Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador C. S. Lewis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador C. S. Lewis. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de janeiro de 2021

A Pessoa do Espírito Santo


Conforme indicado pelo título da presente postagem, o Espírito Santo, na percepção majoritária dos cristãos ocidentais, inclusive dos pentecostais é uma pessoa divina. Lógico que é uma percepção trinitariana e com uso da linguagem psicológica, conforme indicado por Louis Berkhoff em sua dogmática. Mas esta é a forma que expressa o entendimento de significativa parte dos cristãos. 

Mas em que aspecto este estudo pode ser norteador na construção de um Pentecostalismo mais sintonizado com as Escrituras e consequentemente com a boa tradição teológica? Esta é a pergunta que precisa ser feita para que se obtenha sucesso na ministração da corrente lição de Escola Bíblica Dominical. Conforme já falado aqui neste espaço uma das razões para a série de reflexões deste trimestre foi a necessidade de apresentar às novas gerações uma Teologia consistente que fosse identitária e alternativa ao Calvinismo que estava adentrando em nossas searas. 

Já externei aqui que não há inconsistência, ou inviabilidade de diálogo entre a Teologia Pentecostal e a Reformada, ou evangélico-luterana, e outras formas de Teologia advindas da Reforma Protestante. Mas grandes expoentes deste ramo teológico da atualidade descreem completamente da atualidade e contemporaneidade dos dons espirituais (uma das marcas distintivas do pentecostalismo). 

Todavia nomes como Sam Storms, Jonh Piper, Franklin Ferreira, Waynne Grüden e do próprio Renato Cunha apontam em outra direção. São reformados que creem na continuidade dos dons espirituais e no que os Teólogos Pentecostais chamam de Batismo com o Espírito e eles de Revestimento de poder. Trata-se da ação do Espírito Santo em capacitar os crentes para o testemunho cristão. 

O problema que a lição de número um apresenta é que ela enuncia no título o estudo da pessoa do Espírito Santo, mas em seus desenvolvimento extrapola para noção de trindade. Já tive a oportunidade de atuar no Instituto Superior de Teologia como professor da matéria trindade, não é algo que se ensina de forma satisfatória em um único estudo de Escola Bíblica Dominical, e muito menos em um post de blog. 

Todavia, ao se falar da ação do Espírito Santo é de suma importância que se destaque sim sua personalidade e divindade. Todavia isto não é tarefa banal e creio que não seja algo que possa ser reduzido à citações dos credos e confissões de fé das comunidades cristãs ao longo da história. Acredito que a Teologia de Lewis (Cristianismo Puro e Simples) seja muito mais pontual do que qualquer Teologia clássica. Ninguém precisa concordar comigo neste último ponto. 

Antes de sermos pentecostais somos cristãos. Ao ler Cristianismo Puro e Simples me deparo com a seguinte verdade: a fé cristã é muito mais do que um conjunto de dogmas e doutrinas cujo pacote possa ser adquirido no mercado das religiões. O cristianismo propõe um pouco e além do que toda a religiosidade propõe. O pouco é a união com a realidade absoluta no pós morte, o além é a percepção de que esta realidade pode ser descrita tanto como "pessoal", quanto como "supra pessoal", e que podemos experimentar a comunhão com esta realidade aqui e agora.

Aqui é necessário lanças mãos das observações feitas por Francis Albert Shaeffer. Deus é infinto. Esta é uma afirmações cuja maior implicação é a de que ele (Deus), está fora do tempo de do espaço, não podendo ser contido nesta realidade. Em obras como O Deus que se Revela, e O Deus que Intervém, o autor em apreço esclarece que o ponto de contato entre Deus e o ser humano é a pessoalidade. Deus é um ser pessoal. 

É por meio da personalidade divina que Geisler, Berkhof, Shaffer e principalmente Lewis levantam a questão de Deus ser um ser pessoal e ao mesmo tempo sozinho. Uma questão visceral para este último autor é a afirmação bíblica de que "Deus é Amor". Ninguém pode ser amor tendo apenas a si mesmo como objeto deste amor. 

O amor é algo que uma pessoa sente por outra. Se Deus fosse a única pessoa, não poderia ter sido amor antes da criação do mundo. É claro que em geral, o que as pessoas querem dizer é algo bastante diferente: "o Amor é Deus". Querem dizer, na realidade, que nossos sentimentos amorosos, como quer e onde quer que surjam, e quaisquer que sejam seus efeitos, devem ser tratados com todo o respeito (Lewis, Cristianismo Puro e Simples, pág. 231). 

