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domingo, 28 de junho de 2015

Sobre Eliminação do Brasil na Copa América



Ainda bem que fui a um maravilhoso jantar de obreiros e não fiquei para ver mais um vexame do Brasil. Graças a Deus perdi os comentários de Galvão e Ronaldo Lazário, embora a saudade do Casa Grande aperte toda ver que ouço aquela voz lenta e fanha do camisa nove das copas de 1998. 2002, e 2006. 

Já tá ficando manjado. O Neymar sai, geralmente em unm jogo contra a Colômbia, e assim evita a participação em mais uma vergonha. Aos torcedores resta ouvir Dunga dizer que a Copa foi "ótima". eu diria excepcional, afinal. não é sempre que se perde para a Colômbia (principalmente com a atuação pífia de James Rodriguez e Falcão Garcia) e se vence Venezuela e Perú no sufoco. Ótimo mesmo foi saber que qando o Neymar sai é vexação na certa. Não porque a seleção não saiba jogar sem ele (ela mostrou que sabe e bem), mas porque o futebol está virando uma caixinha de surpresa nada surpreendente. 

Marcelo Medeiros. 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ué cadê a copa que foi comprada?



Me despeço desta copa com a dor de ter visto meu filho chorar com a derrota humilhante do Brasil em campos. Como explicar para ele que esta derrota estava anunciada pelo simples fato de que não existe formação de base no futebol de nosso país? É verdade ainda existem muitos talentos sendo revelados por aqui. Mas eles não permanecem em solo pátrio. 

Duro é ser leitor, e estudioso em uma nação desta, e sabedor de que os alemães usaram uma tática similar à do Barcelona, que foi inventada por Zagalo em setenta, mas que não foi usada por Felipão (uma decepção, diga-se de passagem!). Terei de esperar o meu filho crescer para explicar para ele o inexplicável, Hernanes e Bernard na reserva durante boa parte da copa, para não falar da inacreditável omissão da Fifa diante da dura entrada do colombiano em Neymar. 

Com exceções para David Luís, e Tiago Silva, que não mereciam este vexame em suas respectivas carreiras, a seleção foi o retrato fiel das políticas do Brasil. Neymar, o talento individual, o cara que dá jeito em tudo, e só. É isso aí mesmo, temos, de vez em quando temos um Senna, um Guga (Gustavo Kuerten), um garoto de são Paulo, que ganha prêmios em concursos científicos e bolsa em Harvard, mas não temos política pública que promova o desenvolvimento destes talentos, eles surgem, e quando crescem, isto sempre se dá pela via individual, bem diferente do adotado pela Alemanha quando eles experimentaram uma humilhação em noventa e quatro. O resultado são os constantes naufrágios nos mais diversas modalidades esportivas. Terei de esperar meu filho crescer para explicar tais coisas a ele. 

Por ora, deixo aos conspiracionistas de plantão e os revisionistas históricos a explicação a respeito de uma possível compra de Copa do Mundo. Comprar a Copa para Alemanha, Argentina, ou Holanda ganharem? A última versão que li falava de propaganda do PT através de seleções cujas camisas tinha o vermelho na cor. Se era assim, melhor perder para o Chile!

Mas quer saber de uma? Nosso país alimenta estas teses conspiracionistas por uma razão bem mais simples. As pessoas em quem somos condenados a votar não inspiram a menor credibilidade sim, esta é a verdade mais que absoluta, do meu ponto de vista, é claro. Digo que somos condenados, porque não gosto de Aécio, ou Serra como alternativa à Dilma, ou PT versus PSDB. Mas uma coisa é fato, fizemos uma copa em um momento extremamente frágil, politicamente falando, e honestamente temo pelo que há de vir. 

Marcelo Medeiros. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Vitória Polêmica do Brasil? Será?




Ontem assisti ao jogo do Brasil com muita satisfação na companhia dos amigos. É isto mesmo! Sei que educação, saúde e segurança não estão lá estas coisas, mas também entendo que torcer para que o Brasil perca, não irá nos fazer um país padrão FIFA nestas áreas. Voltando ao jogo, vi o gol contra (feito quase sem querer), do Marcelo, que aliás mostrou como errar e consertar, ou apagar o erro com excepcional atuação. Vi também como a persistência do Oscar (nome de craque de seleção), resultou no primeiro gol, e como ele foi premiado com o segundo.
Acordei hoje agradecido a Deus pelo meu decimo sexto aniversario de casamento, dia dos namorados e vitória da seleção. Ao ver as redes sociais me deparei com a grosseria argentina de sempre (lembrando, quando o assunto é futebol, fora dos campos eles são amáveis, acredite). Enquanto jornais de todo o mundo destacavam o desempenho de Neymar e Oscar, eles falavam do pênalti inexistente (aqui).
Confesso que acho estranho que esta crítica venha justamente de um jornal, cujo país sagrou-se campeão com ajudas da arbitragem. Foi assim em setenta e oito, quando eles golearam o Peru, e em oitenta e seis, quando Maradona com su mano de Diós, os ajudou a serem campeões. Contudo, minha opinião é que o futebol argentino é, ao lado do holandês e do alemão, um dos mais intrigantes e belos de se ver. Sim, o gol de mão não tira os méritos de Diego e da Argentina.
A despeito dos sustos que tomei com as constantes investidas da Croácia, que diga-se de passagem, costumava chegar ao nosso gol com apenas três toques na bola, (apresentado um futebol que atualmente é associado a um clube espanhol, mas que tem gente que garante ter sido inventado por Zagallo na copa de setenta), acho que os croatas não tem do que reclamar. Foram bonificados com um gol de um dos melhores dos nossos jogadores. Sim, a verdade é que para marcar presença, precisaram de uma mão, digo, um despretensioso pé nosso. Agora, que eles curtam nossas belezas naturais e mostrem seu previsível futebol. E que venha o México.
 
Marcelo Medeiros.
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