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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Silas Malafaia mal na fita

Escrevo este posto preocupado com os últimos acontecimentos. A JMJ, a visita do Papa, a rejeição por parte deste em entrar no jogo politico arquitetado por Dilma e cia, e o modo como os evangélicos, digo a liderança evangélica, dentre os quais destacamos o Pr Silas Malafaia, tem reagido a todos estes acontecimentos.
Por duas vezes usei este espaço para, honestamente defender Silas Malafaia. Na primeira, em razão da entrevista que o mesmo concedeu à Marília Gabriela, o que por sinal lhe rendeu automaticamente as críticas de um biólogo brasileiro que faz doutorado em genética em uma universidade inglesa. Na segunda ocasião, em uma questiúncula entre ele e o conselho federal de psicologia. Em ambos os casos minha opinião foi expressa por meio de postagens.
Minha honesta preocupação com o líder em apreço se dá em função dos desdobramentos dos eventos ocorridos na semana passada em nosso estado. Ao que parece, a Igreja católica e, de tabela o protestantismo, junto com as denominações que ramificam do mesmo, respiraram novos ares com a visita de um papa que reúne carisma, forte intelectualidade, espirito missionário, e uma simplicidade que simplesmente conquistou a mídia e a população em si. Fato que recebo com grande alegria, visto que espero que esta renovação católica traga algum tipo de redirecionamento e senso de responsabilidade aos evangélicos. Sem contar que na missão de evangelizar é mais fácil o caminho do dialogo do que o da apologética. É melhor dialogar com jovens católicos a partir de algo em comum, do que com pessoas secularizadas.
Na sua entrevista ao fantástico (entrevista que ainda pretendo analisar aqui neste espaço), ele demonstrou saber o que está fazendo. Daí a clara opção deste por maior proximidade com o povo, uma vez que na sua compreensão a Igreja é a mãe, e uma mãe não pode resumir seu relacionamento com os seus filhos a documentos e cartas. ´
A reação de Silas Malafaia ao espaço que o catolicismo tem tido na mídia não foi nada, nada agradável. Sei que a reação dos mesmo foi contra o caráter tendencioso da mídia, que ressalta as qualidades de um papa, mas não hesita em denegrir os evangélicos. Sem contar que muito do discurso do Pontífice romano é, na verdade, discurso protestante, mas nem a mídia se interessa em demonstrar este aspecto histórico, nem o povo se interessa em ler e em se informar. Resultado? Os discursos de Francisco ganham ares de novidade, ainda que não o sejam. 
O pior de todos os cuidados que há de se tomar é o de que não haja aquele velho clima de Papa humilde versus Pastores opulentos e arrogantes. E mais o vídeo que rola nas redes sociais onde Malafaia aparece defendendo pastores que cometem as maiores atrocidades é uma blasfêmia ao Evangelho de Cristo, uma contradição na boca de quem tem lutado pela liberdade de expressão e uma flagrante má interpretação de um texto bíblico que na verdade fala não dos pastores atuais, mas dos patriarcas.
Me despeço aqui rogando aos leitores do blog, e do presente post que orem pelas igrejas evangélicas, orem por nosso pastores, para que Deus lhes dê a sabedoria necessária para aproveitarem bem este momento de avivamento católico para um maior diálogo com os mesmos e que desde advenha um progresso da palavra de Deus. Não é hora de pensar em rivalidade, em revanchismo, mas em Reino de Deus, em conversa franca e aberta, em discussão teológica. Afinal,

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Padre Paulo Ricardo e suas falácias


Tenho de começar esclarecendo que nada tenho contra quem quer que seja, católico, protestante, evangelicalista, espírita, etc.... . Minha proposta de pregação do Evangelho se amolda à teologia de John Stott, logo, tenho extrema predisposição ao diálogo. Mas o que vi no vídeo com o referido Padre, foi demais. Logo em um momento, no qual o sumo pontífice romano se apresenta como um dos mais carismáticos de todos os papas e com abertura ao diálogo, ele me surge com a infeliz ideia de criticar os protestantes e logo no aspecto em que eles acertam.
A Bíblia, livro sagrado comum a protestantes e evangélicos afirma que há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, e ele é Cristo (I Tm 2. 5), que os mortos nada sabem nem podem fazer pelos vivos (Ec 9. 1, 2; Is 8. 19), logo se há uma ajuda esta é a dos santos vivos, que exortam, consolam, admoestam e fortalecem uns aos outros na fé (Fp 2. 1 - 4). Logo, Maria nada de especial tem a fim de que se confira a mesma o status de medianeira, uma vez que a Bíblia diz que é por Cristo que temos acesso ao Pai, em um espírito (Ef 2. 18 - 22).
Se como cristãos bíblicos somos orgulhosos, mal do qual toda humanidade sofre, estamos em companhia de Paulo que fez tais afirmações e juntos com os demais apóstolos nos deixou o legado escriturístico que nos permite pensar da maneira que pensamos. Padre Paulo Ricardo você comete duas incoerências.
A primeira de acertadamente reconhecer que é orgulhoso e assim o sendo pode pertencer a uma religião humilde. Na verdade nem você, nem sua religião o são, visto que pretendem se igualar a Cristo. A segunda consiste em desrespeitar o texto bíblico de forma flagrante a fim de enquadrar na Bíblia a sua teologia da igreja. Sim, você afirma que o Cristo que é mediador entre Deus e os homens é o Cristo total, e inclui com isto a Igreja. O que você esquece de perceber, sob os aplausos dos seus fãs é que nem a Igreja protestante, nem a católica se entregaram como preço para redenção dos nossos pecados conforme lemos (I Tm 2. 6). 
A respeito da intercessão dos santos a gente fala depois, mas quero dizer que quando Jesus se manifestou a Paulo, então Saulo, no caminho de Damasco, identificando-se com os seus santos e como sendo um com eles, ele estava falando é claro dos santos vivos, afinal, Paulo se dirige aos crentes por meio deste nome, santos. Santos que são gerados por meio da viva palavra de Deus (Tg 1. 18; I Pd 1. 22, 23), ao invés de o serem por Maria como você insistentemente afirma. Um abraço que fraterno em Cristo.
 
 
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