O Filho procede do Amor do Pai. Ele foi "gerado", não criado por este amor. Esta expressão (gerado) é usada por Lewis para explicar a diferença entre o filho e o restante da criação. Aquilo que o homem e todo e qualquer ser vivente é capaz de gerar é igual a si mesmo, aquilo que o homem e demais seres viventes "criam", não é e nem pode ser igual. 

Ou seja, Cristo é gerado e não criado, mas a questão não para por aqui. Este processo dá-se fora do tempo e do espaço, o que permite que o Pai, e o Filho sejam pessoas distintas e ao mesmo tempo um único SER. Ao contrário da realidade em que cada ser humano se encontra inserido (uma vez que estamos limitados ao tempo e ao espaço). 

Daí que ao falar em supra pessoalidade, Lewis possa afirmar que esta não seja sinônima de uma impessoalidade, como o senso comum possa fazer parecer ser. Supra Pessoalidade aqui é a pessoalidade elevada exponencialmente de forma que ser uma pessoa seja muito mais do que tudo o que somos como pessoa. 

Lewis segue explicando que toda agremiação humana tende a forjar um tipo de força que liga e passa a expressar aquele tipo de "associação". A seguir ele leva esta explicação para a questão trinitária e assim desenvolve parte de sua Pneumatologia Trinitariana. A despeito da sutileza filosófica decorrente de leitura e da agudeza filosófica e da expertise da crítica literária, Lewis destaca que a doutrina da trindade é uma forma de destacar a relação interna do SER de Deus. 

É aqui que retorno ao que foi afirmado acima. O grande projeto divino é a relação do homem com Deus e em decorrência desta a relação comunitária. Não há porque falar em dons espirituais sem o entendimento de que são ferramentas das quais Deus dispõe a fim de que os membros de uma determinada comunidade sejam mutuamente edificados.  

Isto é uma verdade desde o antigo testamento quando o povo judeu ainda não havia levantado questões a respeito de Deus ser, ou não um ser pessoal. Se uma unidade simples (se é que se possa falar assim em termos pessoais), ou se uma personalidade composta. É o ponto em que cristãos e judeus se dividem, obviamente, mas que é base da estrutura de pensamento e piedade cristã. 

Retornando ao pensamento de Lewis, uma das formas com a qual o cristão se relaciona com Deus é a oração. Lewis destaca que esta mesma é trinitariana. 

O que quero dizer é o seguinte: o simples cristão ajoelha-se e faz suas orações, tentando entrar em contato com Deus. Porém, se ele é cristão, sabe que o que o induz a orar é também Deus. Deus por assim dizer dentro dele. E sabe que todo o conhecimento real que possui de Deus, veio por meio de Cristo, o Homem que foi Deus. Sabe que Cristo está de pé, ao seu lado ajudando-o a orar, orando por ele. Você viu o que está acontecendo? Deus é Aquilo para o qual ele ora - o objetivo que tenta alcançar, é também aquilo dentro dele, que o impele, a força motriz. Deus, por fim, é a estrada, ou a ponte que percorre para chegar a seu objetivo. Assim toda vida tríplice do Ser tripessoal entra em ação neste quarto humilde onde um homem comum faz suas orações. O homem está sendo capturado por um tipo superior de vida - o que chamei de Zoé, ou vida espiritual. Está sendo atraído para dentro de Deus pelo próprio Deus, sem deixar de ser ele mesmo (Lewis, Cristianismo Puro e Simples, pág. 217). 

Nosso chamado é para um relacionamento com Deus que redunda em um partilhar  da vida divina. Esta partilha foi chamada por Pedro de participação na natureza divina (I Pe 1. 3 - 5). A promessa engloba Alegria, poder, paz e vida Eterna, que é explicada pelo autor como sendo a participação em um vida que não é criada. 

A experiência pentecostal é trinitária, tal como a vida cristã. A graça de Deus que se manifesta trazendo salvação para os homens (Tt 2. 13) é acessada por meio de Cristo, visto que da sua plenitude temos recebido graça sobre graça (Jo 1. 16, 17). O amor de Deus se manifesta no fato de Este ter dado seu filho para a propiciação de nossos pecados (Jo 3. 16; Rm 5. 6 - 8; I Jo 4. 8 - 10), e no derramar contínuo do Espírito Santo (Rm 5. 5). 

Na Teologia Joanina o Filho se faz carne para ser concretamente a maior explicação de Deus (Jo 1. 14 - 18). O Espirito é enviado a fim de fazer com que as palavra de Cristo sejam plenamente entendidas (Jo 14. 26). Pela Palavra o Pai, o Filho e o Espírito permanecem no crente (Jo 14. 21, 23). Este termo é crucial na Teologia joanina, uma vez que não há registros no antigo pacto de uma permanência do Espírito Santo na vida dos líderes de Israel, para além do exercício da atividade que desenvolviam. Aqui se percebe a natureza relacional do crente com o Espírito Santo. 

