da Bíblia. São estes fatores que garantirão vitória à Igreja em um ambiente hostil, tal como o que vai se instaurar no mundo nos momentos finais da Igreja aqui na terra. Creio ser desnecessário dizer que são justamente estas as atividades mais abandonadas. E o que dizer dos mais de quarenta milhões e evangélicos que não influenciam a nação? 

É justamente isto que me faz orar a Deus para que ocorra um avivamento no Brasil, do qual advenham como frutos a emergência de crentes que estejam dispostos a exercer a sua cidadania de modo digno e condizente com o Evangelho, que não façam de seus encargos eclesiásticos plataforma para projeção midiática e política, mas que através de um projeto político consistente o suficiente para atrair os de fora, ajam como sal em um ambiente tão pútrido quanto o político. 

Que Deus levante homens que julguem e pelejem pela causa da justiça, cujos valores pessoais, mais do que o discurso subverta a ordem reinante, cujo comportamento vá na contramão da cultura de corrupção que se estabeleceu na nação, que se encontra adoecida com tamanhos pecados, homens cuja percepção vá além da polarização entre esquerda e direita, capitalismo e socialismo, que de  fato entendam que o pecado é a raiz dos problemas, e que somente a vivência de um cristianismo genuíno pode remediar tal situação. 

Sem mais palavra, em Cristo, Marcelo Medeiros. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Créditos!

Por favor, respeite os direitos autorais e a propriedade intelectual (Lei nº 9.610/1998). Você pode copiar os textos para publicação/reprodução e outros, mas sempre que o fizer, façam constar no final de sua publicação, a minha autoria ou das pessoas que cito aqui.

Algumas postagens do "Paidéia" trazem imagens de fontes externas como o Google Imagens e de outros blog´s.

Se alguma for de sua autoria e não foram dados os devidos créditos, perdoe-me e me avise (blogdoprmedeiros@gmail.com) para que possa fazê-lo. E não se esqueça de, também, creditar ao meu blog as imagens que forem de minha autoria.