Uma matéria do Estadão publicada no facebook [aqui] aponta empate técnico entre Aécio e Dilma, com relativa vantagem numérica do tucano sobre Dilma. Do meu ponto de vista Aécio não é e nem foi alternativa à Dilma, ele seria uma alternância no poder, que inviabilizaria, ou melhor retardaria o processo de cubanização do Brasil, e só.
As eleições do corrente ano apresentam características bem peculiares. Em meio aos mais variados rumores conspiracionistas, ameaças de retrocesso nos programas sociais, enfim diante da soma de todos os medos o povo brasileiro irá comparecer às urnas no último domingo do corrente mês a fim de decidir entre Dilma e Aécio.
Aécio soube, e bem, associar a sua imagem à de Fernando Henrique Cardoso, artifício usado no último debate na rede Globo, o que arrancou aplausos dos expectadores presentes. FHC, tem como mérito o fato de haver estabilizado a moeda, o que permitiu que Lula desenvolvesse os programas sociais, que por sua vez viabilizaram o que eu chamaria de pontapé na distribuição de rendas e possíveis correções de mazelas e injustiças sociais. E Dilma? Bem, na ausência de um nome forte do PT, ela pegou carona na herança de FHC e Lula.
Contudo, não se trata de uma escolha entre a direita e a esquerda, entre o avanço e o retrocesso, entre a volta da inflação e a continuação com os programas sociais, entre o governo dos pobres e o governo dos ricos. Não! A escolha é conforme delineado acima entre a perpetuação do PT no poder, e a interrupção da cadeia de poder. O medo é que ocorra o mesmo que na Venezuela, onde a permanência de Chaves permitiu a emergência de uma ditadura. Algo muito parecido está acontecendo aqui, basta ver o ocorrido com Levi Fidélix [aqui].
Forte abraço Marcelo Medeiros.
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