Espero que o presente estudo sirva de contribuição para que professores e alunos tenham uma visão mais panorâmica a respeito dos propósitos do autor das lições de Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus do corrente trimestre. 

Em Cristo, Marcelo Medeiros. 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Faltam dez dias para este evento


E O INFERNO NUNCA SAI DA MODA

Uma olhada em nossa Cultura mostra como o tema é atual. Perceba:
Filmes como Amor Além da Vida, e A Odisseia, fazem menções de descidas ao inferno (catabase). O que dizer do Nosso Lar (baseado no romance espírita de mesmo nome, escrito sob mediunidade, por Chico Xavier)?
A novela A Viagem ainda é uma dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira. As emoções fortes ficam por conta dos casos de obsessão (quando o espírito do revoltoso Alexandre começa a perseguir seus inimigos em vida). Mas quanto mais Alexandre persegue seus inimigos mais ele se aprofunda em seu inferno pessoal (representado por um pântano em que as pessoas menos evoluídas se encontram).
Tais elementos comprovam que o inferno permanece no imaginário popular por meio das mais diversas formas de arte, da literatura, música e dramaturgia. E Vale à pena falar sobre o assunto.

Marcelo Medeiros.

O Inferno no Pentateuco



Gênesis 37:35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado, e disse: Na verdade, com choro hei de descer para meu filho até o Seol. Assim o chorou seu pai.
Gênesis 42:36 Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe, e não existe Simeão, e haveis de levar Benjamim! Todas estas coisas vieram sobre mim.
Gênesis 42:38 Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre pelo caminho em que fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza ao Seol.
Gênesis 44:29 se também me tirardes a este, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com tristeza ao Seol.
Gênesis 44:31 acontecerá que, vendo ele que o menino ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai com tristeza ao Seol.


Estes são algons dos versos de Genesis que falam a respeito da morte. Perceba que nada é dito a respeito do destino dos mortos. Tudo o que se pode inferir destes textos é que os que permanecem vivos seguirão o mesmo destino de quem morre.

Em todos estes textos a palavra "Seol" é traduzida por sepultura na versão Almeida Revista e Atualizada, é mantida como "Xeol" na Biblia de Jerusalém, e morada dos mortos na TEB.
Perceba também que em um dos textos Jacó se refere ao filho (que julgava estar morto), como *alguém que não existe mais*. Tal indica a ausência de uma crença na vida após a morte.
A expectativa de Jacó não era um encontro com José no Paraíso, ou em um mundo em que não houvesse mais morte, mas de ir para a morada dos mortos.
A ocorrência da expressão *descer as cãs (....) com tristeza ao Seol* merece consideração. Ela indica que as ultimas experiências da vida do homem indicam se ele foi feliz, ou não.
Para este seminário interessa explorar como C. S. Lewis lidou com este problema. Em pelo menos duas obras dele ele o disseca. Estas são: "Lendo os Salmos" e "Ética para Viver Melhor".
Lewis considera um erro o entendimento de que a crença na imortalidade seja o cerne da religião. Ele percebe Deus cortejando o homem, estabelecendo pactos, provando a obediência do povo, para só depois deste processo começar a falar sobre imortalidade, paraísos e coisas do tipo.
Daí a importância de uma profunda reflexão sobre a escatologia e a tanatologia sobre a ótica deste tão importante autor e apologeta. Aguardo você dia 21 de abril, seja no espaço físico, seja no ambiente virtual. A aula será transmitida via live no Facebook em grupo fechado para os inscritos até vinte de Abril. 
Marcelo Medeiros.

quarta-feira, 16 de março de 2016

C. S. Lewis, um vislumbre do Inferno




Li e agora estou escrevendo a respeito.

RESUMO

Este trabalho tem como tema a visão cristã do inferno a partir da obra o Grande Abismo de C. S. Lewis. A reflexão foi provocada pelos constantes questionamentos de cristãos e não cristãos a respeito da natureza do inferno, suscitando questionamentos pertinentes ao ramo da teodiceia e apologética. Pretende então analisar o tema em apreço a partir de elementos bíblicos, teológicos, exegéticos, filosóficos e literários, englobando significativa parte da obra do autor supra citado. A metodologia do mesmo consiste em revisão bibliográfica. No primeiro capitulo apresentam-se as visões a respeito do inferno nas perspectivas judaica, grega, latina sob o aspecto literário, teológico e filosófico. No segundo apresenta-se a visão do inferno em Lewis sempre em diálogo com a obra do mesmo e sua autobiografia. No terceiro faz-se um dialogo entre este e a perspectiva teológica, filosófica, mítica e literária. Ressalta-se nesta a dependência do pensamento platônico. O resultado final do mesmo é uma perspectiva que além de interpretar os dados bíblicos, teológicos, míticos e filosóficos em sua riqueza simbólica, integralizando percepções aparentemente contraditórias entre si. Sob este aspecto o inferno revela-se como resultante das decisões éticas do homem e de sua situação em relação a Deus, fonte de vida. Tal como em um jogo de xadrez cujos movimentos antecipam o resultado final, assim se dá com o homem em sua trajetória rumo à eternidade, que se traduzirá como comunhão, ou como afastamento definitivo de Deus. 


