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terça-feira, 6 de maio de 2014

Oito fraudes em um único post

 
Antes que o site saia do ar resolvi postar, claro dando os devidos créditos. O faço porque mais do que nunca percebo que desde que a Rachel Sheherazade fez aquele comentário sobre o menor que por ação de justiceiros foi amarrado nú em um post, tem sido tendência de intelectuais, jornalistas e partidos políticos associarem a prática de justiça com as próprias mãos ao comentário da jornalista em apreço. gostei da análise feita , cuja autoria é atribuída a Luciano Henrique, embora, não goste muito de alguns vícios olavistas, mas digno de leitura e consideração (aqui).
 
Muitos radicais de extrema-esquerda, quando postam nas redes sociais, tem uma meta clara: mentir como o mais frio dos psicopatas. O nível de perfídia de suas mentiras e o grau de sordidez em sua dissimulação tende a ser visto como uma espécie de troféu por aqueles que estão ao seu lado. Esse é o fruto da moral psicopática, o sistema moral de pessoas que tomam a mentira como método.
Uma evidência do nível de falsidade desta gente está em uma página de apoio ao PT no Facebook chamada Política no Face II. Em sua tradicional campanha de ódio e calúnia contra Rachel Sheherazade, agora eles resolveram acusá-la pelo crime cometido contra uma mulher inocente, que foi espancada e morta no Guarujá. Aliás, uma das notícias mais revoltantes dos últimos dias.
Leia com um Engov à mão:
Mais uma inocente morre pela prática de justiçamento (1). Uma mulher foi acusada por engano de agredir crianças, através de uma postagem com uma foto sua na página Guarujá Alerta (http://goo.gl/SlzU1P). Após isso, foi atacada por justiceiros (2), amarrada a um poste (3) e brutalmente agredida até a morte,
sem
direito a defesa. Populares filmaram as agressões que estão no link da postagem. Linchamentos e justiceiros cresceram (4) após a jornazista (5) Rachel Sherazade defender a prática criminosa e ilegal numa TV (6), uma concessão pública (7). Fica a pergunta, e se fosse você o(a) confundido(a) e injustamente acusado(a) de um crime, amarrado(a) ao poste, o que diria para a Barbie Reacionária? (8)

