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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Do Charlie ao beijaço gay em público



Recentemente o mundo foi abalado pelo atentado sofrido por cartunistas de um conhecido jornal, o Charlie Hebdo. Desde já pretendo deixar claro que não é sobre isto que pretendo dissertar aqui. Duas semanas após, as redes sociais, são inundadas com a seguinte notícia: duas ativistas gays, que foram presas em uma reunião religiosa, por lá resolverem protestar contra o Deputado Federal e Pastor Marco Feliciano, decidiram entrar na justiça contra o mesmo, por "danos morais", e estão pedindo uma indenização considerável.  

Mas o que há de comum entre os dois eventos? Minha proposta é fazer uma breve ligação entre os mesmos, mas para exemplificar, postarei abaixo uma charge do Charlie Hebdo, que creio será bem ilustrativa, a despeito do caráter ofensivo. 



Como o leitor deve de ter intuído, a charge é ofensiva, e se somada ao beijaço gay, provocativo, aponta para a mais nova tendência do momento, a de ofender cristãos (aqui você pode ver a análise de Rachel Sheherazard sobre o fato), e no caso do Charlie, toda e qualquer religião; e ainda se acharem no exercício dos seus respectivos direitos. 

Cada vez mais a liberdade de expressão tem sido confundida com o direito de ofender. Pasme, mas é isto que tenho visto em redes sociais, que a imprensa pode, e deve ofender, quando necessário for. Mas aqui cabe uma pergunta: ofender a quem? A Verdade é que o alvo predileto é a religião cristã, que por si só é ofensiva ao mundo. Por quais razões? Pela vindicação de verdade, que soa como intolerância, pela taxação de comportamentos, tidos como legítimos, tais como o homossexualismo, e inúmeros outros fatores poderiam ser elencados aqui. 

A questão central aqui, é que ao mesmo tempo em que eles tem o direito de ofender, nosso direito de afirmar que nossa percepção é verdadeira está sendo associado, cada vez mais a intolerância. É preciso que cristãos se conscientizem de que já estamos em uma sociedade cada vez mais anticristã, e que precisamos mais do que nunca absorver o Evangelho, a fim de não sermos tão sensíveis às provocações tipo a da imagem do Charlie, e das ativistas gays. Para mais ver aqui.

Marcelo Medeiros

sábado, 21 de setembro de 2013

Deja vú?


Deja Vú, de acordo com o Wikipédia, é uma expressão de origem francesa, cujo o sentido literal é o de já visto, mas que é frequentemente utilizada para se referir aos fatos que nos trazem a sensação de repetição. Foi com este sensação que recebi a noticia dos beijo lésbico durante uma reunião em que Marcos Feliciano estava pregando e do infeliz desdobramento que o episodio teve.
Qual o motivo da sensação? Simples, eu, como todo cidadão brasileiro, queria saber a decisão do ministro a respeito dos chamados Embargos infringentes, e o consequente rumo que a politica em nossa nação tomaria. Enquanto os antes culpados, mas agora inocentes, recebiam "direitos" inacessíveis à maioria de nós meros mortais, o grande frisson midiático mais uma vez era colocado em Marcos Feliciano.
Algo bem parecido aconteceu no momento em que o Brasil se manifestou a respeito do aumento das passagens e da precariedade dos serviços no transporte, e  milhões de brasileiros se aproveitaram para pedir maior qualidade quanto à educação, saúde e segurança. Em uma manobra infeliz do deputado pastor (que propôs o projeto de tratamento para pessoas gays, mas que a mídia chamou de cura gay), a atenção foi desviada para ele.
A mensagem que fica em tudo isto? Não importa o quanto o nosso país seja corrupto, e doente política e socialmente, desde que os gays tenham todos os direitos do mundo, inclusive o de lutarem por seus direitos às expensas dos direitos dos outros. E estou convencido que foi justamente isto que ocorreu esta semana. Está na hora de Feliciano aprender que vida de profeta na corte é como vida ovelha entre lobos. Eu creio que ele já saiba disto, mas como diz Beto Guedes, a lição já sabemos de cor, só nos resta aprender.
 
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Mais um golpe sujo dos petralhas