Palavras chave: Inferno, C. S. Lewis, Grande Abismo.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Passado, presente e futuro


O filósofo Blaise Pascal afirmou que se os homens tivesse a oportunidade de examinar adequadamente os seus pensamentos, perceberiam que estão sempre ocupados com o passado, ou com o futuro. De acordo com o mesmo, quando nos dedicamos ao presente, o fazemos em função do futuro. O grande problema deste padrão de comportamento, é que ele sempre está lidando com aquilo que é inalcançável, o tempo que se foi, e o tempo que virá.
Uma outra  marca de nossa vaidade é a frágil tendência de ver o tempo como se o mesmo fosse nosso. É neste momento que entra C. S. Lewis, em sua famosa sátira, Cartas de um diabo a seu aprendiz, ele faz um motejo aos que usam o pronome "meu", para se referirem ao tempo da mesma forma que, por exemplo, se referem a qualquer objeto, um carro, um urso de pelúcia, uma porcelana, um animal de estimação, etc... Quando na verdade nada é nossa, muito menos o tempo.
Retornando a Pascal, percebemos que o grande problema deste tipo de pensamento é que nunca vivemos, mas esperamos viver, e, dispondo-nos sempre a ser felizes, é inevitável que nunca o sejamos (pensamento 172). Partindo que o moralista francês disse, creio que nosso padrão de comportamento precisa ser revisto. De acordo com a lógica criticada, estamos adiando a nossa felicidade para o momento em que crescermos, que nos tornarmos adultos, que casarmos, que os nossos filhos vierem, que a nossa vida melhorar, e na medida em que estas coisas vão acontecendo e a felicidade não vem, nossa infelicidade vai se tornando cada vez maior.
No livro Confiança Cegas Brennan Manning fala a respeito desta tendência. Ele conta a história de um monge que ao fugir de um tigre cai no abismo, e sem perceber fica pendurado em um morangueiro. Ao olhar para cima (o passado), ele via a temível imagem do tigre, olhando para baixo (o futuro), ele via o precipício, foi quando decidiu olhar para o arbusto que estava segurando (o presente) e assim desfrutou dos morangos.
Desfrutar dos morangos é viver a felicidade aqui e agora, ao invés de a projetar para um futuro improvável e às vezes inalcançável. E o mais interessante é que para Lewis, o presente é o momento em que o homem rompe com o tempo e toca o limiar da eternidade, somente no presente vivenciamos aquilo que chamamos de liberdade e de realidade. Fora desta não há nem uma nem outra, visto que o passado é, em tese, inalterável, e o futuro incerto.
É no agora que somos chamados para a comunhão com Deus, para vivenciar e experimentar a realidade suprema (os morangos). A forma que os demônios empregam para nos afastar é sobrecarregar o nosso coração com ansiedade e esperança (leia-se aqui as expectativas constantes de algum bem que está no futuro. Que vivamos o hoje, o presente sob a benção de Deus.
 
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.