Hora de isolarmos as fraudes intelectuais:
  1. Uso inadequado de termos (justiçamento). Aliás, a figura não foi capaz de perceber que até a distorção o complica, pois o justiçamento era um termo dado à condenação de morte feito por um tribunal revolucionário. Era uma prática de comunistas. Mas não se aplica ao caso, pois não existiu tribunal e nenhum tipo de formalidade. Foi uma ação de turba e só.
  2. Uso inadequado de termos (justiceiros). Também não foi uma ação de justiceiros. Segundo a Polícia, a ação foi tomada por vizinhos. Não existem justiceiros burros a ponto de praticarem ações de execução próximos de suas residências. O petista tentou o truque aqui para tentar confundir o leitor, pois no caso do bandidinho do poste tínhamos de fato justiceiros que agiam de forma organizada e com o apoio de boa parte da população (o que jamais vai existir no caso da morte da mulher do Guarujá). Os casos são completamente diferentes.
  3. Truque emocional ao usar a ênfase na expressão “amarrada ao poste”. O detalhe é que no famoso caso do bandidinho do poste, falávamos de um criminoso confesso (que foi preso de novo semanas depois). No caso do Guarujá, a mulher era inocente… A fraude é clara.
  4. Alegação sem evidências. Segundo o petista, “linchamentos” cresceram após o discurso de Rachel sobre o bandidinho do poste. Mas não apresentaram nenhuma evidência para isso. Na verdade, mesmo que os linchamentos crescessem, ainda não haveria prova de que o crescimento estaria associado ao discurso de Rachel. Muito provavelmente, tal crescimento hipotético estaria associado às provocações lançadas pela extrema-esquerda contra a população após o caso de Rachel Sheherazade. Mas, enfim, não há evidências de aumento de crimes. Mas, se tiver, podemos atribuir a responsabilidade à extrema-esquerda.
  5. “Jornazista”? Apelo de baixíssimo nível. Aliás, Rachel não pode ser nazista, por defender livre mercado. Ao contrário dos petistas…
  6. Denunciação caluniosa. Está mais do que evidente que Rachel não praticou nenhuma incitação ao crime ao compreender os motivos de quem amarrou um marginal confesso a um poste. Mas quando o petista do Política no Face II afirma que ela “defendeu a prática criminosa e ilegal”, abre oportunidade para um baita processo de denunciação caluniosa por parte de Rachel. Se ela quiser, é causa ganha.
  7. Truque de ameaça de censura. Já refutei essa fraude aqui. Ver o item 03, que menciona a fraude “Televisão é concessão pública, portanto o governo pode fazer o que quiser”.
  8. Jogando para a platéia. Por fim, um apelo emocional questionando “Se fosse você o(a) confundido(a) e injustamente acusado(a) de um crime, amarrado(a) ao poste, o que diria para a Barbie Reacionária?”. Eu já sei a resposta no caso do sujeito ser um petista e estiver disposto a mentir feito um psicopata:  com certeza a chamará de “culpada”. E, é claro, só merece ser respondido com um processo no meio das fuças.
A tese da moral psicopática descreve o mais básico fundamento “moral” da esquerda. Por esta base moral, o esquerdista se sente justificado (e incentivado) a mentir em quantidade colossal, desde que ele entenda que sua causa justifica a mentira. É por causa deste sistema moral que eles se tornaram campões em suporte a genocídios pelo mundo. Detalhe: a moral psicopática não diz que todos os esquerdistas são psicopatas. Alguns podem ser histéricos ou mesmo terem editado informações em sua mente por diversos motivos. Mas como o discurso que estes últimos usam é emulado a partir de discursos criados por líderes nitidamente psicopatas, debater com um deles é como se debater com psicopatas.
Alias, pessoas normais estão revoltadas com o que ocorreu com a dona de casa vítima desse crime brutal e intolerável. Psicopatas, ao contrário, tendem a não sentir absolutamente nada, e aproveitam eventos desse tipo para manipular a emoção alheia. Estamos realmente de uma monstruosidade que não encontra limites.
O que importa é o seguinte: quando nos preparamos para “debater” com um esquerdista deste tipo com o mesmo nível de preparo que nos preparamos para enfrentar um psicopata, somos mais precavidos. Talvez por isso tenha sido tão fácil achar oito fraudes intelectuais em um único parágrafo. Realmente, estamos diante de um prodígio.
 
Forte Abraço a todos os leitores.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Vitória da censura e derrota da constituição


