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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Lição da EBD n° 6: A Fidelidade dos obreiros do Senhor


Nas últimas três lições estudamos a respeito do comportamentos dos salvos em Cristo, do modelo que este é para nós, e das virtudes que os salvos podem desenvolver por meio da graça de Deus. Nesta lição estudaremos a respeito da Fidelidade dos obreiros do Senhor. O termo fidelidade é definido como: uma semelhança que se guarda entre dois objetos, dois documentos, entre aquilo que é original, e o que é a cópia. Também temos o termo probidade, cujo sentido é o mesmo que honestidade, integridade; retidão de caráter. Estas são qualidades que devem estar em todos os cristãos e ainda mais nos obreiros do Senhor, e estaremos estudando a respeito das mesmas.
 
I) A preocupação de Paulo com a Igreja
 
É visível em sua vida de oração dedicada ao progresso dos crentes de Filipo. Ele ora da seguinte forma: Esta é a minha oração: que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção,  para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo,  cheios do fruto da justiça, fruto que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus (Fp 1. 9 - 11 NVI). 
No seu discurso aos anciãos de Éfeso ele disse que em nada tinha a sua vida como preciosa, mas que estava disposto a oferecer a sua vida como selo do testemunho (At 20. 24), mas pensando no progresso dos irmãos de Filipo, ele afirma: Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor;  contudo, é mais necessário, por causa de vocês, que eu permaneça no corpo.  Convencido disso, sei que vou permanecer e continuar com todos vocês, para o seu progresso e alegria na fé, a fim de que, pela minha presença, outra vez a exultação de vocês em Cristo Jesus transborde por minha causa (Fp 1. 23 - 26 NVI). 
Pessoalmente o apostolo sabe que Cristo será engrandecido por meio de sua visa, ou da sua morte (Fp 1. 20). Mas espera permanecer com os irmãos de Filipo a fim de poder contribuir mais com o progresso e com a causa do Evangelho. E isto, o faz movido por um profundo sentimento que nutre pelos crentes. Ele mesmo afirma: É justo que eu assim me sinta a respeito de todos vocês, uma vez que os tenho em meu coração, pois, quer nas correntes que me prendem quer defendendo e confirmando o evangelho, todos vocês participam comigo da graça de Deus (Fp 1. 7 NVI).
Este vínculo emocional é comum em quase todas as comunidades pelas quais Paulo passou. aos crentes de Corinto ele disse: Assim, de boa vontade, por amor de vocês, gastarei tudo o que tenho e também me desgastarei pessoalmente. Visto que os amo tanto, devo ser menos amado? (II Co 12. 15NVI). Com esta fala o apóstolo em questão está dizendo que sua disposição maior para com os fieis é a de investir neles. Aos crentes de Tessalônica ele disse: Embora, como apóstolos de Cristo, pudéssemos ter sido um peso, tornamo-nos bondosos entre vocês, como uma mãe que cuida dos próprios filhos.  Sentindo, assim, tanta afeição por vocês, decidimos dar-lhes não somente o evangelho de Deus, mas também a nossa própria vida, porque vocês se tornaram muito amados por nós (I Ts 2. 7, 8 NVI).
Nem suas cadeias fazem com que ele ceda à comiseração e a auto piedade. Pelo contrario, revestido de autoridade ele afirma aos irmãos de Filipo que suas prisões contribuíram para a causa do Evangelho de Cristo. Nem mesmo a oposição dos que pregam o Evangelho motivados por emulação o faz recuar (Fp 1. 12 - 18).
NÃO HÁ COMO NEGAR! AQUI TEMOS O PERFIL DE UM OBREIRO EXEMPLAR! Todavia um líder que se preze tem como uma das principais preocupações o preparo de uma geração de sucessores (assunto do qual trataremos mais detalhadamente nas linhas abaixo). Nas cartas do apóstolo aparecem dois nomes, o de Timóteo e o de Tito.
 
