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domingo, 6 de janeiro de 2013

O dia da vitória total





Preste atenção ao cartaz.
O cartaz traz o anúncio de uma campanha que estamos realizando em nosso ministério Assembléia de Deus em Cidade Nova. O tema de nossa campanha é o dia da vitória total. Mas o que é vitória? Em nossos dicionários vitória consiste na ação ou efeito de vencer o inimigo em batalha, ou seja, em um triunfo. No mundo esportivo, é a vantagem definitiva que, numa competição, uma pessoa ou equipe alcança sobre outra pessoa ou equipe. Em termos pragmáticos, ou seja, no dia-a-dia, interpretamos a palavra como sendo o bom resultados em nossos negócios pessoais, em outras palavras: vitória é um resultado feliz, obtido a preço de certos esforços
Mas em termos bíblicos o que é vitória? É ser vitorioso em uma batalha? Não o povo filisteu venceu o povo de Deus em uma batalha, na qual Deus queria matar os filhos de Eli (I Sm 4. 1 - 10). Mas a arca do Senhor humilhou Dagom e os Filisteus (I Sm 5. 1ss). Em termos humanos, a morte de Jesus, foi uma terrível derrota (Lc 24. 19 - 21), e infelizmente há pregadores que pensam assim. Mas Paulo vai nos dizer que Cristo cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz (Cl 2. 14, 15 NVI).  Foi morrendo que Cristo venceu a Satanás.
Ser vitorioso é o mesmo que ser bem sucedido? Não, ao homem que ajuntou em seus celeiros, Deus lhe disse: Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou? (Lc 12. 20 NVI). Jesus conclui o seu ensino afirmando: Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus (Lc 12. 21 NVI). 
O padrão divino de vitória é outro, tem a ver com o que Jesus disse, quando convidou seus discípulos a pensarem o seu discipulado. Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará. Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma? (Mt 16. 24 - 26 NVI). 
Neste novo padrão quem quer ganhar, mas não está disposto a perder a própria vida, se necessário for, não leva nada, mas nada mesmo. Para ganhar tem de perder. Isto é o contrário do que estamos acostumados a ouvir, mas é a mais pura, absoluta, e cristalina verdade. Neste contexto vitória é um estilo de vida, no qual as aparentes derrotas são transformadas em conquistas e triunfos. Ésta é a essência do ensino bíblico a respeito do tema.
 
Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Zeca bombou no face






É a mais pura verdade
Um dos links mais comentados no face é a atitude do pagodeiro Zeca Pagodinho, reconhecido devoto de São Jorge, diante das tagédias na baixada. Acabo de saber que ele será matéria do fantástico amanhã. No link abaixo, um amigo meu nos chama a reflexão. O mesmo nos diz que este é um bom momento para demonstrarmos o amor que pregamos por meio de obras de fato e de verdade
Em um outro link, um colega, cuja indentidade pretendo preserva, comenta a ainda contrasta o comportamento dele, como seguidor de culto afro, com o comportamento dos evangélicos. a verdade é que em temros de boas obras, algo do qual a Bíbia também fala, não como condição para a salvação, mas como algo proveitoso para os homens (Mt 5. 16; Ef 2. 10; Tt 3. 9), muitas das vezes espíritas e católicos nos dão um banho sim.
Por outro lado não podemos ignorar a ajuda efetiva que crentes estão dando ao fazerem as respctivas campanhas e cederem os seus templos para acolherem os desabrigados. Mas é preciso notar que são os anônimos de Deus que estão envolvidos neste empreitada, e a semelhança do que ocorreu na época de Paulo, quando houve a fome em Jerusalém, os pobres da Macedônia estão abundando e os ricos estão minguando em boas obras.
Creio que a repercusão em torno da ajuda do seu zeca se deu em função da projeção que o mesmo tem na mídia. Não dá para negar! Mas, não podemos relegar a relevância do trabalho prestado por ele. Note bem que ele não deu um espaço em um centro espírita, ou em um terreiro, mas cedeu uma propriedade pessoal para abrigar desabrigados em decorrência das chuvas, e do pouco que ele tem, ele tá dividindo com todo mundo. Neste aspecto ele se aproxima sim do Evangelho.
Aliás parece que estamos relendo aqui a parábola do mordomo infiel, contada por Jesus no Evangelho de Lucas. As riquezas da injustiça devem de ser usadas para granjear amigos para que quando estas nos faltarem sejamos recebidos em tabrnáculos eternos. E honestamente, ainda que com a motivação errada é o que ele está fazendo, duvido muito que seja uma jogada de marketing. Por quê? Simples, outro lado do ser humano é que na tragédia todo mundo se ajuda, se faz mais humano. Não é com ele que vai ser diferente.
O que eu, particularmente, gostaria de ver, é um exemplo como este entre as celebridades do mundo gospel. Afinal, nossas boas obras tem de serem vistas pelos homens para que estes glorifiquem nossa Pai celestial.
Pr Marcelo Medeiros, em Cristo

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fim da Polêmica? Será?