Segundo informações postadas em uma pagina que atribuem a Rachel Sheherazade, no Facebook (aqui), os comentários do SBT passam a ser de inteira responsabilidade do canal. Com isto as opiniões dos jornalistas passa a ser moderada pela assessoria do canal. A ação, por parte da direção do canal se deu após as representações feitas por partidos políticos com vistas a processarem a jornalista em questão por crime de ódio. Cabe ressaltar que a ação não veio do Ministério Público, mas de partidos políticos como o PSOL, PC do B, blá, blá, blá, blá, blá, blá.
A mensagem está dada. A constituição de oitenta e oito ainda não foi mudada, mas a opinião, antes livre, agora é livre somente quando amoldada às politicas de maquiagem adotada pelos partidos eu agora estão no poder. O quadro de traição dos ideais de esquerda descrito por Orwell no clássico a Revolução dos Bichos, bem como o cerceamento da opinião descrito em 1984 estão aí diante dos olhos de quem quiser conferir.
Na minha opinião esta só pode ser a ação de quem entende que estamos no melhor dos mundos possíveis. E não há como negar! Para alguns, de fato estamos na melhor das democracias possíveis. é dispensável a observação de que os partidos envolvidos na manobra são os mesmos que estão aliados ao partido de uma família cujo estado que governam possui o maior índice de miséria. Será este o projeto de país que querem empurrar pela nossa goela abaixo? Se é, tenho de admitir que começar pela censura é o caminho.
Minha pergunta é onde estão Silas Malafaia, Marcos Feliciano, Marisa Lobo, gente por quem Rachel Sheherazade, muito provavelmente, no uso, e diga-se de passagem, muito bom uso, de suas faculdades mentais, colocou a sua cabeça á prêmio ao emitir opiniões que iam de encontro á cartilha que a imprensa seguia? Para refrescar a memória do leitor, lembre-se de que enquanto boa parte da imprensa falava em cura gay, e se preocupava em colocar sobre Marisa e Feliciano a pecha de homofóbicos, ela foi a única esclarecer que não se tratava de um descriminação quanto aos homossexuais, mas da garantia de tratamento para os que não se adequavam á sua sexualidade. Esta foi uma das opiniões que com certeza provocaram a fúria dos esquerdistas tupiniquins bem como o rótulo de fascista que alguns universitários de nosso país colocam nela.
Se há representações contra Rachel Sheherazade, por suas opiniões serem consideradas homofóbicas, onde estão as representações dos cristãos em prol do exercício da liberdade civil, por parte da jornalista. Não, a mordaça não foi colocada na boca de uma apresentadora, mas em todo um seguimento da sociedade, que até e prove o contrário, não sai por aí amarrando meninos em postes e fazendo justiça com as próprias mãos, e muito menos faz parte de linchamentos publico, seja de negros, gays, e quaisquer minorias, mas que reconhece que nosso estado de direito não garante o direito de todos, que o mesmo se afunda na ineficiência dos sistemas de inibição da corrupção, bem como na falta de equidade na distribuição das leis. O que me resta é a pergunta feita pelo bonequinho que aparecia no filme O gênio maluco: Mas o que está acontecendo? A verdade foi lançada por terra. é isto que está acontecendo.
 
Marcelo Medeiros.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mais de Rachel Sheherazard

 
No dia 31 de Março do corrente ano foram comemorados os cinquenta anos de golpe militar. Confesso que não me lembro muito bem do período da ditadura haja visto que nasci em 74, mas uma marca que a mesma deixou em mim foi aquele estranho papel que aparecia antes das exibições dos programas de TV, novelas, shows, filmes, sim aquele em que vinha escrito em alguma cor que meu televisor preto e branco não identificava, mas que aqui vou colocar em vermelho, CENSURA. Em poucos anos presenciei o processo das diretas, mas sempre com a sensação de que algo da ditadura ficava. E agora, em períodos onde vemos uma jornalista sendo cerceada em seu direito de emitir opiniões, me sinto de volta àquele período.
De acordo com a deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ), a âncora do SBT, cometeu crime apologia e incitamento à tortura e ao linchamento, caracterizado no artigo 287 do Código Penal. A deputada foi além, ao rotular o discurso da jornalista como neo facista (aqui), o que, salvo seja comprovado que a jornalista faça parte de algum grupo que defenda ideias fascistas, é uma tática suja de associar a opinião alheia com algo que normalmente as pessoas sequer conhecem, mas que seja por propaganda, ou por um conhecimento raso da historia as pessoas repudiam.
Outra argumento ruim, para não dizer péssimo é a tese de que o Estado de Direito o pode ser criticado, quando na verdade o que a apresentadora criticou foi justamente um dos fatores que ameaçam o Estado de direito, a violência. A definição de Estado de Direito do Info Escola é: Estado que respeita as liberdades civis, os direitos humanos e as liberdades fundamentais por proteção jurídica, pois, até as autoridades também são submissas ao respeito da regra de direito. Ainda no mesmo site é possível observar o entendimento de liberdades civis, como sendo o direito das pessoas assumirem e externar livremente as suas convicções pessoais, sem com isto sofrerem perseguição, ou pressão, de qualquer governo, ou instituição, grupo étnico, ou social (aqui). Mas de cara não é o que se vê no caso da apresentadora.
A crítica de Rachel Sheherazade não foi ao Estado de Direito, mas a crise que o mesmo vive. Ainda que se aceite a suposição ingênua de que o menor amarrado em poste, se envolveu com a delinquência porque teve os seus direitos fundamentais violados, a sociedade tem de aceitar que o mesmo viole os direitos fundamentais de outra pessoa, ou permaneça na condição em que está? Não! Mas o que fazer para que a lógica da injustiça cesse por aí? Este é o desafio da fala de Rachel Sheherazade, com a campanha adote um bandido. Quem não analfabeto funcional, entende o grito da sociedade na voz da Sheherazade, e a contradição que nosso fantástico mundo de Bob vive, ao sufocar direitos  fundamentais de uma parcela significativa da sociedade para aplacar a culpa pela ineficiência na aplicação dos ditos direitos humanos.
É neste sentido que entendo a fala de Sheherazade, qualquer outro entendimento é falta de instrução, ou predisposição á maldade mesmo. O primeiro caso o Estado resolve com a educação que nega a significativa parcela da população. O segundo se resolve com terapia, igreja, eu indico o Evangelho. Uma coisa é certa, de nada adianta abolir a ditadura militar e instituir outra. Abraços fraternos em Cristo.
 