domingo, 16 de junho de 2013

Admirável Mundo novo


A primeira vez que li este livro, o fiz motivado pela indicação de um professor de História da Educação, enquanto cursava Pedagogia na UNESA. Ver que o mesmo era fonte de uma série de estudos filosóficos sobre o filme Matrix reforçou ainda mais. Anos mais tarde começo a vislumbrar uma realidade cada vez mais parecida com os horrores descritos no livro em apreço. É mais do que fato que em nossa sociedade ainda não vivemos a realidade da clonagem, muito menos da programação genética, o que deixa um espaço, ainda que mínimo para a liberdade, visto que ao contrário do que verificamos no romance, as pessoas ainda podem (em tese), escolher que função exercer em nossa sociedade. Outra realidade da qual estamos distantes é a forma de envelhecimento. As pessoas da distopia huxelyana não sofrem os efeitos da ação do tempo, elas não envelhecem, apenas morrem, e mais uma vez vemos aqui a alteração genética. De acordo com Pondé, aqui vivemos um tipo de bovarismo, onde as pessoas com maiores recursos, apelam às cirurgias plásticas como forma de uma suposta correção dos efeitos da ação do tempo. Mas alguns pontos relatados no romance podem ser vistos em nosso nada admirável mundo. 
O primeiro, as pessoas são programadas, mediante constante emprego da psicologia behaviorista, a cada vez pensarem menos, ou serem menos críticas. Com isto não queremos dizer que a sociedade não era eficiente, muito pelo contrário, com as pessoas geneticamente programadas para exercerem as suas respectivas funções, com a divisão humane em Alfa, Beta, e outras categorias sendo cada uma destinada a um conjunto de funções sociais, tudo corria bem, do ponto de vista tecnocrático. Mas sem nenhuma liberdade para o pensamento, ou para a crítica. Cabe lembrar que mesmo que tal não tenha ocorrido, se de alguma forma vier a ocorrer teremos um fenômeno descrito por Lewis no seu A Abolição do homem. Em outras palavras, no dia em que a ciência de alguns homens que dominam a natureza alcançar o homem, e controlá-lo da mesmo forma que o faz com os demais fenômenos naturais então será o fim. 
E de fato, não é preciso ser cientista para perceber o alto investimento em marketing que os que controlam as mídias fazem, para que percebamos como o estímulo está associado à resposta. Basta olhar para o comercial do guaraná, da cerveja e perceber a associação que se faz entre bebida e sexo, diversão, entretenimento, satisfação e coisas do tipo. Mas o behaviorismo não se limita ênfase no consumo, mas afeta igualmente a ação política, que em nossa sociedade não é mais decidida por meio do pensamento crítico, mas pelo apelo midiático constante, a propaganda, ou o que chamam de debate, que na verdade é o uso de estratagemas artificiosos para o convencimento. 
O segundo aspecto em que ocorrem semelhanças entre a sociedade descrita no livro, e a nossa, é o alto investimento que a mesma fazia nos prazeres do sentido. Aqui fica o alerta para as atuais iniciativas governamentais para com a Educação sexual, por exemplo. A imagem de nosso país, é vendida por aí afora como a de um paraíso sexual. O mais curioso é que os colonizadores da América virão nela um protótipo do paraíso perdido em função da liberdade religiosa que lá experimentaram. Os Colonizadores daqui viram um paraíso em termos de riquezas a serem exploradas. Hoje, além da exploração das riquezas, da mão de obra barata, temos a exploração sexual, amplamente fortalecida e apimentada pelos debates em torno da legitimidade das relações homo afetivas, e da legalização da prostituição como profissão. Enfim, o tema da sexualidade anda em voga, mas o que está por trás de todo este discurso de liberdade é o uso do sexo como arma para amortecer o ímpeto das pessoas, mas como o texto mesmo o diz, esta é uma prisão da qual ninguém quer sair. 
Isto é bem parecido com o que Platão elaborou em sua República. A despeito de todo aquele papo que lemos no livro sétimo, a grande verdade é que a república de Platão era baseada numa mentira, que para ser sustentada, mantida, os soldados, e os demais membros da sociedade eram premiados com muita diversão e muito prazer para os seus sentidos, de forma que não viessem a questionar o sábio rei filósofo. Para isto, as mulheres seriam comunais, os guerreiros teriam direito a quantas mulheres e a quantos meninos quisessem, e estariam sempre prontos a exercerem a função para a qual nasceram programados a de defender a cidade. No entendimento platônico as almas humanas não eram iguais, alguns tinham alma de ferro (os soldados), outros de bronze (os artesãos), e os rei filósofo, uma alma de ouro. Deu para ver a semelhança? 
Por último, o mais curioso, dois grandes legados de nossa cultura, a ciência, a religião e as artes, entrarão cada vez mais em declínio até que estejam em museus acessíveis somente aos governantes e aos poderosos. Tal como na República de Platão, onde somente o sábio filósofo saia da caverna a fim de contemplar as idéias puras, assim ocorre em nossa sociedade, onde o conhecimento e a ciência estão empregando uma linguagem cada vez mais hermética, acessível somente aos iniciados nos saberes, que nunca são democratizados. As artes estão sofrendo contínuo declínio, de forma que as melhores elaboradas são cada vez mais inacessíveis ao povo leigo, e tudo reforçado por um discurso antropológico relativista. a própria religião tende a se transformar em um caldeirão de sopa de entulho. Em nome de um discurso em prol da diversidade estão construindo justamente o contrário, uma religiosidade na qual todos os deuses são igualmente verdadeiros. É mais do que lógico, que do momento em que as pessoas afirma que duas coisas opostas são verdadeiras, nenhuma delas na verdade o é. 
Esta mistura de psicologia comportamentalista, com uma política de incentivo aos prazeres, aliada à morte da ciência, da arte, e da religião produzem o cenário descrito por Huxley, onde o mundo é uma ditadura disfarçada de democracia, e a sociedade uma prisão sem muros, da qual as pessoas não querem sair, por estarem drogadas pelo prazer. 

