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terça-feira, 9 de junho de 2015

A Paródia Gay da Cruz


A imagem deste transexual representando, ou melhorparodiando a crucificação tem dado o que falar nas redes sociais. Alguns crentes tem exposto a sua indignação com a paródia taxando a mesma como falta de respeito, profanação, e outros entendem que tal imagem sequer deveria de ser divulgada por cristãos. Minha opnião?

Tenho a impressão de que caso esta imagem seja recente (sim, é necessário considerar que ela seja antiga, visto que este tipo de provocação não seja nada nova), é uma resposta ao tiro no pé dado por Malafaia ao convocar boicote à Boticário pelo comercial do dia dos namorados com dois casais e dois pares homoafetivos. 

Crentes não devem se ofender com isto. De forma alguma! Não há como esperar que quem não comungue da fé em Cristo coadune na íntegra com aquilo que à grosso modo pensam os evangélicos. Pior ainda empurrar o pensamento cristão goela á baixo dos homossexuais. O desafio cristão está no paradoxo da afirmação da prática enquanto erro, e da demonstração de amor por estes mesmos "errados". Foi isto que Cristo fez. 

Quanto aos LGBT's, lembrem-se que ao lado de Cristo na cruz haviam dois ladrões, talvez um estivesse á sua direita, e outro à sua esquerda, mas o fato é que apenas um foi salvo por Cristo. Qual? Aquele que disse: nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino (Lc 23. 41, 42 ACF). A imgem acima na verdade deixa a dúvida a respeito de quem verdadeiramente está sendo representado Cristo, ou um dos ladrões? Qual deles?


Marcelo Medeiros. 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Maria mãe de Jesus, uma mulher qualquer, ou digna de veneração?



Esta imagem circula no facebook. O questionamento da mesma é pertinente, pelo simples fato de que a Bíblia não retrata Maria, mãe de Jesus como um mulher qualquer. Mas também não fala da mesma como uma pessoa digna de veneração. Daí a necessidade de inversão do questionamento: de que espírito estão cheios os que veneram Maria, ao ponto de confundir a devoção da mesma com a adoração?


O mais importante quando alguém procurou elogiar a mãe de Jesus, ele não estimulou, antes contrapôs a atitude de sua mãe com a dos que obedecem aos seus ensinos. Assim, cabe aqui perguntar, de que espírito Jesus estava cheio quando proferiu estas palavras:
E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes bemaventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam (Lc 11. 27,28 ACF). 
Fica a dica, caro irmão.  

terça-feira, 12 de maio de 2015

Família e comerciais de margarina



As redes sociais foram criadas com o intuito claro de socializar conhecimento, informação, contatos, além, é claro de diminuir distâncias. Mas alguns vícios foram associados às mesmas. Contudo, não há porquê em demonizar as redes. A saída, é o desmascaramento contínuo das mazelas humanas, dentre as quais uma denunciada por Pascal, de não se satisfazer com a vida que se tem em si, mas de se projetar continuamente na mente dos outros e criar assim, um outro eu. 

A razão de ser deste post é a infeliz constatação de que além de perseguir a felicidade o homem contemporâneo faz das tripas corações para se mostrar feliz aos outros. Felicidade, ou a imagem de que se é feliz, bem sucedido, é o novo produto do momento. E um dos maiores trunfos para tal é a incorporação da família comercial de margarina. 

Para Pondé, a desgraça é o que faz o homem ser humano. Pascal, disse que uma vez o objeto de desejo sendo alcançado, o homem se entedia com aquilo que outrora fora desejado. Mas C. S. Lewis descobriu a farsa em toda esta luta para ser feliz, e isto sem cair no desespero existencial. Para este autor, o propósito da vida não é a felicidade, mas que os seres humanos se tornem pessoas melhores, daí o sofrimento, inclusive na família. 

Não bastasse a loucura desenfreada, alguns ministros e obreiros, diante da percepção desta carência popular, investem suas energias ministeriais em sermões e palestras sobre o assunto. Alguns o fazem com extrema sobriedade, outros chegam ao cúmulo de distorcer a mensagem do Evangelho e saturar o rebanho de Deus com mensagens e mais prédicas sobre a temática. 

O assunto em questão pode e deve ser alvo de reflexão e ensinamento em Escolas Bíblicas e em púlpitos, mas jamais tal deve se fazer sem que o mesmo seja ligado ao contexto do Evangelho de Cristo e à doutrina cristã em geral. O alvo da Bíblia é mudar a prática, mas para que tal se dê, tem de haver ensino. Este não pode jamais frisar somente um lado da verdade, mas tem de abranger toda a verdade. 

Em uma escola bíblica, este autor viu quão duro julgamento Davi recebeu [ler aqui], mas que juízo fariam de Jesus, que em sua vida terrena não obteve a credibilidade para o seu ministério e cuja intenções foram colocadas em dúvida por aqueles que melhor do que ninguém deveriam compreender sua missão e propósito? 
Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele (Jo 7. 3 - 5 ACF). 
Além de ser alvo de incompreensão dos seus irmãos, Jesus alertou aos seus discípulos que eles seriam igualmente tratados por seus familiares. Leia as palavras de Jesus abaixo e pergunte em que aspecto elas se enquadram na pregação atual sobre família?
E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo [...] Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos? Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se. [...] Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á (Mt 10.21-39 ACF). 
Em Marcos é possível constatar que quando a família de Jesus foi até uma casa em que ele estava pregando e anunciando o Evangelho, o fizeram com a intenção clara de o prender como alguém que havia perdido o juízo. E, quando os seus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si (Mc 3. 21 ACF). Com sua vida Jesus ilustrou o alto custo do Evangelho e da clara escolha pelo reino. 
 
Muitos outros texto poderiam ser ligados a este, mas o leitor pode conferir em sua Bíblia com referência marginal, ou de rodapé. Mas a mensagem que este post se propõe a transmitir, é a de que o Evangelho não garante que cada crente terá uma família comercial de margarina. Se pela graça de Deus o leitor alcançou uma família equilibrada e que sai bem na foto mesmo sem as costumeiras maquiagens, saiba que isto é graça. 

Este é o momento para um apelo. Pregadores em nome de Jesus, parem de pregar sobre família, preguem sobre renúncia, pecado, perdão, misericórdia e graça. Estes são os fatores que pesam na estabilidade de uma família em um mundo caído, e isto sim, é Evangelho. Foi isto que Cristo fez. Fora a verdade inconteste de que nem Abraão, nem Moisés são padrão de amor conjugal, mas Cristo. Preguem a Cristo, e este crucificado. 

Forte Abraço. 

Marcelo Medeiros. 
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