Tenho percebido o quanto tem sido comum levantar bandeiras deste, ou daqueles líderes, independente dos erros comprometedores dos mesmos (tipo falácia exegética, heresia, adulteração da mensagem bíblica, entre outros), e tudo motivado pela simpatia pessoal. Gostaria de agradecer a estes fervorosos crentes, porque os tenho como um dom para mim. Eles me dão matéria para escrever. Assim, resolvi entrar nesta onda também. Mas minha defesa vai para Paulo, o apostolo, ou Paulão, para os íntimos.
Não importa o quanto ele seria considerado inadequado para a época atual. Sim, sou forçado a admitir, que um homem que amaldiçoou quaisquer pregadores que não pregassem o Evangelho conforme ele havia recebido de Deus seria taxado em nossos dias de fundamentalista, extremista, e coisas do tipo. Em uma época de frouxidão moral, a exclusão daquele pobre jovem que no ímpeto e arroubo de sua juventude copulou com a madrasta seria visto como o ápice do moralismo (quem sabe ele não seria chamado de legalista?).
Em tempos de relativismo doutrinário seu apego às Escrituras seria no mínimo indigesto. Ele não foi e nem seria complacente com quem distorce suas palavras no tempo presente, e creio que teria o apoio de Pedro, como teve naquela época. Ele não seria corporativista com os pastores atuais. Não foi com Pedro, a quem reconheceu como apostolo da circuncisão! Seria com os pastores atuais? Não, com certeza se ele ousasse chamar a atenção de um líder atual, da mesma forma que o fez com Cefas, seria taxado como rebelde, subversivo e coisas do gênero. A independência dele em relação aos doze apóstolos não seria bem vista.
Mas sou mais Paulo, afinal, ninguém sofreu o que ele sofreu (depois de Cristo, é claro), ninguém produziu o que ele produziu, ninguém promoveu tanto o avanço do evangelho, quanto ele, e depois de Cristo é o maior legado da fé Cristã com as suas treze cartas, que ainda hoje servem de fonte de reflexão. Caso ache pouco, considere os recursos materiais escassos da época, e as constantes oposições sofridas por ele.
Paulo tem a seu favor, o fato de não ser bem falado, mas mesmo assim, nunca ter recorrido ao expediente de ungido do Senhor, para lhe garantir alguma imunidade espiritual. Não! Ele apresentou o seu exemplo e testemunho de vida, e só. Os místicos da época afirmavam que a despeito da gravidade de suas cartas, sua palavra era fraca e desprezível, mas ele apenas reafirmou que pela graça de Cristo trabalhou mais do que todos os demais apóstolos.
Daí que falem o que quiserem, mais exalto e glorifico a Cristo Jesus, pela vida de Paulo, que cumpriu com a vocação que Deus lhe deu, e com isto fez com que o Evangelho saísse das fronteiras da palestina e da Ásia, chegando a Europa. E isto, sem facebook, sem um suporte midiático como este blog, que você está lendo, sem o fã clube que muitos pastores da atualidade possuem, sem salario, sem nada do que possuímos hoje, e pode dizer como ninguém, que não andava por aí adulterando a palavra de Deus.
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.
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