Marcelo Medeiros

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A religião ainda é o ópio do povo?


O que me motiva a escrever este artigo, é que ao contrário do que Cristo ensinou, me envolvi em um debate com uma pessoa extremamente cética e dogmática ao mesmo tempo. Resultado, terminei lançando pérolas aos porcos, e coisas santas aos cães. Mas e esta história de ceticismo e dogmatismo, ao mesmo tempo, isto combina? É possível isto? Descobri que sim. C. S. Lewis escreveu em uma sátira Cartas de um diabo ao seu aprendiz a possibilidade do inferno inventar uma mistura entre o mago e o materialista. E, ao meu ver ela está presente em gente que critica o dogmatismo cristão, mas defende suas idéias como se estas fossem um dogma religioso. 
A cada postagem que o indivíduo fazia, ele colocava esta frase ao final. Para ele tal colocação era a prova inconteste de que a religião é o ópio do povo. O que ele não sabe é que as colocações de Marx precisam ser interpretadas à luz da filosofia Hegeliana, ou seja, do contexto político social do sec. XIX. E já no início do sec XX foram revisadas por Antônio Gramsci (para quem de nada adiantava a revolução proletária proposta por Marx, visto que o poder, nas sociedades atuais é repartido), e na década de sessenta por Pierre Bourdieu. Não seguir esta metodologia, é o mesmo assumir a produção intelectual dos pensadores como se dogma religioso, e ignorar o caráter transitório do saber científico. 
Gramsci verificou que o Estado tinha alcançado uma autonomia e não mais precisava da religião para justificar suas atitudes, exemplo o Nazismo e o Fascismo. De alguma forma o estado passa a ser objeto de culto e dispensa a religião como fonte de justificativa de sua existência. Nas teorias da reprodução, a Escola e as autoridades policiais, junto com os periódicos são colocados como aparelhos ideológicos ao lado do Estado. 
Pierre Bourdieu vai além ao afirmar que a Escola jamais seria uma instrumento para a transformação da sociedade, visto que ela na verdade reproduzia a dinâmica social, e mesmo os movimentos estudantis da década de 1960, eram na verdade uma expressão daquela reprodução social. 
Nada mais normal do que ler o momento atual e entender que a religião perdeu seu espaço de influência para a mídia. Afinal de contas o mundo ideal não mais é o descrito pela religião, mas o descrito pela mídia. Qualquer pessoa com um mínimo de formação que tenha lido Niestzche, percebe que a religião, perdeu sim a sua força no que tange à formação de valores
A religião ainda é o ópio do povo? Sim, para aqueles que se apegam à frases de filósofos do século XIX, e as aplicam ao contexto histórico atual de forma acrítica, assistemática, transformando o pensamento de Ludwing Feunbach e Karl Marx em dogma. Este comportamento associado ao orgulho e a arrogância intelectual desmedida, é tão religioso quanto os religiosos que estes sábios tentam combater. Mais ainda, dentro do pensamento marxista, futebol, voleibol, olimpíadas, e tantas outras coisas que apreciamos, podem ser tão alienantes, ou mais do que a religião. Se quiser conferir, veja,na íntegra, o vídeo do Luís Felipe Pondé, na postagem o ateísmo é brega.

