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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Cristóvão Buarque pede desculpas a David Luís



Em mais uma das minha visitas ao facebook me deparei com algo gratificante e surpreendente: um texto de Cristóvão Buarque (aqui). Neste aquele que é uma das maiores mentes do cenário político nacional se vale da fala de David Luiz para mandar um dos mais contundentes recados à classe política e à população. O recado é simples. O povo brasileiro se traumatiza com os maus resultados no futebol, mas se esquece de que a superioridade alemã em relação ao Brasil, não se resume aos resultados em campo. O placar de 7 x 1 da terça não se compara com o fato de que a Alemanha possui 103 prêmios Nobel e o Brasil nenhum. 

Os jogadores conseguiram classificar o Brasil entre as melhores 32 duas do planeta, ao passo que os políticos não conseguem elaborar uma política pública eficiente que sequer coloque a educação e o Índice de Desenvolvimento Humano, entre as vinte e cinco melhores, mas David Luiz pede desculpas por não ter dado ao povo a alegria de ser campeão. 

Vejo no texto de Cristóvão Buarque um chamado à solidariedade por parte dos políticos aos sofrimentos do povo brasileiro, que aprendeu a não se importar com saúde, saneamento básico, educação, e segurança; e pior não se importa se estas coisas vão mau. Contanto que individualmente tudo vá bem. Mario Sérgio Cortella e Renato Janine Ribeiro falam do fato inconteste que neste país quem possui recursos paga, se necessário for três vezes, ou mais para se ter serviços, que os impostos deveriam garantir. Mas a realidade em saúde, por exemplo, é que os impostos são pagos, planos de igual modo, mas quando se quer um serviço de qualidade se recorre ao médico particular. 

Mensagem mais clara do que esta impossível. Se David Luiz sente vergonha por ter classificado uma seleção, cuja atuação foi pífia ao longo da competição; que sentimento deveriam ter os nossos políticos por não conseguirem elevar a qualidade da educação neste país e consequentemente o IDH? Na compreensão de Cristóvão Buarque, nossos políticos devem desculpas a David Luis, e ao povo. 

Marcelo Medeiros. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Reforma Política já


Publico aqui um vídeo no qual o Senador Cristóvão Buarque, ao meu ver um dos políticos mais sérios, que este país possui, em que o mesmo se junta á multidão para clamar por uma profunda reforma política. O clamor se reveste de profundo sentido social e histórico, uma vez que ficou constatado em todo o movimento ocorrido nestes últimos dias que o mesmo era apartidário. em outras palavras, a frase: "não temos partido", veio a ser palavra de ordem. 
Ainda que Silas Malafaia, e uma série de pessoas tenham vociferado na net contra a falta de líder, por parte do movimento, fica claro que o mesmo carrega a insatisfação para com a nossa democracia, e a falência da política partidária brasileira. Emprego o termo falência, visto que aqui sequer existe uma polarização, e verificamos que entre tucanos e petistas a agenda política é a mesma. Fica claro que Fernando Henrique Cardoso disse certo quando afirmou que a agenda de qualquer político que entrar no Brasil tem de ser a agenda de uma nova ordem mundial. Com isto morre a polarização, tão importante ao governo democrático. 
Meu desejo é que esta dita reforma política traga maior transparência com relação às prioridade, aos gastos públicos, e marque, quem sabe, o fim do imperialismo latifundiário. Sei que não é fácil, visto que a natureza humana é pecaminosa, e por este motivo irremediavelmente corrompida. Mas peço humildemente a Deus que a mesma graça comum que guia os homens quanto à criação de tudo de bom que a democracia nos trouxe, esteja sobre esta nação neste momento, e que algo de bom venha de todo este movimento. 
Me uno ao Senador, sendo que em oração, e por meio deste escrito, para que nossa presidenta se comporte como estadista, ao invés de se comportar como xerife. Se a punição dos baderneiros é importante, mais importante ainda é que se assumam os erros políticos até agora cometidos, as omissões. Se você quer um exemplo claro, para ver como é sério o que estamos falando, pense por exemplo, no Japão, que passou por uma catástrofe natural, bem pior do que a ocorrida nas região serrana do Estado do Rio de Janeiro. Agora responda: de quanto tempo eles precisaram para reconstruir o país? E a região serrana de nosso estado? E os recursos que foram liberados pelo governo federal, alguém perguntou onde foram parar? É, ou não, necessário que se clame por transparência, principalmente no que toca aos gastos, e ao emprego do dinheiro público? A minha resposta é um sonoro sim. 



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