 
Marcelo Medeiros

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Nova Polêmica envolvendo Rachel Sheherazade

 
Não faz sequer uma semana que postei aqui uma critica ácida à hipocrisia social, que produz a lógica dos dois pesos duas medidas. Me espanto diante da revolta e da comoção nacional, bem com da ênfase excessiva que a mídia dá à violência contra o menor, que não é qualquer tipo de menor, mas especificamente um menor infrator. Embora reconheça que mesmo estes tem seus direitos garantidos na constituição, me pergunto porque tamanho comprometimento social (se é que possamos chamar assim com a causa da violência contra os mesmos), e a ausência da mesma quando um trabalhador, um representante do Estado, é igualmente vitimado. Confesso que fico estupefato diante de tal contradição. Expus meu espanto aqui.
Volto a este assunto após a polemica suscitada pelo comentário de Rachel Sheherazade, jornalista do SBT ao fato relacionado com a exposição e vexação pública do menor que sob pretexto de o mesmo estar cometendo furtos e outros delitos em uma área nobre do Rio de Janeiro. A jornalista em tese disse mais que o obvio, no lugar de prestar queixa contra os seus agressores, o menos preferiu fugir, ação plenamente compreensível se observarmos que o mesmo já tem passagens na delegacia. O motivo? furtos.
O comentário da jornalista, é que ação dos agressores é compreensível dada à realidade da violência, a omissão e ineficiência do estado frente às ondas crescentes de criminalidade, este é o resultado mais do que esperado. Minha citação embora seja uma paráfrase expõe a compreensão mais do que obvia das palavras da jornalista. Ainda que ao final do vídeo ela tenha caído em desgraça quanto ao comentário, no total esta é a essência da opinião da jornalista.
Embora não concorde em tudo com o que Rachel Sheherazade fale em seus comentários, entendo que neste em particular ela errou apenas quando disse que a ação dos agressores que amarraram o menor era justificável, ao passo que o termo correto é compreensível, e passo a explicar o porquê. Sabemos que a natureza humana é ambivalente. Ao mesmo tempo em que é capaz de praticar ações nobres, o ser humano traz em si o potencial para a igualmente cometer os atos mais hediondos. Como cristão que sou acredito nesta ambivalência e mais ainda afirmo o caráter paradoxal do ser humano. Neste paradoxo não há necessariamente preto e branco, mas zonas cinzentas. Em termos práticos, sabemos o que é a justiça, mas o nosso senso de justiça pode ser maculado, distorcido e na aplicação da mesma (o que em si é uma usurpação, visto que no estado de direito a aplicação das penas é uma atribuição exclusiva do mesmo). Mas o mesmo pode ser dito do menor, que para sobreviver apela ao furto. Conclusão, violência gera violência! Ainda que a ação seja ilegítima, não se faz necessário um QI elevadíssimo para entender que ela é mais do que natural, do contrario sequer teríamos leis que coibissem tais ações. Foi com esta ótica que li e entendi o comentário da jornalista. Creio que não seria difícil à assessoria de imprensa do referido canal fazer tal alegação, mas no lugar de explicar, os diretores tiraram o corpo fora.
Gostaria de extrair algumas lições do fato. Em primeiro lugar, já não é de hoje que Rachel Sheherazade é tachada de reacionária, ultraconservadora, fascista, elitista, escravocrata (veja alguns comentários neste artigo aqui). Embora não concorde com tudo o que ela fale, e ainda, entenda que boa parte de suas opiniões são rasas, logo destituídas de profundidade, reconheço que uma coisa é apontar a superficialidade, os lapsos, conforme feito acima; ou as idiossincrasias em seus comentários, outra é estereotipar a apresentadora simplesmente pelo fato de sua opinião não se coadunar com a aquilo que Pondé chama de praga politicamente correto. Infelizmente a estereotipia tem sido a arma mais recorrente dos ditadores da praga PC. Pior do que isto somente o suposto caso de um professor universitário, ou de alguém usando a sua conta no twitter, que desejou que ela fosse abraçada por um tamanduá após ser estuprada.
