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quinta-feira, 26 de março de 2015

Nova Polêmica em relação aos Gladiadores do Altar





A polêmica em relação ao grupo Gaudiadores do altar segue firme nas redes sociais, criando frenesi e falsas dicotomias. Primeiro, por conta de um trabalho de um cartunista que representou o grupo por meio de uma charge onde um membro deste aparece com um escudo e cravando uma espada em uma frequentadora de culto afro [leia aqui]. 

Já expressei neste espaço o meu ceticismo com relação a este modo de interpretar esta milícia. O extermínio em massa de umbandistas e candomblecistas acabariam com o público em potencial desta denominação os ex fraquentadores, e retiraria parte da identidade da mesma, que foi forjada a partir de uma antítese a estas religiões [aqui]. 

Gostaria de ressaltar que, o clima de mistério em torno do propósito deste grupo tem dado margem a especulações mais diversas que vão desde uma tentativa de criação de um estado paralelo antidemocrático, à formação de uma milícia eclesiástica (diga-se de passagem que não concordo com nenhuma das duas opiniões, mas discordo igualmente do caráter secreto, oculto deste grupo). 

Um segundo ponto é que tenho visto com frequência cartazes de pedidos de volta da ditadura. O que isto tem a ver com o tema proposto no presente post? Simples, ao que parece uma parcela significativa da população ainda nutre profunda admiração por militarismo, e o incorpora às praticas eclesiais. Daí minha crença de que se trata de uma forma de atrair um público há muito afastado desta, o jovem. 

As promessas de Igreja Universal não coadunam com pessoas de perfil de mais de quarenta anos. É uma fase em que cada vez menos as pessoas acreditem que suas vidas, seus problemas e dilemas serão resolvidos como que por um passe de mágica. Se tem dúvida veja as pessoas que aparecem nos comerciais dizendo eu sou a universal

Seja como for cresce entre os laicistas a ideia, em parte falaciosa, de que o avanço deste tipo de cristianismo pode vir a resultar nas destruição da laicidade estatal, bem como na criação de uma teocracia nos moldes islâmicos, que por sua vez redundaria em mortes de homossexuais, umbandistas, candomblecistas e ateus [leia aqui]. 

Partindo do princípio de que habito em mundo no qual as pessoas são capazes de praticar tanto ações boas como idiotices, visualizo más intenções de ambos os lados. Nesta Babilônia ideológica, cristãos autênticos precisam expor com clareza que não estão neste mundo para impor sua religiosidade goela abaixo de ninguém, que são capazes de afirmar a verdade e coexistir pacificamente com quem não acredita em nada do que estes afirmam. 

Este é o único caminho que entendo como parte do Evangelho de Cristo, uma vez que neste se lê que são bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus (Mt 5. 9). Em outras palavras ser da paz não significa sacrificar as próprias ideias. Todavia o revanchismo presente tem de ser superado, e a busca sincera pela paz é o caminho. Isto demanda paciência e acima de tudo responder ao mundo de forma diferente da atual. 

Em Cristo, Marcelo Medeiros

domingo, 15 de março de 2015

Vamos orar por Sóstenes Cavalcanti



O leitor assíduo do meu blog já deve de ter percebido que não tenho o costume de usar este espaço para falar mal de ninguém. Critico as ideias, tal como fiz com a posição pró homoafetiva de uma pastora inclusiva que esteve em um programa popular, ou como fiz quando Silas Malafaia resolveu criticar a doutrina da predestinação. Mas não faço ataques pessoais. 

Venho usar este espaço para pedir as orações em prol do Pastor Sóstenes Cavalcante, membro da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, escolhido para comandar a comissão que dará andamento ao estatuto da família, um projeto do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), que tem por objetivo manter a definição atual de família como uma sociedade formada por um homem, uma mulher e filhos [leia aqui]. 

Peço oração por que esta é uma guerra extremamente complicada. A despeito de todo evangélico entender que a relação homoafetiva é pecaminosa, nem eu, nem evangélico nenhum tem coisa alguma contra homossexuais que resolvam assumir sua relação, adotar filhos e constituir núcleos societários. Perseguir os tais seria uma postura doentia, e qualquer pessoa lúcida crente, ou não percebe isto. 

O problema se dá quando a luta por direitos se dá por meio de falácias, tais como as que associam a violência e o preconceito sofrido pelos mesmos com a questão doutrinária, e não satisfeitos armam seus circo ideológicos com o intuito de calar toda e qualquer opinião contrária. Algo similar se deu com o conceito de família. Critiquem o quanto quiserem os defensores da causa gay, mas duvido que o projeto de Anderson Ferreira (PR-PE), não tenha sido motivado por algum boato, verídico, ou não, de algum projeto de mudança na concepção de família. 

Tudo bem que direitos civis sejam concedidos aos mesmos e até ampliados. Mas vejo como contraditória, e mais como ressentida esta atitude que afirma o diferente em detrimento do normativo. em outras palavras destroem e minam o conceito clássico, ou tradicional de família, com vistas a afirmação de novos grupos societários, e isto com direito à abolição das datas que comemoram dias de pais e de mães [aqui]. 