II) Timóteo e Epafrodito, dois exemplos de obreiros
 
Existem dois obreiros em que Paulo investiu, e recomendou como seus sucessores. sabedor que os dias finais seriam difíceis (II Tm 3. 1), que os homens seriam tendenciosamente voltados para toda forma de apostasia (II Tm 3. 8 - 12; 4. 2, 3), ele recomendou que se tivesse cuidado com os lobos que após a sua partida invadiram o arraial dos santos (At 20. 29ss).
Assim, um cuidado constante que vemos em Paulo é o de recomendar poucos obreiros. Na verdade ele somente recomenda aqueles em quem ele vê, o mesmo sentimento e a mesma preocupação para com o rebanho de Deus. Ao longo de boa parte das cartas de Paulo, dois nomes sobressaem o de Timóteo, e o de Tito.
O primeiro, conforme dito no post inaugural desta serie, é um jovem filho de pai grego e mãe judia que Paulo conheceu em Listra (At 16. 2). Mais tarde ele é chamado por Paulo de meu verdadeiro filho na fé em Cristo Jesus (I Tm 1. 2). O mesmo é dito de Tito, a respeito de quem, pouca informação temos (Tt 1. 4).
Retornando à pessoa de Timóteo, Lucas o descreve em sua narrativa como um μαθητης (mathetees), expressão cujo sentido é discípulo (At 16. 2). Ser discípulo é muito mais do que ser um mero aluno. Este é apenas alguém que aprende de outro, aquele é o que segue as ideias (adotando a doutrina como parâmetro), e imita os exemplos do seu mestre.
É a respeito deste que Paulo fala: Não tenho ninguém como ele, que tenha interesse sincero pelo bem-estar de vocês (Fp 2. 20 NVI). Em nossas versões mais empregadas, este mesmo texto é traduzido da seguinte forma: Porque a ninguém tenho de igual sentimento. O mesmo sentimento aqui é a tradução para ισοψυχον (isopsichon), de ισο (igual) + ψυχον (alma), indicando afinidade de pensamento e sentimento. A preocupação pelo bem estar alheio era tal que o autor a descreve por meio do termo μεριμνησει (merimneesei), o mesmo que descreve a ansiedade. A descrição do apóstolo é indicador de que ninguém absorveu seus ensinos como Timóteo o fez, e isto a ponto de seguir o seu exemplo de desprendimento, abnegação e interesse sincero pelo bem estar de outro.
Escrevendo aos irmãos de Corinto Paulo recomenda à Timóteo nos seguintes termos: Se Timóteo for, tomem providências para que ele não tenha nada que temer enquanto estiver com vocês, pois ele trabalha na obra do Senhor, assim como eu (I Co 16. 10 NVI). O que Paulo está dizendo aqui é, que se há algum obreiro que mereça o prestigio e apreço da comunidade como legitimo sucessor dele, este é Timóteo.
Mas por que apenas Timóteo? A resposta é: todos buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo (Fp 2. 21 NVI). Em outras palavras: nem todos estão dispostos a seguirem o exemplo de Cristo, que assumiu uma condição inferior por amor a nós. Não se quer com isto dizer que Paulo não tenha investido em outros obreiros, mas que, a despeito de tal investimento, ele sucessivamente fora abandonado por estes. Um exemplo é o caso de Fígelo e Hermógenes (II Tm 1. 15), e Demas (II Tm 4. 10).
O testemunho de Paulo a respeito do jovem pastor Timóteo é este: vocês sabem que Timóteo foi aprovado, porque serviu comigo no trabalho do evangelho como um filho ao lado de seu pai (Fp 2. 22). A expressão aprovado indica alguém que passou em um exame, ou numa série de provas com fins de avaliação e alcançou êxito no processo. A expressão δοκιμην (dokimen), é traduzida como experiência em Rm 5. 4, nas versões Almeida Corrigida e Atualizada, como caráter aprovado, na NVI, ou virtude comprovada na Bíblia de Jerusalém.
Além de um caráter comprovado, Timóteo εδουλευσεν εις το ευαγγελιον (serviu ao Evangelho) como companheiro de Paulo, e com uma fidelidade tamanha que o relacionamento dos dois foi comparado pelo próprio apóstolo como o de um pai para com o seu filho. Da minha perspectiva, o serviço do Evangelho criou este vínculo.
A respeito de Epafrodito, pouco é dito sobre ele. O que sabemos é que foi um irmão da comunidade que fora enviado pelos irmãos com uma oferta a fim de suprir as necessidades de Paulo em suas cadeias (Fp 4. 18). Ao que parece este mesmo irmão adoeceu no meio do caminho, mas foi amparado (possivelmente pelo próprio Paulo, na casa em que estava preso), e agora está sendo mandado de volta (Fp 2. 25 - 28).
A respeito do mesmo é dito: meu irmão, cooperador e companheiro de lutas, (αδελφον και συνεργον και συστρατιωτην [adelphói kai sineergon kai systratiooteen]). a expressão irmão indica mais do que mero laço consanguíneo, indica vínculo fraternal que foi demonstrado no serviço da fé feito pelo obreiro em apreço. O termo cooperador indica alguém que ajuda outro em suas funções. Mais do que isto,  συνεργον (synergon) é a palavra que dá origem ao vocábulo sinergia, que se pode entender como sendo o concurso de diversos órgãos na realização de uma função. Se Paulo pode pregar o Evangelho, ele o faz porque dispõe de pessoas como Timóteo e Epafrodito para o desempenho de suas funções.

Conclusão

Minha breve conclusão é de que tal como a comunidade o obreiro tem de se espelhar no exemplo de Cristo para servir melhor à causa do Evangelho. É neste aspecto que vemos se um obreiro é, ou não fiel no sentido da palavra. Minha oração é de que Deus levante nesta última ora obreiros com o perfil de Paulo, Timóteo e Epafrodito sim, e que estes tenham o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. Amem.

Pr Marcelo Medeiros.

