Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Augustus Nicodemus Lopes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Augustus Nicodemus Lopes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Calvinismo, Arminianismo e Quixotismo instiucional



Foi um tremendo de um desafio achar as palavras para me expressar neste post. Desde minha adolescência me encontro doutrinariamente nas doutrinas da reforma. Isto faz de mim um ser híbrido? Sim, ainda creio na contemporaneidade dos dons espirituais, e este é o meu vínculo com a Assembleia de Deus. Com exceção de algumas discussões, que hoje considero tolas, jamais tentei calvinizar alguém dentro, ou fora da instituição, mesmo nos seminários minha atuação é mais bíblica e quando faço abordagens teológicas, procuro o máximo de imparcialidade.

Me entristeci profundamente com a campanha que alguns líderes de minha denominação fizeram com intuito de impedir a realização de um evento na CPAD Megastore no centro da Cidade do Rio de Janeiro. Minha intenção com este post não é defender o Augustus Nicodemus Lopes, nem atacar a CPAD, ou a FAECAD, ou qualquer instituição que seja. Na minha opinião os verdadeiros responsáveis são os arminianos de internet. Permitam-me a explicação. Afinal, graças a Deus tenho vários amigos semi-pelagianos e arminianos.

Falo de  gente com a vida e cabeça adoecida que possivelmente tenha descoberto o arminianismo em função do crescimento do calvinismo, mas que por não entender nem um nem outro resolveu transformar um fenômeno epistemológico em uma verdadeira guerra ideológica. Neste post pretendo elencar algumas das razões apresentadas em redes sociais para a campanha cancelando a Vinda de Nicodemus e refutar reposta por resposta.

De acordo com os Quixotes da Internet:

  1. Nicodemus zomba dos Pentecostais em vários vídeos. Exemplo: diz que vai pregar como pentecostal, sem esboço, quando o seu cai. 
  2. Ele faz chacota com o dom de línguas. 
  3. Incentiva o proselitismo neste link
  4. Ironiza ao dizer que os pentecostais estão predestinados a levarem em frente o Calvinismo. 
  5. Ele baseia sua refutação ao apostolado na visão cessacionista.
  6. O livro apóstolos é da editora Fiel, totalmente antipentecostal.
  7. Em razão da elaboração, por parte das ADs de um credo cuja finalidade é a afirmação da soteriologia arminiana. Logo, 
  8. Tanto Nicodemus quanto Franklin Ferreira afirmam que o caminho que o pentecostalismo tomar definirá o futuro das Igrejas brasileiras.
Vamos às respostas:

  1. Sou professor e pregador pentecostal (ou carismático se quiser), mas não vi ofensa na fala de Nicodemus. Até porque prego sem esboço (jamais sem estudar, ler, e refletir a temática que me proponha falar). Não vejo demérito algum em escrever, ou não um sermão, não é sobre estas bases que se apóia a prédica cristã. De igual modo não faço desta piada do Nicodemus, um cavalo de batalha. 
  2. Assisti o vídeo sobre o mau emprego do dom de línguas. Sobre as tirinhas humorísticas  o que tenho a dizer é que os próprios pentecostais são pioneiros neste tipo de piada. A respeito da base bíblica fornecida concordo plenamente com a base bíblica dada pelo mesmo, embora descorde de que At 2 seja o padrão, e isto em razão de At 10 e 19. 
  3. Embora eu seja calvinista e membro da AD desde a minha adolescência, jamais fiz de minhas posições teológicas um cavalo de batalha. Cedo percebi a carência bíblica e cultural generalizada e um total desprezo por parte das lideranças das Igrejas das quais fui membro, para com o ensino. Quando as pessoas descobriram minha afinidade com a fé reformada e em particular com o Calvinismo, se assustam.. Prova maior de que não há proselitistas calvinizadores na AD. 
  4. Esta quarta crítica se mistura à oitava, daí que me reserve para a análise desta última. Mas desde já adianto que não há espçao para deboche aqui. 
  5. A despeito de Nicodemus basear sua visão a respeito dos apóstolos no cessacionismo, fato é que a argumentação dele tem como premissa maior o fato de que apóstolos foram aqueles que testemunharam os eventos pertinentes à morte  e ressurreição de Cristo. 
  6. A fiel publica livros de autores cessacionistas é verdade. Mas também publica autores que são continuístas. Paul Wascher e Piper são exemplos. O incoerente seria a CPAD publicar um livro que abordasse qualquer assunto sob a ótica cessacionista. Mas divulgar uma obra que é comercializada em uma de suas lojas não consiste incoerência sob hipótese alguma. 
  7. Temo por este credo escrito pela AD, e isto por uma razão: jamais vi em minha existência enquanto membro da referida denominação um único esforço seja escrito, seja de púlpito de expressar algo próximo do arminianismo, seja o clássico, seja o wesleyano. 
  8. A situação se torna ainda mais grave quando se apela aos escritos dos grandes nomes sobre a matéria. As tentativas de síntese precisam levar em consideração os aspectos convergentes nas duas cosmovisões, o que demanda uma análise mais centrada nos aspectos comuns de ambas do que nas divergências. 
  9. O crescimento do Calvinismo dentro das ADs nada tem a ver com proselitismo. Ainda que se formule um credo de fé, nada impede que um crente se dirija a uma loja, estude a fé reformada e se convença da lógica e coerência da mesma. 
E acima de tudo, abaixo à lógica da difamação mútua entre ambos os grupos. Que no lugar do bastão do Sínodo de Dorth nas mãos dos Arminianos esteja a paz de Cristo como árbitro nos corações. 