Marcelo Medeiros.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

O ateísmo é brega


Minha principal motivação em escrever este singelo artigo sobre Pondé e a visão que o mesmo tem sobre o ateísmo, se dá em virtude de que é no campo filosófico e científico, com larga predominância do primeiro, que tem ocorrido as mais calorosas discussões entre teísmo e ateísmo, o que tem feito com que muitos cristãos se aprimorem, ou busquem cada vez mais a formação filosófica. Um dos filósofos mais atrativos da atualidade é o brasileiro Luís Felipe Pondé. Seu Guia Politicamente Correto da Filosofia é nitroglicerina pura, um dos livros mais provocativos que já li. 
O livro, como era de se esperar de um cristão, despertou a curiosidade do autor desta post. Afinal, qual é a religião de Pondé? De um lado a resposta foi surpreendente, de outro não. Confesso que num primeiro momento achei que fosse religioso, mas ao ver a entrevista do mesmo no programa Roda Viva, e na Marília Gabriela, julguei que ele fosse niilista. Mas para minha surpresa, ele mesmo não se define assim. Pondé se define como alguém que transita entre o ateísmo, e o teísmo, e mais adiante falaremos sobre a postura do mesmo. Por enquanto convém que nos atenhamos a entrevista do vídeo da presente postagem. 
Em uma entrevista, feita após uma palestra que segundo informações do canal do youtube, fazem parte de uma palestra sobre as razões do ódio; aliás, parece que em várias outras entrevistas, o filósofo Luís Felipe Pondé afirmou que o ateísmo é brega. Com isto o autor quer dizer que o Ateísmo, não pode ser visto como uma conquista da razão. Na verdade, fé e descrença, de acordo com o autor (que neste ponto reflete bem os moralistas franceses, tais como Montaigne, e Pascal), nada têm a ver com razão. Em outra entrevista, cujo teor pode ser acessado na íntegra, por meio deste link: http://www.paulopes.com.br/2011/12/ateismo-como-conquista-da-razao-e.html#.Ua40JNK1GHh, o filósofo em questão afirma que os teólogos mais clássicos entendiam que a fé é uma graça de Deus, em outras palavras, uns viriam a crer, e outros não. Se até o presente momento você leu este post e me considerou um herege, leia mais atentamente o que Paulo escreveu aos crentes de Tessalônica (II Ts 3. 2), onde se lê que a fé não é de todos. Até este ponto sou forçado a concordar com o apóstolo das gentes e com Paulo de Tarso, o da Bíblia, é claro, sem falar que eles vem acompanhados de muita gente boa. 
O fato acima descrito é reconhecido, mesmo por apologistas como Norman L. Geisler e Willian Lane Craig,  bem como pelos herdeiros dos trabalhos intelectuais destes gigantes da fé. Em outras palavras, um apologeta entra em um debate com a finalidade de se dirigir aos ouvintes da platéia, que estão em sincera dúvida quanto à fé cristã, e por falta de respostas ainda não se decidiram. Geisler e Turek afirmam, no livro Não tenho fé suficiente para ser ateu, que ambos os interlocutores investiram muito em seus conhecimentos, para abrirem mão com facilidade de suas respectivas visões. Aqui aspectos emocionais e sentimentais, enfim, psicológicos são abordados. EM OUTRAS PALAVRAS, PONDÉ ACERTOU, E COMO!
A fim de exemplificar que o ateísmo é rudimentar e básico em suas assertivas o filósofo em apreço apela para o fato de que uma das principais razões para os ateus alegarem a não existência de Deus, é a presença do mal no mundo, e que como pessimista que é, ele mesmo, se vê, em muitas ocasiões, tomado por estas idéias, o que lhe permite transitar entre o ateísmo, e o teísmo. Típico de filósofo? Talvez, mas creio que exista explicação mais rica para tal sentimento em Pondé, e ele pode ser encontrada em alguém que com extrema intensidade transitou entre as duas visões acima descritas, C. S. Lewis. Antes, convém ressaltar que o maior mérito do vídeo, é a funcionalidade do mesmo como um soco na boca do estômago, visto que o mesmo agride, e muito bem, o orgulho ateísta presente em grande parte dos debates entre os proponentes da visão ateísta e os religiosos. 
Mas como explicar que um filósofo assuma este impasse, sem com isto denegri a tão nobre ramo do conhecimento humano, e do qual vieram todos os demais conhecimentos (para não falar em ciência)?  Se olharmos para Pascal, que é um dos moralistas franceses, por exemplo, veremos que este descria totalmente de argumentos racionais, ou mesmo nos da natureza, para provar a existência de Deus. Deus, para Pascal, é um Deus que se esconde, e que só pode ser conhecido por meio de Jesus Cristo (pensamento 247). A opção entre um mundo caótico, e a crença em Deus, é uma questão mais de aposta do que de razão. Afinal, o coração tem as suas razões que a própria razão desconhece. Fato é que Deus está além dos horizontes da razão, e se a ciência, ou, mesmo a argumentação lógica passam a ser critérios para a verdade, então nada pode ser dito sobre Deus, que de acordo com Pascal só pode ser conhecido em Cristo, em outras palavras, por meio de um relacionamento pessoal. Em outra postagem prometo analisar o argumento da aposta de Pascal, que ao meu ver não visa ser uma prova para a existência de Deus, mas a descrição de um drama epistemológico vivido pelo ser humano. 
A contribuição de C. S. Lewis é ainda mais marcante. Ele foi ateu durante muitos anos, mas foi alvo da graça de Deus, que ele chama de alegria, e voltou para a Igreja. Ele afirma que quando era ateu, ele fundava sua cosmovisão no fato de que o mundo em que habitamos é caótico, é mergulhado no sofrimento, e os homens que nele habitam ajudam a aumentar ainda mais o sofrimento presente. Em vários de seus livros ele observa o seguinte: da mesma forma que existe sofrimento no mundo há bondade (é esta bondade que faz com que Pondé veja Deus em alguns momentos da vida, e por este motivo afirme a existência do mesmo). Retornado a C. S. Lewis, em Cartas de um diabo a seu aprendiz, ele brinca com os que a partir do caos, ou do sofrimento que existe no mundo, ousam a afirmar que Deus não existe, uma vez que a maioria dos que assim agem, o fazem sem muita, ou a partir de uma experiência rasa com o sofrimento, nas palavras do demônio fitafuso, eles nem sabem o que é uma dor de dente, mas se afetam com a fome na África, e coisas do tipo. 
Cabe dizer aqui, que C. S. Lewis, confessou no livro Cristianismo Puro e Simples, que em muitos momentos de sua fase como ateísta ele chegou a duvidar de que estivesse certo, mas por uma questão de convicção ele se aferrou às idéias que defendia. Quando finalmente abraçou a fé, ele passou pelas mesmas oscilações, mas se aferrou às idéias teístas. Ao meu ver o quadro atual de Pondé reflete tal oscilação, que ao meu ver, do ponto de vista intelectual, é das mais honestas, mais cética, mais rica filosoficamente e mais humilde. 
Como Cristão, creio que mesmo um pouco de dúvida a nossa fé faz bem. Como? a dúvida, diz Timothy Keller, funciona como um anticorpo em nosso organismo, quando superada, nos deixa imunes. Mas não há como permanecer na dúvida eternamente, como diria Pascal, é necessário apostar. 