Deputado pastor Marco Feliciano

Esta manhã acordei respirando ares de democracia, orgulhoso pelo meu país, que segundo alguns colegas de rede social, mudou o status de "deitado eternamente em berço esplêndido", para "verás que um filho teu não foge a luta" (ambas as frases menções à letra de nosso hino nacional). Foi quando ao deixar o meu filho em uma creche me deparei com a manchete de capa de um dos mais populares periódicos de nosso estado. A mesma trazia na capa a imagem de Marcos (in) Feliciano, e os dizeres: não é só por vinte centavos. Isto todos nós, inclusive eu, já sabíamos, o que não sabíamos era que os petralhas seriam tão ágeis em perceber as falhas do belíssimo movimento popular, dentre as quais a falta de objetividade quanto às revindicações e de uma agenda de prioridades, e usariam esta mesma falha para corromper o movimento. O que eles fizeram? Simples, desviaram os holofotes do protesto contra a corrupção, das revindicações das prisões dos mensaleiros (todos condenados pelo supremo), para a pessoa do ingênuo Marcos  (in) Feliciano. 
A primeira mentira consiste na estereotipia do tratamento como uma ação homofóbica. Por uma simples razão, o texto do projeto não diz que os gays serão cassados pelas ruas e colocados à força em consultórios para que se tratam de sua respectiva homossexualidade. Desde os primeiros debates com a psicóloga Marisa lobo, até as disputas no congresso com Silas Malafaia, o que tenho visto, é a defesa de disponibilização de tratamento para o homossexual que desejar mudar de orientação. Honestamente, o que há demais nisto? Nada, exceto para aqueles que acreditam que a homossexualidade é determinada genética, ou culturalmente, ou ambas. Aí todo aquele papo de existencialismo, de que o ser humano é um vier a ser, que ele não tem uma essência, definida; toda esta conversa que os politicamente corretos adoram, cai por terra, afinal, a homossexualidade é determinada. 
Mas esta é uma discussão que prefiro deixar para depois. Por quê? Pelo mais do que óbvio motivo, de que tal como ocorreu quando Marcos (in) Feliciano assumiu a comissão de Direitos Humanos, que sempre fora do PT, ao passo que os condenados do mensalão assumiam a Comissão de Constituição e Justiça, resultado, todos estavam com o foco no infeliz do pastor e se esqueceram dos mensaleiros. Com esta manobra os petralhas conseguiam não apenas encobrir seus comparsas, mas também dar a imunidade e a cobertura política que eles precisavam. 
E agora? O povo vai às ruas motivado pelo aumento das passagens de ônibus, aumento este associado à péssima qualidade dos serviços de transporte, saúde, educação, segurança, coisas que, de fato influem na qualidade de vida e no índice de desenvolvimento humano, que o nosso país está em octogésimo quinto lugar, atrás do Azerbaidjão, dá para acreditar?! Em outras palavras, em plena época de Copa das Confederações, o fantástico mundo de Lula e Dilma está caindo. E o que eles fazem? Criam outro, deviam a  atenção para uma pessoa que não sei como qualificar. Chego a me questionar sobre até que ponto, ele de fato ele é, ou não, colaborador com toda esta falcatrua, visto que chego a duvidar de tamanha ingenuidade em uma pessoa que é, ao mesmo tempo Pastor e político. 

Rio de Janeiro, 19 de junho de 2013, Marcelo Medeiros. 

terça-feira, 19 de março de 2013

VIDA DE CRENTE NA POLÍTICA NÃO É VIDA DE PROFETA NA CORTE

Neste breve artigo pretendo expor à luz da Bíblia minhas considerações a respeito dos últimos acontecimentos políticos em nosso país, dentre os quais: a Eleição do deputado Marco Feliciano para a comissão de direitos humanos da Câmara Federal, os sucessivos levantes de deputados contrários à eleição do mesmo, a ênfase midiática ao tema, e o papel nada ético da mída neste embate. Para tal convido o leitor a uma leitura do exegética de um pequeno texto do Evangelho de Mateus. Os textos em sua maioria serão citados a fim de facilitar aos leitor. Passemos à reflexão bíblica.

O Evangelho de Mateus registra o chamado dos discípulos de Cristo e seu prepara para uma missão. Nesta ocasião, ele mesmo advertiu aos seus discípulos a respeito do ambiente hostil que encontrariam no mundo, e o fez nas seguintes palavras: os estou enviando como ovelhas entre lobos (Mt 10. 16a NVI). No mesmo texto Jesus adverte a respeito do comportamento que os mesmos deveriam ter, e lhes diz: sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas (Mt 10. 16b NVI). Com estas palavras Jesus está dizendo: a) que a nossa identidade é a de ovelha, b) que estamos em terreno hostil (no meio dos lobos), c) que neste espaço hostil nossa vida tem de ser regida pela prudência e pela simplicidade. Nossa identidade, a reação do mundo à nossa pessoa e o comportamento que devemos ter para que possamos sobreviver são temas recorrentes na pregação de Jesus e vão marcar o ensino apostólico.