Segundo, fatos como este trazem á tona, que a despeito de nossa constituição garantir a liberdade de expressão a logica que rege as nossas conversações ainda é profundamente marcada pelo legado histórico da ditadura. É proibido, mas expressamente proibido pensar diferente, do contrario, nos iremos estereotipar você. Infelizmente é esta a mensagem que leio em todos estes acontecimentos. É a intolerância dos defensores da tolerância e a ditadura dos autocratas que se ocultam atrás do discurso pró liberdade.
Terceiro, me enojo diante da vitimização que se faz á figura de menores infratores tal como no caso do que fora amarrado. É como se ninguém soubesse que inúmeros jovens que ingressam no trafico, bem como em outras modalidades de crime, estão com sua sina selada. Qual? a de uma morte prematura! E sabe o que me espanta? A desconfiança de que algum sociólogo percebeu isto, fez algum trabalho sobre o tema, mas que, nem de longe, ganhou repercussão na mídia. O bando que amarrou o menor em um poste não pode ser tratado como heróis à moda Charles Bronson, e nem o menor como vítima do bando. Ali ambos são algozes, são feras, cada um á sua maneira, mas é isto que são. Sei que estou indo na contramão da cartilha do politicamente correto, mas o menos infrator é tão vítima da sociedade quanto cada um de nós o é. A diferença é que alguns escolhem o caminho do estudo, outros prestam concurso para algum cargo público, alguns valentes tentam conciliar vida acadêmica e profissão, outros escrevem, e assim vão aprendendo a viver de modo a demonstrar o valor de ideais nem sempre compreendidos e aceitos por nosso sociedade tão complacente.
A condescendência é definida como sendo a atitude de uma pessoa que concorda com alguma coisa fazendo sentir que poderia recusar. É esta a suspeita, quase improvável que tenho comigo. Creio que na verdade todos se recusam a aceitar o estilo de vida delinquente, mas por alguma razão que desconheço, quando este colhe o que plantou, todos são transigente com a atitude do mesmo. Enquanto isto outros tipos de violência vão sendo mais do que naturalizados.
Encerro este post com a reflexão a respeito da frase: adote um menor infrator. Creio que ela feriu mais ainda por ter esfregado na nossa cara, a nossa impotência diante de tais mazelas sociais. Temos muito assistencialismo, mas pouca assistência social. A diferença entre ambos é que o primeiro é uma medida que visa aplacar a crise de consciência dos que de alguma forma se entendem como reesposáveis (diretos, ou indiretos) pela criação de feras que furtam e feras que fazem justiça com as próprias mãos. Este é o caso dos nossos corruptos, por exemplo. O segundo caso é a intervenção direta nos fatores sociais e econômicos que produzem a marginalidade. Honestamente, vivemos em uma sociedade cada vez mais individualista, e via de regra ninguém quer pensar sobre isto. E os poucos que pensam são excelente na analise do problema e deficientes em apontar soluções. Este é o caso, por exemplo, de quem afirma que isto (ultrajar e agredir um menor infrator) não se pode fazer. É claro que não! Mas o que você sugere? Uma dica, culpar a Rachel Sheherazade não vale.
 
Marcelo Medeiros
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