Pr Marcelo Medeiros

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

´

 
Vi esta foto com este dizer no facebook, e como sempre ocorre, tive vontade de comentar. Quero propor uma reflexão a partir dos termos envolvidos na frase. Comecemos por amor. É um verbete cujo sentido é sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso; grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário; afeição, grande amizade, ligação espiritual, pessoa que possa ser objeto dessa afeição, benevolência, carinho, simpatia. Gosto muito desta definição: sentimento que faz alguém querer o bem de outrem ou de alguma coisa.
Não sou fã do pensamento que divide o amor em eros, philia, agape etc... Entendo que tal divisão é puramente didática e irreal na prática. Guardadas as devidas proporções, o amor que se preze tem de ter uma dosagem dos elementos acima expostos, inclusive de paixão, uma vez que a Bíblia diz: O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (I Co 13. 4 - 7 NVI). 
Já paixão, é um sentimento forte, como o amor, o ódio, um movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. Ou seja, é ímpeto, impulso. C.S. Lewis descreve este sentimento como um turpor, um arrebatamento de sentidos, um misto de alegria e dor (Os 4 amores), mas afirma que é vã toda a tentativa de se manter este sentimento por toda a vida. Até porque é impossível se manter apaixonado por toda uma vida.
Um dos grandes erros que o diabo conseguiu imprimir em nossa civilização, prossegue o autor, é a idéia de que o casamento se justifica somente quando os que o contraem o fazem motivados pela paixão. Este erro faz com que outros elementos, tais como: companheirismo, amizade, fidelidade, e coisas como estas que de fato caraterizam um casamento, se tornem banais diante da paixão. Para a nossa geração, o que vale é estar apaixonado.
Este mesmo tipo de sentimento torna homens e mulheres mais suscetíveis aos erros quanto à escolha do futuro cônjuge. Sem se perceberem homens e mulheres podem estar presos em um verdadeiro inferno astral porque orientaram suas escolhas pela paixão, ao invés de escolherem sabiamente os mesmos. A verdadeira paixão está neste trecho do hino que Paulo escreveu, ou transcreveu em sua carta aos coríntios: O amor é paciente, o amor é bondoso. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (I Co 13. 4 - 7 NVI). Isto é estar apaixonado como somente os santos e mártires sabem ser, porque sabem o que é renunciar, o que é considerar algo superior aos seus próprios desejos. Que saibamos amar com esta intensidade.

Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.

Read more: http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital&op=loadVerbete&pesquisa=1&palavra=amor#ixzz2JhCTAg6d
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Créditos!

Por favor, respeite os direitos autorais e a propriedade intelectual (Lei nº 9.610/1998). Você pode copiar os textos para publicação/reprodução e outros, mas sempre que o fizer, façam constar no final de sua publicação, a minha autoria ou das pessoas que cito aqui.

Algumas postagens do "Paidéia" trazem imagens de fontes externas como o Google Imagens e de outros blog´s.

Se alguma for de sua autoria e não foram dados os devidos créditos, perdoe-me e me avise (blogdoprmedeiros@gmail.com) para que possa fazê-lo. E não se esqueça de, também, creditar ao meu blog as imagens que forem de minha autoria.