Ao falar de nossa identidade nos Evangelhos Jesus sempre fez questão de dizer que ela é marcada por uma diferença entre nós e o mundo. Deste modo o Evangelho nos identifica como sal e luz do mundo (Mt 5.13 - 16), como uma comunidade marcada pelo serviço humilde ao próximo (Mt 20. 26 - 28) e como ovelhas (Mt 10. 16). Neste ponto Jesus este seguindo a tradição bíblica que identifica o povo de Deus como rebanho espiritual. O salmista exclama: Reconheçam que ele é o nosso Deus. Ele nos fez e somos dele: somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio (Sl 100. 3 NVI). Em outro momento os salmistas afirmam: Cheguem à tua presença os gemidos dos prisioneiros. Pela força do teu braço preserva os condenados à morte. Retribui sete vezes mais aos nossos vizinhos as afrontas com que te insultaram, Senhor! Então nós, o teu povo, as ovelhas das tuas pastagens, para sempre te louvaremos; de geração em geração cantaremos os teus louvores (Sl 79.11 - 13 NVI). Somos ovelhas e como tais estamos sob os cuidados de nosso pastor que é Cristo.

Mas o ambiente mundano é hostil. Aqui temos outra verdade falada por Cristo. Ele disse que seus discípulos seriam expulsos da sinagoga e que quem os matasse julgaria estar prestando um serviço a Deus (Jo 16. 1, 2), que eles seriam traídos pelos seus próprios familiares (Mt 10. 21), de forma que citanto o profeta Miquéias, Jesus afirmou: os inimigos do homem serão os da sua própria família (Mt 10. 36 NVI). Ainda a respeito da reação do mundo à nossa pessoa necessário se faz antentar para o que Jesus disse aos seus discípulos e indiretamente se aplica ao tempo presente. Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês (Jo 15. 18 - 20 NVI). Aqui, necessário se faz atentar para o fato que a simples relação com Cristo traz para a vida do crente uma antipatia do atual sistema, não se trata de algo pessoal, mas de algo sistemático, de uma controvérsia entre luz e trevas.

Diante de tais constatações, o que nos resta é refletir a respeito do nosso comportamento na condição de ovelhas em ambiente de lobos. Jesus recomendou aos seus discípulos que fossem simples e prudentes. A primeira está ligada á despretensão, desafetação, modéstia. O termo grego ακεραιοι (akeraioi), indica pureza, ou a falta de malícia, de intenção secreta ou dissimulada. Tal postura é mais do que necessária no embate entre o cristão e o mundo. Daí Paulo recomendar: Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo (Fp 2.14, 15 NVI).

Com relação á prudência, esta é definida em nossos dicionários como: virtude que nos faz prever e evitar as faltas e os perigos e que nos leva a conhecer e praticar o que nos convém. Cautela, precaução. O cuidado para não transgredir engloba o uso da língua e no nosso caso das redes sociais, visto que Jesus advertiu aos seus discípulos: como guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa (Jo 15.20 ARCF). Ou seja, neste ambiente adverso até as nossas palavras podem vir a ser usadas como armas contra nós. Daí a necessidade de prudência, ou φρονιμοι (phronimoi). Que lições práticas podemos tirar destas reflexão bíblica?

Todos sabemos que o deputado federal Marco Feliciano foi eleito para a comissão de direito humanos na Câmara Federal. A eleição do mesmo trouxe um clima ruim fora e dentro do cenário gospel. Não faltou crentes a se manifestarem nas redes sociais a respeito das posições teológicas e do comportamento do mesmo, etc.... Mas o que aconteceu com o mesmo é um caso de reflexão para nós. Primeiro, a respeito do jogo sujo da política. Enquanto um monte de crente se preocupa em criticá-lo, José Genuíno, Paulo Maluf e João Paulo Cunha assumem a comissão de constiuição e justiça e ninguém da imprensa dá o mesmo peso midiático a tal incoerência. Aqui falta o que conhecemos como φρονιμοι, tanto dos que criticam Feliciano quando da parte do mesmo. Sim, o deputado acabou sendo jogueta nas mãos do governo para que o foco fosse colocado sobre ele e tal como ovelha para o matadouro, ele foi conduzido, e vários crentes estão achando que a eleição do mesmo é uma vitória, visto que a tão ambicionada comissão veio para as mãos do partido social cristão (PSC).

Uma outra questão que exige de nós o necessário discernimento é a postura do Governo em relação à "partilha" de "comissões" entre os partidos que formam a base do governo. Este é um outro ponto que ninguém questiona, nem Feliciano. Somente Silas Malafaia ressaltou o fato em seu programa Fala Malafaia. Maquiavel em seu O Príncipe apontou os rumos que a política deveria tomar nos séculos vindouros e o fato é que ele emplacou. Diante do Maquiavelismo associado ao cinismo e a corrupção política reinante em nosso meio o crente precisa ao menos entender que se ele tiver a chance de se eleger (algo que a constituição permite), ele tem de saber que ele é uma ovelha em meio á lobos, e que para andar ali terá de ter φρονιμοι, prudência para discernir o momento de agir como serpente, ou como pomba, e manter a identidade de ovelha. VIDA DE CRENTE NA POLÍTICA NÃO É VIDA DE PROFETA NA CORTE.
Pr Marcelo Medeiros, em Cristo.
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