Em Cristo, Marcelo Medeiros. 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Eu também não fui ofendido




Comercial da boticário em tons inclusivos, campanha "evangélica" de boicote à empresa aludida, parada gay com direito à paródia da crucificação (falo paródia porque não se trata de uma representação, nem de uma busca de associação entre a injustiça sofrida por Cristo e os transsexs, mas de um deboche explícito mesmo), crentes aceitando a provocação, mídia embalando a guerra inexistente, Magno Malta e cia verberando contra, discurso de Jean Wyllys, etc... E foi assim que a semana foi se desencadenado. 

Não posso deixar de pontuar aqui que na discussão provocada pelo PLC/122, a questão foi mal conduzida pela mídia (que no lugar de esclarecer explorou o conflito inicial, ao ponto deste vir a ser uma guerra de conceitos). Os gays, em tese queriam ter os seus direitos garantidos pelo Estado, e os cristãos que não fossem subtraídos no seu direito de expressar sua opinião e exercerem sua fé. Não seria tão difícil resolver a questão, não fosse má vontade de ambos os lados e um deslumbramento midiático que foi tomando conta das vozes de ambos os movimentos. 

Mas nem tudo está perdido. No meio de tanta barbárie conceitual surgem vozes com lucidez, dentre as quais Otoni de Paulo Jr, Augustus Nicodemus Lopes. No caso da Boticário por exemplo, Otoni de Paula com extrema lucidez se posicionou como cristão e analisou a situação. A lição surpreendente em um vídeo simples, mas profundo. Não cabe ao estado definir, conceituar o que é casamento, mas cabe ao mesmo a garantia dos direitos fundamentais destes cidadãos. 

O mais chocante de todos o post de Augustus Nicodemus Lopes, Não estou ofendido [aqui]. Mas ao contrário do que se esperava o post causou problemas sérios. Deconfio que tais problemas sejam de ordem filosófica, comportamental e doutrinária. No aspecto filosófico Nicodemus deu um soco na boca do estômago de crentes com cosmovisão católica (nos que veem a cruz como um objeto sagrado, por exemplo). No campo doutrinário por defender uma cristologia mais bíblica. No comportamental, por atingir em cheio a excessiva afetação e a reação desequilibrada dos mesmos. 

Um outro acerto de Nicodemus consiste no fato de que esta análise deveria partir daqueles que alegam representar o povo evangélico, quando na verdade se valeram do ânimo inflamado e da repercusão midiática para alimentarem ainda mais o sensacionalismo em torno da questão. Não defendo aqui que eles tenham feito isto propositadamente, mas que é isto que está aconetecendo. 

Em um segundo post nicodemus afirma que vai fazer parte de uma reunião com lideranças políticas a fim de apresentarem um projeto de lei que criminalize o uso de símbolos religiosos de forma profana, tal como ocorrido na aludida manifestação, mas que suas motivações não se restringem à afetação, mas pelo senso do que é correto [aqui]. É este senso que deve marcar as atitudes cristãs. 

Abraços fraternos em Cristo, Marcelo Medeiros. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Créditos!

Por favor, respeite os direitos autorais e a propriedade intelectual (Lei nº 9.610/1998). Você pode copiar os textos para publicação/reprodução e outros, mas sempre que o fizer, façam constar no final de sua publicação, a minha autoria ou das pessoas que cito aqui.

Algumas postagens do "Paidéia" trazem imagens de fontes externas como o Google Imagens e de outros blog´s.

Se alguma for de sua autoria e não foram dados os devidos créditos, perdoe-me e me avise (blogdoprmedeiros@gmail.com) para que possa fazê-lo. E não se esqueça de, também, creditar ao meu blog as imagens que forem de minha autoria.