 
 
Há algum tempo atrás deixei um post na minha linha do tempo no facebook, onde repudiei a atitude de uma pessoa, que depois descobri ser um pastor, na qual o mesmo aparecia cheirando a Bíblia. A mensagem, como o própria Malafaia admitiu era de caráter dúbio, não se sabia se ele estava cheirando a Bíblia, ou usando a mesma para inalar cocaína. Na época, fiz questão de pontuar que a proposta do referido Pastor, a despeito de carregada de boas intenções não se alinhava com a Bíblia.
O mesmo usava alguns textos de autoria de Paulo para justificar sua proposta de evangelismo (I Co 1. 18; 4. 10). Quando esteve em minha igreja usou o texto de I Co 4. 10. O problema é que ser louco no sentido em que Paulo fala é adotar um padrão estranho aos olhos do mundo. Neste caso, o comportamento cristão, que é incompreensível aos olhos do mundano, do homem natural (I Co 2. 14). Não tem nada a ver com atitudes extravagantes defendidas pelo "pastor" e "pregador". 
Gosto do zelo que este pastor tem na evangelização, mas não me agrada a visão que ele tem do seu  próprio ministério. Em sua fala ele dá a entender que seu método de comunicação é a redenção da juventude. Mais estranha ainda é a confiança que a juventude deposita nele. Até onde sei, adolescente não admite, nem abre sua vida aos obreiros da forma que ele narra no programa. Falo isto com base nas experiências que vivi ministrando palestras sobre sexualidade. Foi pelas perguntas que eles fizeram, que eu e minha esposa percebemos como ia a vida sexual deles. Me perdoem admiradores do pregador, o meu ceticismo. Mas não para por aí.
Uma das coisas mais sábias que ouvi no programa é a fala do Salomão do reagee. Ele diz que o segredo não está no esterótipo da pessoa, mas no fato de verem Jesus em nós. E a julgar pelas palavras do outro pastor, parece que as pessoas, falo principalmente das igrejadas, perderam esta capacidade, e isto, ao ponto de precisarem de alguém que esteja vestido com um visual descolado, falando gírias e coisas do tipo.
Mais grave em tudo isto é que nosso pastor pop entende que a linguagem é o segredo na comunicação do Evangelho, quando na verdade é o Espírito Santo. Paulo afirma: nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente (I Co 2. 12 NVI). Se o evangelho está sendo comunicado e seus enunciados não estão sendo entendidos pela nossa geração, principalmente se ele já é evangélico, o problema é de natureza espiritual, não cultural. Tratar um problema espiritual com um remédio cultural é uma tragédia semelhante a tratar problemas estomacais e analgésicos.
É aqui que ele faz o que ao meu entender é um erro teológico. Ele entende que as pessoas da geração atual não possuem a capacidade para entender o mandamento Amarás ao Senhor teu Deus sobre todas coisas. Se recorrermos ao texto e a seu contexto entenderemos que Amar a Deus sobre todas as coisas é o mesmo que guardar seus mandamentos, dilema este, que a partir das palavras do próprio pastor pop, permanece na geração atual.
Assim, o que o nosso mais do que bem intencionado pastor pop faz? Substitui o verbo amar, pelo enlouquecer. Creio que Lucinho Barreto tem de ouvir um pouco mais o filósofo Mário Sérgio Cortella, particularmente o vídeo "não nascemos prontos". Ali ele entenderá porque os jovens são loucos por Big Mac. Além do mais ninguém pode amar a Jesus da mesma forma com que gosta de um produto de consumo como como o descrito acima, no caso, o Mac Fisch.
Gostei da posição dele quanto ao Homossexualismo e a sexualidade, e da forma tacanha coma qual a mesma é tratada em nossas igrejas. Mas duvido que isto seja tratado com o procedimento adotado pelo pastor pop. Não tenho nada contra o pastor em questão. Isto tem de ficar claro. Não sou Deus para julgar as intenções do mesmo. Paulo afirma: não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação (I Co 4. 5 NVI).
Por outro lado o verbo aqui usado para julgar, κρινετε, é o mesmo que aparece quando Paulo afirma: quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido (I Co 2. 15 NVI). O termo discernir,equivale a julgar do grego κρινει (krinei). Então a palavra que trarei é uma palavra de discernimento, não um veredito judicial.
Mas o meu diagnóstico do que está acontecendo não é favorável. Creio que ele representa uma tendência de momento como foi o G12, e quando o modismo passar veremos o que vai ficar. Se frutos permanentes, ou palha, pois como Paulo afirma: ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo. Se alguém constrói sobre esse alicerce, usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo (I Co 3. 11 - 15).
É Deus quem trará a luz a qualidade dos frutos, da obra, do ministério dos envolvidos em questão. Mas fica aqui a palavra de alerta sim. O segredo do Evangelho, bem como do crescimento do mesmo não está na forma que nos vestimos para nos fazermos contextualizados ao ohar do jovem, muito menos na linguagem que usamos, mas em que estes vejam Cristo em nós.
 
 
 

Em Cristo, Pr Marcelo Medeiros
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