Contudo os desafios do caro Evangélico não param por aí, afinal, vida de crente na política brasileira, não é vida de profeta na corte. Crentes que pisem no congresso, nas câmaras, nas assembleias legislativas estaduais e nos cargos políticos, são como ovelhas no meio de lobos [aqui]. Marco Feliciano, que sucessivas vezes foi achincalhado pela mídia, e sempre em matérias, que ora distorciam a verdade, ora encobriam outros fatos, deve servir de exemplo para que se perceba o quanto o meio político é hostil aos evangélicos. 

Por último, não falta quem em seu surto de histeria não associe (de forma desonesta) a participação política dos evangélicos às tentativas de estabelecimento de uma teocracia neste país. O curioso é que não falta quem refute a ideia absurda de que a permanência do PT no poder esteja à serviço da criação de uma ditadura, pena que o mesmo critério não seja utilizado na análise da participação de cristãos na política. Daí que sem teorizar peço as orações dos santos por este parlamentar, a fim de que a atuação do mesmo na casa glorifique a Deus, e traga sal e luz ao ambiente tão contaminado pelos vícios. 

Em Cristo, Marcelo Medeiros. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

A polêmica em torno dos Gladiadores do Altar



Uma polêmica que ferveu nas redes sociais foi a criada por conta da criação de um grupo ligado à IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), o já famoso e polêmico Gladiadores do altar. Desde já cumpre observar que esta denominação sempre usou das famosas representações teatrais em sua liturgia. É isto que se vê nas campanhas dos trezentos de Gideão, dos setenta, nas fogueiras santas, então nada demais em criar os Gladiadores do altar. 

O grande problema é que os laicistas de plantão estão dispostos a tudo para a promoção de uma sociedade secularizada. Até aí nada demais, não fosse o referido processo frequentemente confundido a extinção da religião, ou a retirada desta para uma esfera privada. C. S. Lewis observou muito bem este fenômeno quando apontou que os que dizem que o fenômeno religioso é algo de foro íntimo, são os mesmos que cuidam para que o homem nunca esteja só. 

As redes sociais provaram o indivíduo do foro íntimo. No afã de estar sempre conectado, se comunicando, resta pouco ou nenhum tempo para aquela disciplina desenvolvida pelos monasticistas medievais, ou mesmo para comunhão nos moldes protestantes, cujo ápice se vê nos escritos de Banhoeffer. em outras palavras a religiosidade cristã tem se tornado inviável dada à agitação dos dias atuais que roubam do crente o tempo necessário à solidão, ao silêncio, à oração, leitura, meditação nas Escrituras e contemplação. 

Lentamente se estabelece no seio cristão a ideia errônea de que a religião é intrinsecamente má, quando na realidade as menções que a Bíblia faz da mesma são positivas, tanto que em Tiago mesmo a prática de visitar os órfãos e as viúvas em suas necessidades é definida como religião, o mesmo se pode dizer de quem refreia a sua língua. 

Não faltam nas redes sociais quem associe os Gladiadores do Altar com o filme "A Onda". Neste longa se vê a história de um professor que para ensinar aos seus alunos o regime autocrático, resolve viver a experiência de uma ditadura na classe. O Fenômeno vai para além das salas de aula e ganha as ruas. Resultado? Os jovens que fazem parte do movimento, diga-se de passagem totalmente dissociado de religião, agridem aos que não fazem parte do movimento. 

Mesmo sendo Evangélico, escrevo tais palavras com todo liberdade, porque sei que este perigo não é restrito á religião. C. S. Lewis avisa que a amizade criada em torno de causas comuns pode fomentar o pior tipo de orgulho e consequentemente aquele sentimento de que quem não pensa como pensamos não é tão digno como somos. Mas isto se vê também na política, nas causas inclusivas, religião e tudo mais. 

O corolário da suspeita em torno dos Gladiadores do Altar são as mais que conhecidas ambições políticas do grande chefe desta dita Igreja com pretensões de universalidade quase que católicas e cada vez mais distanciada da proposta de Reino de Deus exposta na Bíblia. Na verdade a IURD tem assimilado aquilo que ela pretende combater, misticismo, espiritismo, ocultismo, e sido cada vez menos aquilo que afirma ser. 

Face ao exposto, não sei o que pensar. Tenho diante de mim duas vertentes. A mais óbvia é a de que a despeito da imagem acima, a IURD  na verdade depende das seitas afro para afirmar e firmar a sua identidade como religião que combate os exús, e demais demônios, e que na ausência destas ela ficaria sem ter algo a se opor e vazia em sua identidade, embora a guerra com IMPD prometa. a segunda é a de que seja um meio de trazer militância jovem visando a renovação. 

Evangélicos e demais cristãos históricos precisam estar com o discernimento em alta, e isto com os olhos postos nos laicistas histéricos de plantão, e nas ambições de gente que une religião à política. Ambos precisam ser vistos com suspeita. Não há nada de mais desonesto do que a comparação do grupo com o Estado Islâmico (EI), até porque nada isenta os secularistas de jogarem cristãos do alto de uma ponte, ou decapitarem os mesmo como os terroristas do EI fazem. eu disse nada mesmo, e caso não percebam isto, tal se deve à crença ingênua de que não são capazes de serem intolerantes com quem pensa diferente. 

Marcelo Medeiros. 
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