 

sábado, 3 de agosto de 2013

No dia que se chama hoje

 
Hoje, três de Agosto de dois mil e treze, faço meu trinta e nove anos. São quase quatro décadas, e como passou rápido. Me lembro de quando ainda tinha os meus dezoito anos. Naquela época minha vida era puro sonho e expectativa, queria ganhar o mundo inteiro, e acreditava que poderia fazer isto sem perder a alma, uma vez que tinha entregue minha vida a Deus.
Na verdade, se considerarmos que Deus estabeleceu um numero de anos aos homens, veremos que os trinta e nove não são meus. Meu coração ferve com a gratidão de quem, a despeito de toda adversidade com que teve de lidar ao longo de uma vida pobre de recursos, experimentou, e tem experimentado sim o bem do Senhor na terra dos viventes.
Digo isto, porque tenho o que nem o dinheiro, e nem a engenhosidade humana podem dar. A família, o sorriso ingênuo de dois maravilhosos filhos, o apreço de quem me vê como herói, quando muitas vezes o mundo me vê de forma pejorativa, e o mais importante a companheira que me ajudou a construir tudo isto e cujo sorriso ilumina os meus mais tenebrosos dias.
Isto faz com que o meu coração se encha de gratidão a Deus pelo que Ele fez por mim. Parafraseando a canção de Marcos Valle, hoje é um novo tempo, de um novo dia já começou..... . Se é um novo tempo, é tempo de agradecer, por este motivo compartilho com vocês a canção É preciso agradecer, interpretada pelo Grupo Prisma Brasil. Cujo link segue abaixo

http://www.youtube.com/watch?v=v37iSFLI0aM

Em Cristo Pr Marcelo Medeiros.

 


 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Silas Malafaia mal na fita

Escrevo este posto preocupado com os últimos acontecimentos. A JMJ, a visita do Papa, a rejeição por parte deste em entrar no jogo politico arquitetado por Dilma e cia, e o modo como os evangélicos, digo a liderança evangélica, dentre os quais destacamos o Pr Silas Malafaia, tem reagido a todos estes acontecimentos.
Por duas vezes usei este espaço para, honestamente defender Silas Malafaia. Na primeira, em razão da entrevista que o mesmo concedeu à Marília Gabriela, o que por sinal lhe rendeu automaticamente as críticas de um biólogo brasileiro que faz doutorado em genética em uma universidade inglesa. Na segunda ocasião, em uma questiúncula entre ele e o conselho federal de psicologia. Em ambos os casos minha opinião foi expressa por meio de postagens.
Minha honesta preocupação com o líder em apreço se dá em função dos desdobramentos dos eventos ocorridos na semana passada em nosso estado. Ao que parece, a Igreja católica e, de tabela o protestantismo, junto com as denominações que ramificam do mesmo, respiraram novos ares com a visita de um papa que reúne carisma, forte intelectualidade, espirito missionário, e uma simplicidade que simplesmente conquistou a mídia e a população em si. Fato que recebo com grande alegria, visto que espero que esta renovação católica traga algum tipo de redirecionamento e senso de responsabilidade aos evangélicos. Sem contar que na missão de evangelizar é mais fácil o caminho do dialogo do que o da apologética. É melhor dialogar com jovens católicos a partir de algo em comum, do que com pessoas secularizadas.
Na sua entrevista ao fantástico (entrevista que ainda pretendo analisar aqui neste espaço), ele demonstrou saber o que está fazendo. Daí a clara opção deste por maior proximidade com o povo, uma vez que na sua compreensão a Igreja é a mãe, e uma mãe não pode resumir seu relacionamento com os seus filhos a documentos e cartas. ´
A reação de Silas Malafaia ao espaço que o catolicismo tem tido na mídia não foi nada, nada agradável. Sei que a reação dos mesmo foi contra o caráter tendencioso da mídia, que ressalta as qualidades de um papa, mas não hesita em denegrir os evangélicos. Sem contar que muito do discurso do Pontífice romano é, na verdade, discurso protestante, mas nem a mídia se interessa em demonstrar este aspecto histórico, nem o povo se interessa em ler e em se informar. Resultado? Os discursos de Francisco ganham ares de novidade, ainda que não o sejam. 
O pior de todos os cuidados que há de se tomar é o de que não haja aquele velho clima de Papa humilde versus Pastores opulentos e arrogantes. E mais o vídeo que rola nas redes sociais onde Malafaia aparece defendendo pastores que cometem as maiores atrocidades é uma blasfêmia ao Evangelho de Cristo, uma contradição na boca de quem tem lutado pela liberdade de expressão e uma flagrante má interpretação de um texto bíblico que na verdade fala não dos pastores atuais, mas dos patriarcas.
Me despeço aqui rogando aos leitores do blog, e do presente post que orem pelas igrejas evangélicas, orem por nosso pastores, para que Deus lhes dê a sabedoria necessária para aproveitarem bem este momento de avivamento católico para um maior diálogo com os mesmos e que desde advenha um progresso da palavra de Deus. Não é hora de pensar em rivalidade, em revanchismo, mas em Reino de Deus, em conversa franca e aberta, em discussão teológica. Afinal,
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